segunda-feira, setembro 25, 2006

Igreja de Silvalde demorou 100 anos a ser concluída


Igreja de Silvalde demorou 100 anos a ser concluída
fernando oliveira

Bispo do Porto (ao centro) abençoou a inauguração oficial da igreja reclamada há decadas pela população


Natacha Palma

Ao fim de 100 anos, a igreja de S. Tiago de Silvalde, no concelho de Espinho, está, finalmente concluída. Depois de um século de espera e graças à generosidade de muitos, a população de Silvalde foi ontem testemunha de uma celebração litúrgica muito especial, que contou com a bênção e a presença de D. Armindo Lopes Coelho, bispo do Porto. O chamamento, esse, foi feito através do som dos sinos, não só de uma, mas de duas torres sineiras.

É que, há 100 anos, quando a igreja foi construída, o dinheiro não chegou para erigir senão uma torre sineira. E há cerca de 40 anos, quando foi possível reunir a verba necessária, grande parte da população preferiu ver nascer um salão paroquial, concluído já no tempo do actual pároco Manuel António.

Foi graças ao abade, conta Maria da Conceição Leite, que a obra foi possível.

"Ele não é pessoa de pedir, mas não foge com o corpo ao trabalho. As pessoas que puderam, ajudaram com dinheiro, mas era ele que andava lá no alto a verificar se a obra estava ou não a ser bem feita", conta aquela paroquiana, confessando que, por mais do que uma vez, teve o coração nas mãos, temendo uma queda grave.

"Ele é muito activo, mas já tem quase 70 anos", fez notar. "Nunca antes tivemos um padre tão bom, amigo dos pobres e dos velhinhos", salientou outra paroquiana.

Linhas modernas

A par da torre, a igreja sofreu outras obras, nomeadamente a construção de um novo baptistério e de uma nova ala sul, onde agora se encontra a sacristia e uma sala onde estão expostas fotografias de algumas das figuras do passado ligadas à paróquia e à construção da centenária igreja.

O baptistério, esse, acaba por ser o que mais atenções atrai, pelas suas linhas modernas. O espaço, onde se destaca a pia baptismal, essa de traços mais clássicos, é todo revestido a mármore.

Por trás da pia, brota de um rasgo na parede um leito de água que percorre calhas esculpidas no chão.

Ao longo da liturgia, os cânticos e as palavras são ouvidas ao som de água a correr, como se fosse um rio que por ali passasse.

"Foi uma obra muito bem feita. Valeu a pena esperar. Acho que toda a população de Silvalde só pode estar orgulhosa", afirmou, por seu lado, João Maia, da comissão fabriqueira.
"Sois uma povoação antiga"

D. Armindo Lopes Coelho Bispo do Porto

"Hoje venho a esta vossa paróquia para dar início a uma nova fase da vossa história de comunidade", afirmou o bispo do Porto, D. Armindo Lopes Coelho, que não deixou, ainda, de lembrar que "a História diz que sois uma povoação muito antiga, que se criou e desenvolveu em tempos imemoriais".

Uma paróquia anterior ao século XIII e que até teve um importante papel de evangelização

sexta-feira, setembro 08, 2006

Última fosforeira do país encerra portas no dia 30



Última fosforeira do país encerra portas no dia 30


Trabalhadores receberam notícia com tristeza, mas também com contentamento por os seus direitos legais estarem salvaguardados


Natacha Palma, Manuel Azevedo

A Fosforeira Portuguesa, a única empresa a produzir fósforos no nosso país, com fábrica em Espinho, vai fechar no próximo dia 30, ao fim de 80 anos, deixando 39 pessoas no desemprego. Isso mesmo foi comunicado formalmente à Comissão de Trabalhadores e a representantes do Sinorquifa - Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte, pela Administração da firma, numa reunião realizada na passada segunda-feira, na sede, em Lisboa. A falta de rentabilidade do negócio e os constrangimentos e regras de mercado considerados irreversíveis foram as razões invocadas.

A notícia foi recebida pelos trabalhadores com um misto de tristeza e contentamento.

