sábado, junho 16, 2007

E rua 4 com dois sentidos


Está tudo quase pronto para as grandes alterações que vão ocorrer na zona poente da linha-férrea durante este fim-de-semana.
Com a criação de uma passagem-de-nível na Rua 15, a passagem superior a norte (pontão) irá ser encerrada ao trânsito, conforme havíamos noticiado numa reportagem que fizemos com a REFER às obras de enterramento há já alguns meses a esta parte.
Deste modo, estas obras vão provocar algumas alterações ao trânsito na cidade, sendo a mais significativa implementada na própria Rua 15 e na Rua 4, passando esta a ter dois sentidos, de norte para sul e vice- versa.
Para já, na passagem-de-nível da Rua 15 só se poderá circular no sentido descendente, para poente, portanto. No entanto, segundo informações que recolhemos dentro da própria Edilidade, a Câmara Municipal está a desenvolver todos os esforços para que a passagem da Rua 15 seja feita nos dois sentidos, o que virá, certamente, a acarretar outras alterações ao tráfego automóvel na cidade, nomeadamente na zona mais próxima da linha-férrea, nas ruas 8, 15 e 62.
Para já, segundo informações que obtivemos, será colocada significativa sinalização vertical, com indicações e informações para a circulação de veículos — pesados, ligeiros, para as praias, para os hotéis, casino, etc..Entretanto, o encerramento do pontão está previsto para domingo bem como a consequente abertura da passagem-de-nível da Rua 15.

sexta-feira, junho 08, 2007

Obra de rebaixamento da linha-férrea


Pontão encerra ao trânsito dia 17

Passagem
da Rua 15
abre
brevemente


Os trabalhos da obra de rebaixamento da linha-férrea junto à Rua 15 não param, estando já concluída a laje superior do túnel e em fase de conclusão as obras que vão permitir a abertura de uma passagem de nível neste local.
Certo é que o pontão encerra ao trânsito no próximo dia 17 de Junho, altura em que a passagem de nível da Rua 15 já terá de estar em pleno funcionamento.
Algo que preocupa quem necessita de aceder frequentemente à zona poente da linha é a forma como será feito o escoamento do trânsito e o acesso às praias a norte da Rua 15 sem o pontão.
Com o intuito de evitar o congestionamento da Rua 23, alvitra-se a possibilidade da passagem de nível da Rua 15 ter. dois sentidos, para
poente a partir da Rua 15 e da Rua 8 (a norte da 15) e para nascente também através da Rua 8, mas desta feita com saída pelo Largo da Graciosa e acesso à Rua 62.
O pontão terá de encerrar para que a obra continue, também não está prevista a construção de um outro viaduto, pelo que o acesso à beira-mar deverá continuar a ser feito pela passagem da Rua 15 agora aberta, mesmo depois da obra de enterramento da linha concluída.
A possibilidade colocada em cima da mesa é a integração no arranjo do espaço superior liberto pelo enterramento de uma rotunda que ligue a Rua 8, a Rua 15 e a e a Avenida 8.

segunda-feira, junho 04, 2007

Obras bloqueiam praias Espinho

Obras na linha do comboio bloqueiam acesso à praia



Obras na linha do comboio bloqueiam acesso à praia

Quase 28 anos depois de ter sido inaugurada, a passagem desnivelada superior a norte da cidade de Espinho, conhecida por pontão, vai ser fechada ao trânsito no próximo dia 17. O encerramento daquele que é actualmente o único acesso directo à zona baixa da cidade e às praias para quem vem de Norte, decorrente da obra de rebaixamento da linha-férrea em curso, está a deixar os vários agentes económicos desesperados. Isto porque prevêem uma época balnear terrível para o negócio quando se espera sempre que o Verão compense a baixo rendimento do resto do ano.

Responsáveis por bares de praia, restaurantes, hotéis e mesmo lojas temem que a passagem de nível provisória que está a ser construída no final da Rua 15, no centro da cidade, e que desembocará na Avenida 8, frente ao Centro Comercial Solverde 1, não seja suficiente para dar vazão ao grande afluxo de trânsito próprio da época. É que tal situação, temem, poderá afastar potenciais clientes da cidade.

"Sobretudo para os forasteiros, os que não conhecem a cidade, vai ser uma enorme confusão. O trânsito naquela zona, já de si muito estrangulada, vai ficar caótico, isto para já não falar das condicionantes naturais de uma passagem de nível que é obrigada a fechar sempre que passa um comboio", salientou Luís Carvalho, concessionário do bar Marbelo, situado junto ao pontão e frente ao mar.

Tal situação levou já a Associação de Concessionários de Bares e Praias do Norte, juntamente com a União das Empresas de Hotelaria, de Restauração e do Turismo de Portugal (UNIHSNOR) a fazer circular um abaixo-assinado e a pedir uma reunião de urgência com a Câmara a fim de ser procurada uma solução.

