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domingo, outubro 15, 2006

Enterramento da linha de Espinho é "vital"

Enterramento da linha de Espinho é "vital"

Enterramento da linha férrea termina em 2007. Câmara e população destacam importância da obra.
44.5 milhões de euros é a verba total que o PIDDAC 2006 disponibiliza para o concelho de Espinho, o mais pequeno da Área Metropolitana do Porto. A obra de enterramento da Linha do Norte na cidade da Costa Verde reclama quase a totalidade das verbas destinadas pelo PIDDAC a este concelho.

A obra, há muito desejada pela cidade, arrancou a sério a meio de 2004 e prevê-se que termine em 2007, como afirmou o antigo presidente do Conselho de Direcção da REFER, José Sobral, numa entrevista ao “Jornal de Notícias” em Março do ano passado.

Desejo antigo
A localização da linha férrea na cidade foi sempre posta em causa. A linha dos caminhos de ferro foi criada em 1870, quando Espinho era ainda uma vila. Ao contrário do que é normal, a linha dos comboios não se encontra na periferia, mas corta a direito a cidade, dividindo-a.

Apesar dos insistentes apelos de muitos habitantes de Espinho, só em 2004 surgiu algo de concreto para o enterramento da linha.

Críticas à obra
Apesar do consenso em torno do impacto regenerador que vai ter para o concelho de Espinho, há espinhenses que lamentam a falta de informação sobre o real traçado do enterramento. Um dos grupos que mais queixas tem apresentado sobre o processo da obra é o Movimento Pró-Enterramento da Linha Férrea na Marinha de Silvalde (MOPELIM) que reivindica o aumento da extensão do túnel a sul da cidade de Espinho. Segundo o actual traçado, o túnel termina poucos metros antes do bairro da Marinha.

José Mota, presidente da Câmara de Espinho há 12 anos, afirma que o enterramento é “vital para a cidade. Consciente das dificuldades que as obras causam no dia-a-dia dos cidadãos, José Mota assume que os inconvenientes são um mal necessário, quando comparado com a importância que o enterramento da linha férrea vai significar para o concelho e “mesmo para a região”. O edil de Espinho desvaloriza ainda as críticas, classificando-as de “pouco importantes”.

Obra vai impulsionar concelho
No entanto, a obra prossegue porque mesmo os habitantes do bairro da Marinha de Silvalde têm consciência da sua importância para um concelho que perdeu grande parte da força que tinha no início do último século.

Concelhos como Santa Maria da Feira, Ovar e Gaia tiveram um crescimento superior a todos os níveis, enquanto Espinho caía no marasmo. O director do jornal “Defesa de Espinho”, Lúcio Alberto, considera que o enterramento da linha vai impulsionar um concelho que não tem nem agricultura nem indústria e pode apenas apostar no turismo.

Os próprios espinhenses e os utentes da Linha do Norte concordam que, apesar do sacrifício das constantes mudanças de lugar da paragem dos comboios, o resultado final vai ser muito positivo.

Nuno Neves

segunda-feira, março 23, 2020

Uma questão de molhos




Uma Questão De Molhos


Nesta noticia, publicada no jornal "Gazeta de Espinho", de 22 de janeiro de 1905, a fábrica de Conservas Brandão, Gomes & Ca., foi acusada do crime de contrafação de marca de fábrica por uma empresa inglesa de molhos. A questão dizia respeito ao registo de marcas de molhos idênticas a marcas já patenteadas. Em próximo artigo daremos conta do desfecho deste assunto.

Obs: pesquisa de Mariana Gonçalves e Adriano Ferreira, técnicos do Museu Municipal de Espinho.
A imagem pode conter: texto

FONTE 

Museu Municipal de Espinho / FACE

https://www.facebook.com/museumunicipalespinho/posts/16390
24992915564    


 



sábado, março 21, 2020

Aparelho permite que ladrão ligue carro sem chave

Dispositivo replica o sinal do controle remoto do veículo.

Técnicos conseguiram abrir portas e dar partida em 18 modelos; veja teste





Investigadores dos Estados Unidos conseguiram abrir e dar a partida em 18 modelos de carros usando um aparelho eletrônico: 

O instituto decidiu testar um dispositivo criado especialmente para demonstrar a vulnerabilidade de veículos com partida sem chave ("keyless") depois que ladrões foram filmados usando algum tipo de aparelho que simulava o controle remoto dos carros.

Um teste semelhante foi feito no começo do ano associação alemã de automóveis (Adac).

Como funciona
O experimento do NICB usou, na verdade, dois dispositivos que funcionam quase simultaneamente. O primeiro capta o sinal do controle remoto do carro, quando o objeto é deixado no veículo ou o dono está com ele por perto.

Ele envia esse sinal a um segundo dispositivo que é acionado e "engana" o carro, que "pensa" que está recebendo o sinal do controle remoto.

Nos modelos cujo motor pode ser ligado por um botão, o código replicado também permite a ignição porque o sistema entende que o controle remoto está por perto -- condição para que a partida sem chave ocorra.