"Tristeza, porque temos pena de deixar de trabalhar com esta Administração e contentamento por o negócio que o director da fábrica, Jaime Teixeira Pinto, pretendia levar a cabo e que implicava usar na compra de outras instalações o valor das indemnizações a que teríamos direito, ter ido por água abaixo", comentou Alexandre Silva, da Comissão de Trabalhadores.

Segundo Alexandre Silva, os direitos legais dos trabalhadores da Fosforeira Portuguesa estão agora perfeitamente salvaguardados.

Ainda assim, a Administração da empresa, que pertence ao grupo espanhol Fierro, tem em cima da mesa a proposta de Jaime Teixeira Pinto, que pretende continuar com a firma embora instalada noutro local, e a de dois trabalhadores da Fosforeira que se propõem adquirir aquela unidade industrial.

Alexandre Silva é de opinião que uma das duas propostas virá a ser aceite, o que poderá significar que a produção de fósforos em Portugal possa ainda ver uma luz ao fundo do túnel.

Quantos aos trabalhadores, para já, estarão desempregados, mas, se uma das tais propostas for para a frente, poderão ainda regressar ao trabalho, embora sob as ordens de uma outra Administração que não esta.

E, claro está, noutro local, já que os três quarteirões onde estão situadas as instalações da Fosforeira, no centro de Espinho, muito valiosos em termos imobiliários, terão, com certeza, um destino bem diferente daquele que viveu durante 80 anos

quarta-feira, setembro 06, 2006

Moda infantil vai animar a Rua 23

Moda infantil vai animar a Rua 23


Depois de amanhã, a Rua 23, da cidade Espinho, vai servir de palco a um desfile de moda infantil.O evento em causa é organizado pela loja "Caramello" e insere-se na inauguração do seu novo espaço comercial em Espinho.

A artéria da cidade vai acolher modelos e espectadores. Os recentes manequins vão apresentar a nova colecção Outono/Inverno de várias marcas, todas elas à venda na "Caramello".

Roberto Cavalli, Miss Sixty, Energie, Diesel, Replay, Moschino, Killah, Elle, Guess, Grant, Gant, John Richmond, Parrot, Mona Lisa, Donna Karan e Dolce & Gabanna são alguns dos nomes das marcas e estilistas que apresentam as suas colecções neste desfile.

A "Caramello", além do desfile, vai também proporcionar um momento bastante diferente, sendo este também protagonizado pelos mais novos. Os presentes na festa de inauguração da loja poderão ainda assistir a um pequeno espectáculo de ballet

quinta-feira, agosto 31, 2006

Aeródromo sem culpa no incidente


Aeródromo sem culpa no incidente


Jorge Pinhal, presidente do Aeroclube da Costa Verde, concessionário do Aeródromo de Paramos, em Espinho, argumenta que não se podem retirar ilações sobre a segurança a propósito do incidente ocorrido na tarde de segunda-feira passada, que envolveu um ultraleve obrigado a aterrar fora da pista devido a uma avaria. O dirigente explica que, mesmo que a pista estivesse vedada, o que ainda não acontece, a aterragem forçada, neste caso, no areal da praia ali próxima, aconteceria da mesma forma.

"O incidente nada teve a ver com o aeródromo. Podia ter acontecido em qualquer lugar, já que se tratou de uma avaria no aparelho. O que se pode dizer acerca do assunto é que ninguém ficou ferido, e isso é que é o mais importante. Aliás, nem sequer o aparelho ficou danificado", esclareceu.

A aterragem forçada do ultraleve, a bordo do qual viajavam dois pilotos, um dos quais instrutor, ocorreu cerca das 15.30 horas, no areal da praia de Paramos, perante a surpresa geral dos banhistas e veraneantes.

Segundo uma testemunha do incidente, Paulo Soares, o ultraleve foi depois rebocado por um tractor até ao aeródromo, numa operação que terá demorado mais de uma hora.

Outras testemunhas ouvidas pelo JN relataram que o "reboque" do ultraleve pela estrada junto ao quartel do Regimento de Engenharia n.º 3 causou algum transtorno aos automobilistas que ali circulavam e que não se coibiram em proferir insultos e até ameaças verbais.

