quinta-feira, agosto 10, 2006

Arte da vida rural no Multimeios


Arte da vida rural no Multimeios
manuel azevedo
Exposição vai estar patente até ao próximo dia 3, em EspinhoNuma altura em que se celebram os 80 anos do alargamento do concelho de Espinho, com a integração das freguesias de Anta, Guetim, Silvalde e Paramos, a Câmara Municipal quis dar a conhecer a real imagem do concelho, imagem essa que não se confina ao seu centro urbano de vocação turística.Numa exposição denominada "A vida rural no concelho de Espinho", já patente no Centro Multimeios, é dada a oportunidade de se conhecer as características rurais das ditas freguesias, características que, em certa medida, ainda prevalecem.Fruto de um intenso trabalho de recolha por parte do Gabinete de História do Departamento de Dinamização Sócio-Cultural da Câmara e dos estudos etnográficos levados a cabo, ao longo de vários anos, pelos quatro grupos folclóricos do concelho, a exposição dá a conhecer as várias facetas da produção agrícola, na sua grande parte para consumo doméstico, sendo a parte sobrante vendida na feira semanal.Destinada sobretudo a um público mais jovem e citadino, dada a sua vocação didáctica, a exposição dá a conhecer os ciclos do milho, cereal dominante na região; do linho; da lã e do sisal; da matança do porco, do leite e ainda da tanoaria, arte ligada à produção do vinho.Apesar de a exposição integrar uma série de instrumentos agrícolas e outros de uso tradicional, a mostra socorre-se sobretudo de vários painéis informativos, onde predomina o texto, única forma encontrada, segundo Armando Bouçon, coordenador da exposição, de se dar a conhecer da forma mais profunda possível aquelas artes. Exposição nas escolasCom uma constante contextualização histórica, a exposição serve, ainda, para demonstrar que a produção continua viva no concelho e, em certos casos, floresce, como é o caso da moderna vacaria de Joaquim Alves da Rocha e da tanoaria de Semião Gomes Pinto e Filhos Lda, considerada uma das melhores do país.A exposição contou com o resultado dos estudos etnográficos dos quatro grupos folclóricos do concelho Grupo Cultural e Recreativo Semente (Anta), Rancho Folclórico Nossa Senhora dos Altos Céus (Anta), Rancho Regional Recordar é Viver (Paramos) e Rancho Folclórico São Tiago de Silvalde.Segundo Armando Bouçon, e atendendo à vocação didáctica da exposição, a mostra deverá percorrer as diversas escolas do concelho a partir do início do próximo ano lectivo.Para já, a mostra irá continuar patente no Centro Multimeios até ao próximo dia 3. O Multimeios está aberto de terça-feira a domingo

segunda-feira, agosto 07, 2006

Habitacoes de luxo apagam memorias de "O Nosso Cafe"


