terça-feira, agosto 01, 2006

Fosforeira




Fosforeira em manifestação


Os cerca de 30 trabalhadores da única produtora de fósforos da Península Ibérica, a Fosforeira Portuguesa, sedeada em Espinho, vão manifestar-se em frente à empresa, na próxima segunda-feira. Este protesto visa demonstrar o seu desagrado relativamente à venda desta unidade fabril.

O coordenador da comissão de trabalhadores da Fosforeira Portuguesa, Alexandre Alves da Silva, explicou que está em causa a eventual venda da empresa, pela actual administração espanhola, ao director comercial da unidade, Jaime Teixeira Pinto.

De acordo com Alexandre Alves da Silva, os contornos deste negócio não agradam os trabalhadores, que temem ficar no desemprego sem receber as indemnizações a que têm direito.

A administração espanhola admite alienar a empresa a Jaime Teixeira Pinto, deixando em sua posse as indemnizações a pagar pelo encerramento da unidade. Este valor seria mais tarde usado pelo actual director comercial para adquirir um novo terreno para a instalação da unidade fabril, uma vez que a nova direcção pretende vender os terrenos onde a empresa está implantada. Se o negócio não vier a ser consumado, os direitos dos trabalhadores estariam alegadamente salvaguardados através da venda das novas instalações.

Contudo, os trabalhadores defendem que este é um negócio inaceitável.

A actual administração comprometeu-se a suspender as negociações com Teixeira Pinto, mas tal não aconteceu. Desta forma, os funcionários da Fosforeira Portuguesa irão manifestar-se na próxima segunda-feira contra este negócio.

O final das férias está agendado para 4 de Setembro, e os trabalhadores desta unidade fabril já agendaram um plenário para esse mesmo dia, admitindo poderem vir a adoptar outras medidas como a grave, caso o negócio avance nos termos iniciais

quinta-feira, julho 27, 2006

Alteracoes ao transito na epoca de veraneio






1-Sera autorizado o estaciomento em Espinho em algumas ruas

2-Na Rua 8 em frente a Rua 19 pintada uma passadeira com largura da Rua 19

3-Este espa?o em terra batida junto ao pontao podera ser utilizado pelos automobilistas para estacionamento

4-Na Avenina 8 no cruzamento a Rua 17 junto ao Casino de Espinho, sera colocado um sinal de sentido podendo-se circular de automovel de Sul para Norte entre as 23 e 17 ou seja entre a passagem-de-nivel e a actual esta?ao de caminhos-de-ferro

sábado, julho 08, 2006

Espinho e Ponte de Lima dedicam Julho à clássica






















A região Norte assiste este fim- -de-semana ao arranque de três festivais de música: Espinho, Póvoa de Varzim (este, ver revista '6.ª' da edição de ontem) e Ponte de Lima.

Em Espinho, o violinista Sasha Rozhdestvensky, depois de ontem ter sido solista no concerto de abertura com a Orquestra Gulbenkian, alia-se hoje (Centro Multimeios) a Gary Hoffman (violoncelo) e Mik- haïl Rudy (piano), num programa Shostakovitch/César Franck.

Dia 12, Fausto Neves dá um recital Lopes Graça (Aud. Junta de Freguesia) e, dois dias depois, o Remix Orquestra Barroca e solistas fazem a oratória La Giuditta, de F. A. de Almeida. Dirige Laurence Cummings (Salão Nobre do Casino).

Na semana de 15 a 21, há de tudo um pouco: quartetos de Mozart, Beethoven e Ravel pelo Quarteto Talich (dia 15, Aud. Junta),jazz com o Quinteto da cantora Lizz Wright (dia 19, Salão Nobre), sonatas para violino e piano de Mozart pelo duo Tatiana Grindenko/Vadim Sakharov (dia 20, Aud. Junta) e, por fim, uma narrativa imaginária saída das "vozes" reunidas do Trio de Bernardo Sassetti e Drumming-Grupo de Percussão (dia 21, Salão Nobre).

E chegamos aos três últimos eventos: recital Schubert/Liszt de Victoria Postnikova (dia 24, Aud. Junta) e dois concertos orquestrais: no dia 28, a Orquestra Nacional do Porto faz no Salão Nobre (Casino) a estreia mundial de Kontraste, homenagem de João Rafael a Schumann, e encomenda da Casa da Música; no dia seguinte (mesmo local), a Orquestra Clássica de Espinho tem como convidado o tenor Warren Mok (Hong-Kong). Ele irá cantar Pourquoi me réveiller (Werther), La fleur qui tu m'avais jetée (Carmen), E lucevan le stelle (Tosca) e Nessun dorma (Turandot). Também há a Shérazade de Rimsky-Korsakov, entre outras peças. Todos os espectáculos se iniciam às 22.00.

Paralelamente, refira-se a conferência de Alexandre Delgado sobre Luís de Freitas Branco (dia 11) e dois cursos: 'Jazz Vib' (17-22/7) por Jeffery Davis e 'Ritmos Urbanos' (24-28/7), por Nicolas Perazza.