Actualmente, a pista do Aeródromo de Paramos está reduzida a apenas 250 metros, isto depois de ter estado quase um ano interdita após o acidente entre um avião e um automóvel que circulava na estrada que atravessa a pista e que provocou a morte do piloto e do automobilista.

A tal pista de 250 metros, para uso exclusivo de utraleves, foi aberta recentemente, com o acordo do INAC

terça-feira, agosto 29, 2006

Fiscalização invade feira e apreende 400 mil euros



Fiscalização invade feira e apreende 400 mil euros


Agentes do corpo de intervenção vedaram o acesso ao recinto e garantiram segurança da operação


Hugo Silva, J. Paulo Coutinho

Fiscalização invade feira e apreende 400 mil euros

s dez carrinhas do Corpo de Intervenção da PSP chegaram à Avenida 24 quando faltavam poucos minutos para o meio-dia. Ainda a multidão se perguntava o que se passava e já os agentes - a maioria com gorro na cara e armada de metralhadora - entravam, em passo de corrida, no recinto da feira semanal de Espinho. Logo atrás, as 70 brigadas da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). No total, mais de 265 elementos.

Durante cerca de duas horas o espaço onde se concentram os vendedores de etnia cigana foi vedado, possibilitando uma mega-operação de fiscalização. Resultado foi apreendido material no valor de 400 mil euros a 100 operadores, 50 dos quais foram identificados e deverão ser constituídos arguidos no âmbito dos inquéritos criminais relativos aos ilícitos de contrafacção e usurpação.

Roupa, calçado, perfumes, relógios, óculos, material audiovisual e marroquinaria diversa seguiram nas carrinhas da ASAE. Muitas bancas ficaram completamente vazias. A revolta tomou conta dos comerciantes, mesmo dos que não viram qualquer peça apreendida. "Por uns pagam os outros. Quem não vende contrafeito também sofre. Impedem os clientes de entrar e, assim, prejudicam os inocentes", criticou um vendedor. "Por que é que não fazem isto logo à entrada da feira, quando as pessoas descarregam?", questionou.

"Tem algum jeito fazer isto em Agosto, nas férias, com tanta gente, incluindo crianças, na feira? Fizessem a fiscalização lá fora! E só vêm aos ciganos? No outro lado da feira também vendem marcas [material falsificado]. Isto é discriminação", indignou-se, também, Hélder Lúcio, que desesperava por ver os clientes impedidos de aceder ao espaço onde tinha a banca.

"Era escusado. É muita polícia para uma feira só. Andam aqui muitas crianças, que ficam assustadas. E as pessoas que vêm comprar pensam que é outra coisa e até fogem", lamentou outra vendedora, queixando-se, ainda, do facto de não poder ir almoçar. "Deixam-nos sair daqui, mas depois não nos deixam entrar", explicou.

Entre palavras de indignação dos vendedores, os inspectores da ASAE confiscaram tudo o que era material falsificado ou do qual os feirantes não apresentavam a respectiva factura. Numa carrinha estacionada no interior do recinto, junto a uma das bancas de venda, foi encontrado um estojo recheado de relógios alegadamente "topo de gama". A Polícia encontrou, ainda, um veículo ligeiro de mercadorias que constava para apreender, por ordem judicial.

A confusão que entretanto se instalou naquela parte da feira semanal de Espinho não impediu, contudo, que o negócio prosseguisse. Se houve clientes que se assustaram com o aparato policial, muitos continuaram a fazer as compras sem grandes preocupações.


Nem os inspectores afastam interessados

Nem com a banca a ser esvaziada pela ASAE as pessoas se apercebiam que a hora não era a mais indicada para transacções comerciai s vasculhavam entre o material e tentavam saber o preço para comprar. E uma mulher chegou mesmo a tentar ver se nos sacos das apreensões havia alguma coisa em conta...



Miúdos aproveitam a oportunidade

Com a confusão que se instalou junto das bancas, alguns miúdos vislumbraram uma oportunidade para lucrar alguma coisa e deitaram a mão a algumas peças de roupa. Um deles envergava quatro camisolas, umas por cima das outras. A "esperteza" era traída pelo tamanho - pareciam vestidos - e pelas etiquetas à mostra...