"E o problema é que não se trata de apenas esta época balnear que está em causa, mas provavelmente mais duas ou três conforme o andamento das obras de requalificação que irão ser realizadas à superfície que vai ficar liberta pelo enterramento da linha", continuou Luís Carvalho.

"Esta situação pode ser trágica para o negócio de todos nós, e não estou só a falar dos bares, mas também dos restaurantes, hotéis, lojas e do próprio casino. Daí acharmos que o pontão só deveria ser fechado no final da época balnear", disse, por sua vez, Nuno Bessa, responsável pelo bar "O Kaniço".

De salientar que a demolição do pontão está prevista apenas para o final da obra apontado para 30 de Junho de 2008.

sexta-feira, junho 01, 2007

Passagem Rua 15 em berve


Obra de rebaixamento da linha-férrea


Passagem da Rua 15 em berve




A obra de rebaixamento da linha-férreacontinua a andar a bom ritmo e com alteraçoes diarias que chamam à atenção dostranseuntes como foi o caso da demoliçãode parte do muro de vedação, em frente àRua 15 o que denuncia a abertura parabreve da passagem de nível prevista paraesta zona.


Refira-se que a laje superior do túnel foiconcluída no decorrer dos últimos dias eque na manhã de ontem as máquinascomeçaram a preparar abertura da passagem falando-se que a mesma poderá serefectuada nos próximos dias já que seaproximam as do dia da cidade de Espinho.


Com a abertura desta passagem denível também estará para breve o corte aotrânsito do pontão para que a obra possaprosseguir para norte sendo efectuada aligação com a frente de trabalhos situada•no parque de estacionamento do Rio Largo.

quinta-feira, maio 31, 2007

Vem aí o Verao

Ultimos preparatívos



Vem aí o Verão!

A Primavera está a chegarao fim e já tivemos a oportunidade de sentir o calor de alguns dias que nos fazem lembrar o Verão,as praias, as caras sorridentes que demonstram a alegria que o tempo quente bem capaz de provoca no ser humano.

Por aqui,a praia é um dos elementos fundamentais da vida deste concelho, não só para aqueles que cá nasceram e que cá residem, como para aqueles que habitualmente nos visitam durante a época balnear.
E há, bem a propósito desta tão desejada época do ano, um conjunto de infra-estruturas de apoio à época balnear que vão sendo colocadas ao longo da orla costeira espinhenses e que fazem parte da economia veraneia desta terra, a par com as infra-estruturas comerciais e de turismo já implantadas.
As barracas são um elemento fundamental de toda a estrutura de veraneio e constituem já um ‘ex-libris’ da tradicional praía de Espinho. Por isso, já há algum tempo, as máquinas do Regimento de Engenharia 3 de Espinho vão procedendo a alguns trabalhos de movimentação de areia, fundamentais à implantação das estruturas amovíveis de apoio, visando o conforto e o bem-estar dos veraneantes espinhenses e de todos aqueles que visitam a cidade de Espinho e o seu concelho.
O trabalho rápido e eficiente dos militares faz com que se proceda com celeridade à limpeza das areias e que os comerciantes vão montando os seus bares de praia e vão programando as suas actividades desportivas e culturais, corno símbolo de uma terra como esta, à beira-mar plantada, com a natural simpatia e o espírito acolhedor de um povo vareiro.
Resta esperar pelo tempo quente, pelo sol e
pelas férias...

quarta-feira, maio 23, 2007

Irmãos retirados à família em Espinho



Irmãos retirados à família em Espinho


Avó das crianças (à esquerda) tece duras críticas à Segurança Social


Técnicos da Segurança Social retiraram, ontem, a guarda de dois irmãos, uma menina de um ano e um menino de nove, à mãe e à avó, moradoras no Bairro da Marinha de Silvalde, em Espinho, por alegada negligência na educação dos menores. A situação não deixou ninguém indiferente no Bairro da Marinha, com vários populares a criticarem a forma como os técnicos levaram a cabo a acção, com a ajuda da PSP, acusando-os mesmo de terem abusado da força e de não terem explicado a situação às duas mulheres. Isto sobretudo quando a mãe das crianças, Paula Aguincha, de 34 anos, sofre de paralisia cerebral, e a avó, Rosária Benedito, tem 72 anos e pouca instrução.

"Eram cerca de 11 horas e eu estava a tratar de dar o leite aos meninos. Como o mais velho não tinha aulas de manhã, ainda estava na cama, bem como a bebé. A certa altura, tocaram à campainha e o menino correu a abrir a porta. De repente, vi uma trupe de homens a entrar pela casa dentro a dizerem-me para arranjar roupa para as crianças. Eu perguntei o que é que se passava e eles disseram que as crianças iam dar um passeio. O meu neto perguntou se eu também podia ir e eu simplesmente comecei a gritar", contou Rosária Benedito. "Sem mais nem quê, pegaram na menina ao colo, puseram-lhe um cobertor por cima da cabeça e levaram-na. O menino também se pôs a gritar e eles levaram-no de arrasto até lá fora e meteram-no num carro. Não nos disseram para onde iam levá-los", criticou a avó das crianças, sem conseguir conter as lágrimas.