Habitacoes de luxo apagam memorias de "O Nosso Cafe"manuel azevedoFachada do emblematico cafe que fechou portas ha tres anos e meio dever? ser mantida e reabilitadaNatacha Palma, Manuel AzevedoNosso Cafe", na Rua 8, em Espinho, ira, em breve, dar lugar a um empreendimento de luxo com areas habitacional e comercial. A obra, que devera ter in?cio no pr?ximo mes de Setembro, ficara a cargo do actual propriet?rio, Manuel Salgueiro, conhecido empresario espinhense que adquiriu o edificio em leilao, em 1998, por cerca de 1,4 milh?es de euros. Apesar de ja ter sido demolido o edificio cont?guo ao "O Nosso Cafe", na Rua 21, onde chegou a funcionar o restaurante "Cartuxa" e mais tarde o bar "Mix", uma escola de ballet e uma biblioteca da Gulbenkian, segundo Manuel Salgueiro ? prov?vel que o edificio do cafe em si nao seja totalmente demolido. A fachada devera manter-se, sendo, por outro lado, reabilitada e melhorada.Trata-se de um pequeno consolo para os muitos que se habituaram a ver o espa?o como um lugar de passagem obrigatorio da cidade. "Cristal" e agora o unicoE que a historia de Espinho, como acontece em relacao a muitas outras cidades, inclui obrigatoriamente os seus cafes, verdadeiros pontos de encontro, onde eram passadas tardes inteiras, para ver e ser visto, em alegre cavaqueira.Na cidade "Rainha da Costa Verde" houve-os muitos o cafe "Avenida", o "Nery", o antigo "Palacio", o incontornavel "Moderno" e o "O Nosso Cafe", todos eles com um espirito muito proprio, quase uma ideologia, e por isso frequentados por diferentes camadas da sociedade, nao so espinhense, mas de toda a regiao.Actualmente, subsiste apenas o cafe "Cristal", um espaco normalmente frequentado por "habituais" e por "desportistas" das cartas, damas e domino. Foi com uma emocao contida que os frequentadores de "O Nosso Cafe" o viram fechar as portas ha 3 anos e meio depois de cerca de 50 anos de vida. "Tudo nasce, cresce, e morre", faz notar Valdemar Ribeiro, um dos antigos accionistas da "Sociedade Cafeeira dos Cem", mais tarde "Sociedade Cooperativa Cafeeira dos Cem", propriet?ria do cafe.No entanto, agora que o destino do espaco est? realmente tracado e a sua concretizacao se aproxima, as emocoes e sobretudo as memorias ligadas para sempre ao cafe e a todos os que os frequentavam voltam em catadupa.Ambiente de festa E com lagrimas nos olhos que Joaquim Ferreira Dias, que chegou a ser presidente da Assembleia Geral, recorda o ambiente de festa constante que se vivia no maior cafe de Espinho, o movimento do salao de bilhares situado na cave, e as festas e bailes que se realizavam no salao nobre, no primeiro andar. "Alem de tudo isso, o edificio contava ainda com um quiosque, com o restaurante "Cartuxa", com frente para a Rua 21, e ate uma adega tipica. Era um grande cafe, com um ambiente muito bom", conta Joaquim Dias. "O cafe nunca foi muito frequentado por jovens, a nao ser aqueles que iam ter explicacoes com o professor Pias, esse sim, uma figura ligada a historia do cafe", conta Maria do Rosario Pinto Correia. "De uma forma geral, o cafe era frequentado por pessoas de mais idade, de classe media/alta, muitas delas para concretizar negocios. As senhoras eram capazes de la passar tardes a fazer croche", recorda. Com o encerramento do espaco, muitos dos seus clientes mudaram-se para o actual "Palacio", frente ao casino. E muitos outros deixaram de ser vistos."Restou um vazio enorme"Manuel FonsecaCabeleireiroFoi um dos accionistas da Sociedade Cafeeira do Cem, proprietaria do "O Nosso Cafe", construido onde antes havia funcionado a Camara Municipal. Manuel Fonseca, cabeleireiro de Espinho e uma das mais conhecidas personalidades da cidade, ainda guarda algumas das accoes em casa. "Para recordacao", diz. E as memorias sao tantas... Manuel Fonseca lembra com saudade a epoca em que, ao domingo, se fazia fila para entrar no cafe e do tempo em que a "Malta Aldrabona", o seu grupo de amigos, ali se reunia todas as noites. "O �Nosso Cafe� sofreu muitas vicissitudes. Passou por varias administracoes que nunca alcan?aram o entendimento da maioria. O encerramento acabou por ser quase natural, mas deixou um enorme vazio", lamenta .

terça-feira, agosto 01, 2006

Fosforeira




Fosforeira em manifestação


Os cerca de 30 trabalhadores da única produtora de fósforos da Península Ibérica, a Fosforeira Portuguesa, sedeada em Espinho, vão manifestar-se em frente à empresa, na próxima segunda-feira. Este protesto visa demonstrar o seu desagrado relativamente à venda desta unidade fabril.

O coordenador da comissão de trabalhadores da Fosforeira Portuguesa, Alexandre Alves da Silva, explicou que está em causa a eventual venda da empresa, pela actual administração espanhola, ao director comercial da unidade, Jaime Teixeira Pinto.

De acordo com Alexandre Alves da Silva, os contornos deste negócio não agradam os trabalhadores, que temem ficar no desemprego sem receber as indemnizações a que têm direito.

A administração espanhola admite alienar a empresa a Jaime Teixeira Pinto, deixando em sua posse as indemnizações a pagar pelo encerramento da unidade. Este valor seria mais tarde usado pelo actual director comercial para adquirir um novo terreno para a instalação da unidade fabril, uma vez que a nova direcção pretende vender os terrenos onde a empresa está implantada. Se o negócio não vier a ser consumado, os direitos dos trabalhadores estariam alegadamente salvaguardados através da venda das novas instalações.

Contudo, os trabalhadores defendem que este é um negócio inaceitável.

A actual administração comprometeu-se a suspender as negociações com Teixeira Pinto, mas tal não aconteceu. Desta forma, os funcionários da Fosforeira Portuguesa irão manifestar-se na próxima segunda-feira contra este negócio.