Material apreendido



deverá ser destruído

Segundo a PSP, o material apreendido deverá ser declarado perdido a favor do Estado e, posteriormente, destruído

quarta-feira, agosto 23, 2006

Rebaixamento da linha férrea deve ficar concluído em 2008



Rebaixamento da linha férrea deve ficar concluído em 2008
Manuel Azevedo

Hidrofresa permitiu um novo dinamismo na empreitada, que passará a ter um turno de trabalho nocturno


Natacha Palma

A obra de rebaixamento da linha férrea em Espinho está a ganhar forma. Construídas as paredes da rampa norte de acesso ao túnel, a vala já está a ser escavada, começando a aproximar- -se daquela que vai ser a entrada do túnel propriamente dito.

Além dessa, estão em curso mais três frentes de obra. Concluída a parede poente da rampa sul, prossegue a construção da parede nascente, isto enquanto estão já a ser construídas as paredes do futuro túnel. Entretanto, decorrem os trabalhos de reposição de infra-estruturas de serviços afectados, tais como as redes de saneamento e de águas pluviais e a rede telefónica.

Para já, os trabalhos decorrem entre as 8 e as 19 horas, mas a partir de Setembro o ritmo da obra irá acelerar com a criação de um segundo turno que irá laborar entre as 20 e as 4 horas da manhã.

Máquina veio da Alemanha

No entanto, se tudo tivesse corrido conforme o previsto, a obra de rebaixamento da linha deveria já estar concluída.

No início de 2004, altura em que os trabalhos no terreno principiaram, calculava-se um prazo de execução de 30 meses, prazo esse que teria finalizado no passado mês de Junho. Actualmente, o prazo de execução previsto aponta o final da obra para o segundo trimestre de 2008.

Como é sabido, nem tudo correu bem. Entre outras condicionantes, nomeadamente a realização do Euro 2004, a obra sofreu um grande atraso depois de a máquina usada para escavar as valas onde irão ficar as paredes do túnel ter-se revelado incapaz de cortar a rocha existente no subsolo.

Após um imbróglio que durou vários meses entre a REFER, dona da obra, e o empreiteiro, chegou-se a consenso e foi encontrada uma solução a importação de uma máquina, uma hidrofresa, vinda da Alemanha, que entrou em campo no início de Julho passado.

Diferente da tuneladora

Muito diferente de uma tuneladora que constrói túneis a grandes profundidades, ou seja, em obras subterrâneas, a hidrofresa é usada em construções a céu aberto como é o caso do túnel de Espinho e como o foi também na construção da estação de metro do Lumiar, em Lisboa.

De uma forma geral, a hidrofresa entra em acção depois de a chamada máquina com balde de maxilas ter retirado terras e areias e ter chegado à rocha sem conseguir parti-la.

Dotada de rodas dentadas, a hidrofresa corta a rocha, fragmentando-a e transportando-a por meio de tubagens para um crivo. À medida que a rocha vai saindo, a máquina vai preenchendo o vazio com bentonite, uma espécie de lama de composição argilosa, que irá impedir o deslizamento das terras.

Construída a grelha de aço que irá ficar no interior de cada painel dos cerca de 700 que compõem as paredes, é introduzida na vala, seguindo-se a injecção de betão. Ao mesmo tempo que o betão é injectado, a bentonite, menos densa que o betão, num fenómeno idêntico ao do azeite e da água, vem ao de cima e vai sendo aspirada para fora da vala para ser depois reutilizada. E o painel fica concluído.


Alemães dão assistência

Fornecida pela empresa "Bauer", a hidrofresa teve um período de experimentação de cerca de 15 dias, estando agora a funcionar praticamente em pleno. A empresa continua, no entanto, a garantir assistência e manutenção por parte de técnicos alemães especializados. Com a máquina foi ainda fornecido um crivo, que separa os fragmentos de terra e rocha por dimensões, e ainda os silos para a bentonite.