O aparelho usado nos testes foi obtido com um especialista em segurança e fabricado por uma empresa de fora dos EUA, com intuito de ajudar no combate ao roubo de veículos, diz o NICB.

Resultados

Ele foi testado em 35 modelos diferentes

Em 12 deles, o dispositivo também conseguiu religar o motor após um tempo rodando.

O instituto não divulgou quais modelos são vulneráveis. O jornal "Los Angeles Times", citando o diretor de comunicação do NICB, Roger Morris, disse que na lista estão Ford Edge 2015, Volkswagen Jetta Hybrid 2013 e Toyota Camry 2017. As montadoras não comentaram.

“Agora sabemos por nós mesmos que esses aparelhos funcionam. Talvez não em todos os modelos, mas em um grande número de carros que podem ser alvos de ladrões, que podem roubá-los com relativa facilidade", disse Joe Wehrle, presidente do NICB. "A parte mais assustadora é que, a menos que o crime seja filmado por câmeras de seguranã, não há como o proprietário nem a polícia saberem o que aconteceu."

Dicas para prevenir roubos sem chave

No entanto, as marcas estão a trabalhar ativamente no desenvolvimento de soluções que permitam robustecer a segurança destes sistemas. A ADAC recomenda que o sistema seja desativado para que este método seja impossível de concretizar, mesmo que perca o conforto oferecido pela entrada e ignição sem chave. Outra recomendação passa pela aquisição de uma caixa metálica ou bolsa capaz de bloquear a passagem do sinal da chave.


terça-feira, março 10, 2020

João Pinho de Almeida questiona Governo sobre poluição nas ribeiras de Fiães

João Pinho de Almeida questiona Governo sobre poluição nas ribeiras de Fiães

Numa pergunta dirigida ao Ministro do Ambiente e Ação Climática, o deputado do CDS-PP João Pinho de Almeida questiona a tutela sobre os casos de poluição nas ribeiras de Fiães, Santa Maria da Feira.

João Pinho de Almeida quer saber se o ministro tem conhecimento das descargas registadas nas ribeiras de Fiães e que, consequentemente, afetam o rio Uíma, e se está em condições de confirmar as denúncias feitas, quer por parte de cidadãos quer por parte da Autarquia de Santa Maria da Feira, relativas à poluição nestes cursos de água.

O deputado do CDS-PP quer depois saber se o ministro está em condições de confirmar que já há empresas identificadas e uma delas foi alvo de um auto de contraordenação, se sim, que consequências decorreram desse auto de contraordenação, e que outras fontes, e quantas, de poluição pontual ou difusa foram identificadas.

João Pinho de Almeida pergunta se a APA-ARH do Centro (Agência Portuguesa do Ambiente / Administração da Região Hidrográfica do Centro) tem realizado ações de fiscalização das estações de tratamento das empresas desta zona, e com que regularidade, se estas se encontram a funcionar em boas condições ou, pelo contrário, se estão subdimensionadas, e com que frequência tem sido feita a recolha de amostras para análise da água nas ribeiras de Fiães e no rio Uíma, e com que resultados.

Finalmente, questiona que medidas vai o Ministério do Ambiente e Ação Climática implementar para evitar que situações como esta se voltem a repetir nas ribeiras de Fiães.

Com o título «Poluição não larga as ribeiras de Fiães», o Jornal de Notícias dá conta de que as linhas de água de Fiães estão frequentemente poluídas, fruto de alegadas descargas ilegais.

Localizados em Santa Maria da Feira, os Passadiços de Fiães são, por muitos, classificados como paradisíacos – em termos de fauna e flora – e são diariamente frequentados por centenas de pessoas. No entanto, as linhas de água estão recorrentemente poluídas, sendo que a própria Autarquia tem vindo a denunciar às autoridades as descargas de que tem conhecimento.

Estas descargas ilegais são recorrentes e acabam por poluir também o rio Uíma, que é hoje um rio «praticamente morto».

De acordo com a notícia, «o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR é chamado, mas são raros os casos em que é possível detetar, com precisão, a origem da poluição. Contudo, já há empresas identificadas e uma delas foi alvo de um auto de contraordenação. Mas a poluição não abranda».

O Grupo Parlamentar do CDS-PP tem vindo sistematicamente a questionar a tutela sobre episódios semelhantes de descargas poluentes, de norte a sul do país, sendo também várias as iniciativas legislativas apresentadas e aprovadas pela Assembleia da República, muitas vezes unanimemente por todas as bancadas, para que sejam tomadas medidas rigorosas e assertivas contra este tipo de crime ambiental.

Nos últimos anos Portugal tem atravessado períodos de seca grave, com registos de baixo caudal dos rios, sobretudo nas regiões centro e sul.

Os cursos de água constituem um dos recursos naturais indispensáveis aos seres vivos, tendo, muitas vezes, também, grande importância cultural, social e económica.

Para além do Homem, a água dos rios é também indispensável à sobrevivência de milhares de espécies da flora e fauna, pelo que é essencial a manutenção de um bom estado ecológico das massas de água.