O final das férias está agendado para 4 de Setembro, e os trabalhadores desta unidade fabril já agendaram um plenário para esse mesmo dia, admitindo poderem vir a adoptar outras medidas como a grave, caso o negócio avance nos termos iniciais

quinta-feira, julho 27, 2006

Alteracoes ao transito na epoca de veraneio






1-Sera autorizado o estaciomento em Espinho em algumas ruas

2-Na Rua 8 em frente a Rua 19 pintada uma passadeira com largura da Rua 19

3-Este espa?o em terra batida junto ao pontao podera ser utilizado pelos automobilistas para estacionamento

4-Na Avenina 8 no cruzamento a Rua 17 junto ao Casino de Espinho, sera colocado um sinal de sentido podendo-se circular de automovel de Sul para Norte entre as 23 e 17 ou seja entre a passagem-de-nivel e a actual esta?ao de caminhos-de-ferro

sábado, julho 08, 2006

Espinho e Ponte de Lima dedicam Julho à clássica






















A região Norte assiste este fim- -de-semana ao arranque de três festivais de música: Espinho, Póvoa de Varzim (este, ver revista '6.ª' da edição de ontem) e Ponte de Lima.

Em Espinho, o violinista Sasha Rozhdestvensky, depois de ontem ter sido solista no concerto de abertura com a Orquestra Gulbenkian, alia-se hoje (Centro Multimeios) a Gary Hoffman (violoncelo) e Mik- haïl Rudy (piano), num programa Shostakovitch/César Franck.

Dia 12, Fausto Neves dá um recital Lopes Graça (Aud. Junta de Freguesia) e, dois dias depois, o Remix Orquestra Barroca e solistas fazem a oratória La Giuditta, de F. A. de Almeida. Dirige Laurence Cummings (Salão Nobre do Casino).

Na semana de 15 a 21, há de tudo um pouco: quartetos de Mozart, Beethoven e Ravel pelo Quarteto Talich (dia 15, Aud. Junta),jazz com o Quinteto da cantora Lizz Wright (dia 19, Salão Nobre), sonatas para violino e piano de Mozart pelo duo Tatiana Grindenko/Vadim Sakharov (dia 20, Aud. Junta) e, por fim, uma narrativa imaginária saída das "vozes" reunidas do Trio de Bernardo Sassetti e Drumming-Grupo de Percussão (dia 21, Salão Nobre).

E chegamos aos três últimos eventos: recital Schubert/Liszt de Victoria Postnikova (dia 24, Aud. Junta) e dois concertos orquestrais: no dia 28, a Orquestra Nacional do Porto faz no Salão Nobre (Casino) a estreia mundial de Kontraste, homenagem de João Rafael a Schumann, e encomenda da Casa da Música; no dia seguinte (mesmo local), a Orquestra Clássica de Espinho tem como convidado o tenor Warren Mok (Hong-Kong). Ele irá cantar Pourquoi me réveiller (Werther), La fleur qui tu m'avais jetée (Carmen), E lucevan le stelle (Tosca) e Nessun dorma (Turandot). Também há a Shérazade de Rimsky-Korsakov, entre outras peças. Todos os espectáculos se iniciam às 22.00.

Paralelamente, refira-se a conferência de Alexandre Delgado sobre Luís de Freitas Branco (dia 11) e dois cursos: 'Jazz Vib' (17-22/7) por Jeffery Davis e 'Ritmos Urbanos' (24-28/7), por Nicolas Perazza.

Em 2003, uma recém-criada as- sociação cultural, a Opera Faber, iniciou um evento anual no coração do "verde Minho": nascia o Festival de Ópera e Música Clássica de Ponte de Lima. A 4.ª edição começa esta noite (22.00), nos relvados do Festival de Jardins, com uma celebração Mozart por solistas da Opera Faber e o trio de jazz de Arrigo Capelletti. No final, há fogo-de-artifício.