Leito da ribeira rebaixado

De sul para norte, a intervenção da REFER começa junto do apeadeiro de Silvalde. A linha começa a descer um pouco a sul da ribeira de Silvalde, cujo leito será rebaixado, até à entrada do túnel, na Rua 37. O túnel prolonga-se por cerca de 950 metros, terminando junto da Rua 13. A linha volta a subir até junto do restaurante Cabana.



Linha desviada

Tanto a sul, como a norte, a linha de caminho-de-ferro vai ser desviada para poente. A norte, o desvio é mais significativo, indo passar a meio do campo de futebol do Rio Largo

sábado, agosto 19, 2006

Casa era estufa para canabis



Casa era estufa para canabis


Salomão Rodrigues

Cerca de 180 plantas de cannabis que se encontravam num apartamento que foi trans formado numa estufa, na cidade de Espinho, foram apreendidas, na tarde de ontem, pelas brigadas de Investigação Criminal da PSP daquela cidade. No âmbito da operação foram ainda identificadas quatro pessoas que se encontram a monte.

O primeiro andar do apartamento alugado, situado na Rua 15, por cima de um conhecido café da cidade e junto à estação de comboios, acabaria por surpreender os agentes que, ao entrarem no espaço, foram confrontados com um complexo sistema de produção de cannabis.

As plantas eram produzidas desde a semente até à fase adulta para posterior venda. Uma pequena arrecadação estava adaptada como uma primeira estufa, onde se promovia o crescimento da planta, depois de plantada a semente que, segundo os pacotes de origem, eram provenientes da Holanda.

Numa casa de banho e num quarto do apartamento encontrava-se em funcionamento uma outra estufa destinada ao desenvolvimento das plantas mais adultas. Havia um sistema de canalização interligado que, com o auxílio de vários relógios programáveis e fortes lâmpadas de aquecimento, determinava a temperatura ambiente e até o sistema de rega de gota a gota.

As paredes dos espaços utilizados estavam forradas com uma tela fina metálica, própria para manter a temperatura. Também o terraço continha vários vasos de cannabis, protegidos para não serem vistos do exterior.

A PSP identificou três homens e uma mulher com idades compreendidas entre os 25 e os 35 anos. Os homens estão desempregados e a mulher auxiliar da acção educativa. Foram encontradas várias passagens de avião para países estrangeiros assim como dinheiro de outros países.

Foram apreendidos 183 pés/vasos da referida planta, livros e revistas sobre cultivo ,passaportes, bilhetes de viagens, pequenas quantidades de cogumelos alucinogénios e telemóveis

quinta-feira, agosto 10, 2006

Arte da vida rural no Multimeios


Arte da vida rural no Multimeios
manuel azevedo
Exposição vai estar patente até ao próximo dia 3, em EspinhoNuma altura em que se celebram os 80 anos do alargamento do concelho de Espinho, com a integração das freguesias de Anta, Guetim, Silvalde e Paramos, a Câmara Municipal quis dar a conhecer a real imagem do concelho, imagem essa que não se confina ao seu centro urbano de vocação turística.Numa exposição denominada "A vida rural no concelho de Espinho", já patente no Centro Multimeios, é dada a oportunidade de se conhecer as características rurais das ditas freguesias, características que, em certa medida, ainda prevalecem.Fruto de um intenso trabalho de recolha por parte do Gabinete de História do Departamento de Dinamização Sócio-Cultural da Câmara e dos estudos etnográficos levados a cabo, ao longo de vários anos, pelos quatro grupos folclóricos do concelho, a exposição dá a conhecer as várias facetas da produção agrícola, na sua grande parte para consumo doméstico, sendo a parte sobrante vendida na feira semanal.Destinada sobretudo a um público mais jovem e citadino, dada a sua vocação didáctica, a exposição dá a conhecer os ciclos do milho, cereal dominante na região; do linho; da lã e do sisal; da matança do porco, do leite e ainda da tanoaria, arte ligada à produção do vinho.Apesar de a exposição integrar uma série de instrumentos agrícolas e outros de uso tradicional, a mostra socorre-se sobretudo de vários painéis informativos, onde predomina o texto, única forma encontrada, segundo Armando Bouçon, coordenador da exposição, de se dar a conhecer da forma mais profunda possível aquelas artes. Exposição nas escolasCom uma constante contextualização histórica, a exposição serve, ainda, para demonstrar que a produção continua viva no concelho e, em certos casos, floresce, como é o caso da moderna vacaria de Joaquim Alves da Rocha e da tanoaria de Semião Gomes Pinto e Filhos Lda, considerada uma das melhores do país.A exposição contou com o resultado dos estudos etnográficos dos quatro grupos folclóricos do concelho Grupo Cultural e Recreativo Semente (Anta), Rancho Folclórico Nossa Senhora dos Altos Céus (Anta), Rancho Regional Recordar é Viver (Paramos) e Rancho Folclórico São Tiago de Silvalde.Segundo Armando Bouçon, e atendendo à vocação didáctica da exposição, a mostra deverá percorrer as diversas escolas do concelho a partir do início do próximo ano lectivo.Para já, a mostra irá continuar patente no Centro Multimeios até ao próximo dia 3. O Multimeios está aberto de terça-feira a domingo