Em 2003, uma recém-criada as- sociação cultural, a Opera Faber, iniciou um evento anual no coração do "verde Minho": nascia o Festival de Ópera e Música Clássica de Ponte de Lima. A 4.ª edição começa esta noite (22.00), nos relvados do Festival de Jardins, com uma celebração Mozart por solistas da Opera Faber e o trio de jazz de Arrigo Capelletti. No final, há fogo-de-artifício.

Até dia 22, destaque-se o recital de música vocal quinhentista à volta do poeta toledano Garcilaso de la Vega (dia 10, Museu dos Terceiros); o recital de canto e piano com Valérie Gabail e Niall Chorell (dia 16, Museu Terceiros), os dois recitais do Lon- don Bridge Ensemble (dias 18 e 21, na Villa Moraes) e, sobretudo, a produção de raíz (preparada num work- shop) do Don Giovanni na pequena jóia que é o Teatro Diogo Bernardes (dias 14, 19 e 22, às 21.00). Direcção de Stephen Higgins, encenação de John Ramster e Madelaine Wibom, Katarina Jovanovic, V. Gabail, N. Chorell, Ivan Ludlow e Johannes Schmidt nos principais papéis. Infor- mações no site da Opera Faber












sexta-feira, junho 30, 2006

Obras de enterramento da linha férrea em Espinho retomadas em Julho

A tão esperada máquina que irá fazer as perfurações no subsolo de Espinho, de forma a permitir o enterramento da linha férrea na parte central da cidade, já tem data de chegada. O equipamento chegará hoje ao porto de Setúbal, vindo da Alemanha, e será, de imediato, transportado por via rodoviária para Espinho. As obras no subsolo serão então retomadas mal a máquina esteja montada e pronta a entrar em funcionamento, o que, segundo o porta-voz da Rede Ferroviária Nacional (Refer), Rui Reis, deverá acontecer, o mais tardar, no início de Julho.

Enquanto isso, as obras à superfície continuam no terreno.

 A ausência de uma máquina capaz de fazer as necessárias mexidas no subsolo rochoso, detectado na área de intervenção, chegou a criar um mal-estar entre a Refer e o consórcio luso-espanhol, responsável pela execução da empreitada. Um processo que entretanto foi resolvido, após um período negocial, decidindo-se "importar" o equipamento que se encarregará de abrir caminho no duro subsolo. De forma a recuperar tempo perdido, a Refer decidiu criar dois turnos diários de trabalho, prevendo-se que a máquina esteja no terreno durante dez meses consecutivos, isto é, até Abril do próximo ano.

 Uma situação que mexe com os prazos inicialmente previstos para a conclusão da obra de enterramento da via-férrea em Espinho.

 A empreitada deverá terminar no primeiro semestre de 2008, e não no primeiro trimestre de 2007, como se chegou a apontar. Esta obra representa um investimento total de cerca de 60 milhões de euros. A Câmara de Espinho comparticipa com um montante de 20 milhões.




segunda-feira, junho 26, 2006

Estatuas vivas pela paz




Est?tuas vivas pela paz
J. Paulo Coutinho

Estatuas vivas destacaram-se pela originalidade


Natacha Palma

Milhares de pessoas acorreram, ontem, ? d?cima edi??o do Encontro de Est?tuas Vivas de Espinho, isto num ano em que o objectivo passou tamb?m pela inscri??o do evento no livro dos recordes Guinness como a maior concentra??o de homens e mulheres-est?tua. Em princ?pio, o feito ser? alcan?ado uma vez que, apesar de n?o ter sido poss?vel contar com 100 participantes, como era vontade da C?mara Municipal, respons?vel pela iniciativa, o certo ? que a categoria ainda n?o existe no Guinness.

Ainda assim, as expectativas n?o foram defraudadas e o encontro primou, mais uma vez, pela originalidade das composi??es criadas, isto apesar de, pela primeira vez, o evento estar subordinado a um tema, neste caso, a "Paz".

Com o branco a dominar o cen?rio, e porque ali se tratava da "Paz", muitas das composi??es abordaram o tema da guerra, n?o tendo sido esquecido o eterno conflito no Iraque com a luta pelo petr?leo como pano de fundo.

Um soldado com uma bandeira branca, uma "Madre Teresa de Calcut?", um "Buda" e at? duas pombas ? escala humana que atiravam milho sempre que se lhes dava uma moeda foram algumas das est?tuas subordinadas ao tema.

Uma visitante, Concei??o Almeida, sentiu-se particularmente emocionada com a est?tua que representava Nossa Senhora. "Tive uma semana muito dif?cil e cheguei a pedir de joelhos ? Nossa Senhora que me amparasse e ela ajudou-me. Hoje, alguma coisa me dizia que devia vir ver as est?tuas, o que fiz pela primeira vez, e quando deparei com a "Nossa Senhora" fiquei muito impressionada. Estava muito bonita. Vou ver as outras e sei que vou gostar muito, mas aquela deu-me tanta paz que vou votar nela e nem penso duas vezes", confessou.

Nem todos os participantes se prenderam ao tema. Foi o caso de Manuel Pinho, que, enfaixado de gaze da cabe?a aos p?s, incluindo nariz e boca, se "transformou" numa m?mia deitada num sarc?fago. Foi, ali?s, umas das est?tuas que mais aten??o obtiveram por parte dos espectadores que se questionavam sobre quanto tempo ele iria aguentar