Até dia 22, destaque-se o recital de música vocal quinhentista à volta do poeta toledano Garcilaso de la Vega (dia 10, Museu dos Terceiros); o recital de canto e piano com Valérie Gabail e Niall Chorell (dia 16, Museu Terceiros), os dois recitais do Lon- don Bridge Ensemble (dias 18 e 21, na Villa Moraes) e, sobretudo, a produção de raíz (preparada num work- shop) do Don Giovanni na pequena jóia que é o Teatro Diogo Bernardes (dias 14, 19 e 22, às 21.00). Direcção de Stephen Higgins, encenação de John Ramster e Madelaine Wibom, Katarina Jovanovic, V. Gabail, N. Chorell, Ivan Ludlow e Johannes Schmidt nos principais papéis. Infor- mações no site da Opera Faber












sexta-feira, junho 30, 2006

Obras de enterramento da linha férrea em Espinho retomadas em Julho

A tão esperada máquina que irá fazer as perfurações no subsolo de Espinho, de forma a permitir o enterramento da linha férrea na parte central da cidade, já tem data de chegada. O equipamento chegará hoje ao porto de Setúbal, vindo da Alemanha, e será, de imediato, transportado por via rodoviária para Espinho. As obras no subsolo serão então retomadas mal a máquina esteja montada e pronta a entrar em funcionamento, o que, segundo o porta-voz da Rede Ferroviária Nacional (Refer), Rui Reis, deverá acontecer, o mais tardar, no início de Julho.

Enquanto isso, as obras à superfície continuam no terreno.

 A ausência de uma máquina capaz de fazer as necessárias mexidas no subsolo rochoso, detectado na área de intervenção, chegou a criar um mal-estar entre a Refer e o consórcio luso-espanhol, responsável pela execução da empreitada. Um processo que entretanto foi resolvido, após um período negocial, decidindo-se "importar" o equipamento que se encarregará de abrir caminho no duro subsolo. De forma a recuperar tempo perdido, a Refer decidiu criar dois turnos diários de trabalho, prevendo-se que a máquina esteja no terreno durante dez meses consecutivos, isto é, até Abril do próximo ano.

 Uma situação que mexe com os prazos inicialmente previstos para a conclusão da obra de enterramento da via-férrea em Espinho.

 A empreitada deverá terminar no primeiro semestre de 2008, e não no primeiro trimestre de 2007, como se chegou a apontar. Esta obra representa um investimento total de cerca de 60 milhões de euros. A Câmara de Espinho comparticipa com um montante de 20 milhões.




segunda-feira, junho 26, 2006

Estatuas vivas pela paz




Est?tuas vivas pela paz
J. Paulo Coutinho

Estatuas vivas destacaram-se pela originalidade


Natacha Palma

Milhares de pessoas acorreram, ontem, ? d?cima edi??o do Encontro de Est?tuas Vivas de Espinho, isto num ano em que o objectivo passou tamb?m pela inscri??o do evento no livro dos recordes Guinness como a maior concentra??o de homens e mulheres-est?tua. Em princ?pio, o feito ser? alcan?ado uma vez que, apesar de n?o ter sido poss?vel contar com 100 participantes, como era vontade da C?mara Municipal, respons?vel pela iniciativa, o certo ? que a categoria ainda n?o existe no Guinness.

Ainda assim, as expectativas n?o foram defraudadas e o encontro primou, mais uma vez, pela originalidade das composi??es criadas, isto apesar de, pela primeira vez, o evento estar subordinado a um tema, neste caso, a "Paz".

Com o branco a dominar o cen?rio, e porque ali se tratava da "Paz", muitas das composi??es abordaram o tema da guerra, n?o tendo sido esquecido o eterno conflito no Iraque com a luta pelo petr?leo como pano de fundo.

Um soldado com uma bandeira branca, uma "Madre Teresa de Calcut?", um "Buda" e at? duas pombas ? escala humana que atiravam milho sempre que se lhes dava uma moeda foram algumas das est?tuas subordinadas ao tema.

Uma visitante, Concei??o Almeida, sentiu-se particularmente emocionada com a est?tua que representava Nossa Senhora. "Tive uma semana muito dif?cil e cheguei a pedir de joelhos ? Nossa Senhora que me amparasse e ela ajudou-me. Hoje, alguma coisa me dizia que devia vir ver as est?tuas, o que fiz pela primeira vez, e quando deparei com a "Nossa Senhora" fiquei muito impressionada. Estava muito bonita. Vou ver as outras e sei que vou gostar muito, mas aquela deu-me tanta paz que vou votar nela e nem penso duas vezes", confessou.

Nem todos os participantes se prenderam ao tema. Foi o caso de Manuel Pinho, que, enfaixado de gaze da cabe?a aos p?s, incluindo nariz e boca, se "transformou" numa m?mia deitada num sarc?fago. Foi, ali?s, umas das est?tuas que mais aten??o obtiveram por parte dos espectadores que se questionavam sobre quanto tempo ele iria aguentar