segunda-feira, agosto 07, 2006

Habitacoes de luxo apagam memorias de "O Nosso Cafe"


Habitacoes de luxo apagam memorias de "O Nosso Cafe"manuel azevedoFachada do emblematico cafe que fechou portas ha tres anos e meio dever? ser mantida e reabilitadaNatacha Palma, Manuel AzevedoNosso Cafe", na Rua 8, em Espinho, ira, em breve, dar lugar a um empreendimento de luxo com areas habitacional e comercial. A obra, que devera ter in?cio no pr?ximo mes de Setembro, ficara a cargo do actual propriet?rio, Manuel Salgueiro, conhecido empresario espinhense que adquiriu o edificio em leilao, em 1998, por cerca de 1,4 milh?es de euros. Apesar de ja ter sido demolido o edificio cont?guo ao "O Nosso Cafe", na Rua 21, onde chegou a funcionar o restaurante "Cartuxa" e mais tarde o bar "Mix", uma escola de ballet e uma biblioteca da Gulbenkian, segundo Manuel Salgueiro ? prov?vel que o edificio do cafe em si nao seja totalmente demolido. A fachada devera manter-se, sendo, por outro lado, reabilitada e melhorada.Trata-se de um pequeno consolo para os muitos que se habituaram a ver o espa?o como um lugar de passagem obrigatorio da cidade. "Cristal" e agora o unicoE que a historia de Espinho, como acontece em relacao a muitas outras cidades, inclui obrigatoriamente os seus cafes, verdadeiros pontos de encontro, onde eram passadas tardes inteiras, para ver e ser visto, em alegre cavaqueira.Na cidade "Rainha da Costa Verde" houve-os muitos o cafe "Avenida", o "Nery", o antigo "Palacio", o incontornavel "Moderno" e o "O Nosso Cafe", todos eles com um espirito muito proprio, quase uma ideologia, e por isso frequentados por diferentes camadas da sociedade, nao so espinhense, mas de toda a regiao.Actualmente, subsiste apenas o cafe "Cristal", um espaco normalmente frequentado por "habituais" e por "desportistas" das cartas, damas e domino. Foi com uma emocao contida que os frequentadores de "O Nosso Cafe" o viram fechar as portas ha 3 anos e meio depois de cerca de 50 anos de vida. "Tudo nasce, cresce, e morre", faz notar Valdemar Ribeiro, um dos antigos accionistas da "Sociedade Cafeeira dos Cem", mais tarde "Sociedade Cooperativa Cafeeira dos Cem", propriet?ria do cafe.No entanto, agora que o destino do espaco est? realmente tracado e a sua concretizacao se aproxima, as emocoes e sobretudo as memorias ligadas para sempre ao cafe e a todos os que os frequentavam voltam em catadupa.Ambiente de festa E com lagrimas nos olhos que Joaquim Ferreira Dias, que chegou a ser presidente da Assembleia Geral, recorda o ambiente de festa constante que se vivia no maior cafe de Espinho, o movimento do salao de bilhares situado na cave, e as festas e bailes que se realizavam no salao nobre, no primeiro andar. "Alem de tudo isso, o edificio contava ainda com um quiosque, com o restaurante "Cartuxa", com frente para a Rua 21, e ate uma adega tipica. Era um grande cafe, com um ambiente muito bom", conta Joaquim Dias. "O cafe nunca foi muito frequentado por jovens, a nao ser aqueles que iam ter explicacoes com o professor Pias, esse sim, uma figura ligada a historia do cafe", conta Maria do Rosario Pinto Correia. "De uma forma geral, o cafe era frequentado por pessoas de mais idade, de classe media/alta, muitas delas para concretizar negocios. As senhoras eram capazes de la passar tardes a fazer croche", recorda. Com o encerramento do espaco, muitos dos seus clientes mudaram-se para o actual "Palacio", frente ao casino. E muitos outros deixaram de ser vistos."Restou um vazio enorme"Manuel FonsecaCabeleireiroFoi um dos accionistas da Sociedade Cafeeira do Cem, proprietaria do "O Nosso Cafe", construido onde antes havia funcionado a Camara Municipal. Manuel Fonseca, cabeleireiro de Espinho e uma das mais conhecidas personalidades da cidade, ainda guarda algumas das accoes em casa. "Para recordacao", diz. E as memorias sao tantas... Manuel Fonseca lembra com saudade a epoca em que, ao domingo, se fazia fila para entrar no cafe e do tempo em que a "Malta Aldrabona", o seu grupo de amigos, ali se reunia todas as noites. "O �Nosso Cafe� sofreu muitas vicissitudes. Passou por varias administracoes que nunca alcan?aram o entendimento da maioria. O encerramento acabou por ser quase natural, mas deixou um enorme vazio", lamenta .

terça-feira, agosto 01, 2006

Fosforeira




Fosforeira em manifestação


Os cerca de 30 trabalhadores da única produtora de fósforos da Península Ibérica, a Fosforeira Portuguesa, sedeada em Espinho, vão manifestar-se em frente à empresa, na próxima segunda-feira. Este protesto visa demonstrar o seu desagrado relativamente à venda desta unidade fabril.

O coordenador da comissão de trabalhadores da Fosforeira Portuguesa, Alexandre Alves da Silva, explicou que está em causa a eventual venda da empresa, pela actual administração espanhola, ao director comercial da unidade, Jaime Teixeira Pinto.

De acordo com Alexandre Alves da Silva, os contornos deste negócio não agradam os trabalhadores, que temem ficar no desemprego sem receber as indemnizações a que têm direito.

A administração espanhola admite alienar a empresa a Jaime Teixeira Pinto, deixando em sua posse as indemnizações a pagar pelo encerramento da unidade. Este valor seria mais tarde usado pelo actual director comercial para adquirir um novo terreno para a instalação da unidade fabril, uma vez que a nova direcção pretende vender os terrenos onde a empresa está implantada. Se o negócio não vier a ser consumado, os direitos dos trabalhadores estariam alegadamente salvaguardados através da venda das novas instalações.

Contudo, os trabalhadores defendem que este é um negócio inaceitável.

A actual administração comprometeu-se a suspender as negociações com Teixeira Pinto, mas tal não aconteceu. Desta forma, os funcionários da Fosforeira Portuguesa irão manifestar-se na próxima segunda-feira contra este negócio.

O final das férias está agendado para 4 de Setembro, e os trabalhadores desta unidade fabril já agendaram um plenário para esse mesmo dia, admitindo poderem vir a adoptar outras medidas como a grave, caso o negócio avance nos termos iniciais

quinta-feira, julho 27, 2006

Alteracoes ao transito na epoca de veraneio






1-Sera autorizado o estaciomento em Espinho em algumas ruas

2-Na Rua 8 em frente a Rua 19 pintada uma passadeira com largura da Rua 19

3-Este espa?o em terra batida junto ao pontao podera ser utilizado pelos automobilistas para estacionamento

4-Na Avenina 8 no cruzamento a Rua 17 junto ao Casino de Espinho, sera colocado um sinal de sentido podendo-se circular de automovel de Sul para Norte entre as 23 e 17 ou seja entre a passagem-de-nivel e a actual esta?ao de caminhos-de-ferro