Apesar de dizerem desconhecer o destino das crianças, o certo é que Rosária Benedito recebeu pelo menos duas cartas do Tribunal Judicial de Espinho durante o mês corrente a explicar a situação e que as crianças iriam ser levadas, a menina para o centro de acolhimento "Aconchego", em Albergaria-a-Velha, e o menino para o Centro de Apoio Familiar Pinto de Carvalho, em Oliveira de Azeméis.

A razão da retirada da guarda das crianças à mãe e à avó terá a ver com queixas alegadamente feitas por vizinhos sobre a forma como elas estavam a ser educadas, sobretudo o mais velho, acusado de ser uma criança muito rebelde, de fugir de casa à noite e de se ter refugiado numa grua e ter sido encontrado a vaguear sozinho junto da linha-férrea.

Uma das pessoas mais inconformadas com a situação era Rosa Araújo, catequista do menino. "Nunca tive qualquer problema com ele. Reza tão bem ou melhor do que os outros. Aliás, a primeira comunhão dele está marcada para o próximo dia 10 e eu já disse que ele vai ter de comparecer, nem que eu tenha de o ir buscar", adiantou Rosa Araújo.

O JN tentou obter uma posição da Segurança Social de Aveiro, mas tal não foi possível em tempo útil. Fonte da PSP disse, por sua vez, que a polícia teve apenas por missão manter a ordem

sexta-feira, maio 11, 2007

MISSAO CUMPRIDA !




Foi por falta dela que a obra de trabalho de enterramento da linha-férrea se atrasou e Houve tempo para as despedidas
Veio da Alemanha para abrir as valas, sobre alguma emoção e com a foto da praxe a rocha, para o emparedamento do túnel...
A hidrofreza despediu-se ontem da’obra Enfim, missão cumprida! do século’ e deixou saudades, sobretudo para aqueles que acompanharam o seu trabalho..
Houve tempo para as despedidas, com alguma emoção e com foto da praxe para mais tarde recordar….
Enfim, missão cumprida!

sexta-feira, abril 27, 2007

Congresso Mundial de Folclore abre com críticas



Congresso Mundial de Folclore abre com críticas
josé mota

Congresso Mundial de Folclore termina no próximo domingo


Natacha Palma

Asessão solene de abertura do Congresso Mundial de Folclore, anteontem, no Centro Multimeios de Espinho, ficou marcada pelas críticas contra o Governo e a Comunicação Social pela falta de apoio e atenção em relação ao folclore.

O presidente da Câmara de Espinho, José Mota, apontou o dedo aos diversos governos, a quem acusou de olhar o folclore "com olhos vesgos". "O folclore é um dos principais sectores culturais do país, onde movimenta, de forma directa, cerca de meio milhão de pessoas, mas arrasta milhares de outras. No entanto, ainda nenhum governo olhou o folclore com atenção, porque se o tivesse feito, facilmente percebia a importância que teria para o próprio Poder Político".

"Falta de atenção"

Por sua vez, o presidente da Federação do Folclore Português, Fernando Ferreira, não ficou atrás nas críticas, dizendo-se magoado com a ausência de representantes do Governo Central e, sobretudo, do Ministério da Cultura na sessão solene. De salientar que, em representação da Rússia, esteve presente o próprio ministro da Cultura daquele país.

O presidente da União Internacional das Federações dos Grupos Folclóricos, o italiano Lillo Alessandro, disse também lamentar a falta de atenção dedicada ao folclore, "um movimento que consegue afastar tantos jovens do Mundo da droga e da delinquência" e que, só por isso, merecia outro apoio.

Fundos para nova sede

No que respeita a apoios, César de Oliveira, representando a Câmara de Gaia, aproveitou o momento para apelar aos diversos autarcas do país para que contribuam para a construção da nova casa da Federação do Folclore Português, sediada em S. Félix da Marinha, argumentando que o movimento do folclore deve ser visto como desígnio nacional.

Várias vezes apontado como um movimento que une os povos nas suas diferenças e riquezas culturais, os diversos intervenientes na sessão solene chamaram ainda a atenção para o papel do folclore na luta pela paz.

Quanto ao congresso em si, este ano sob o tema "Homens e mulheres dos grupos de folclore unem esforços, cruzam olhares no entendimento, na defesa e na preservação da identidade dos povos do Mundo", e que decorre na nave polivalente de Espinho, termina no domingo com uma romagem ao santuário de Fátima

terça-feira, abril 10, 2007

Aeródromo de Paramos coloca aves em risco




Aeródromo de Paramos coloca aves em risco





A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) protestou, em comunicado, contra o alargamento da pista do aeródromo de Paramos, em Espinho, considerando que "a conclusão do alargamento da pista e a regularização da passagem de aeronaves a baixa altitude pela lagoa de Paramos /barrinha de Esmoriz, aumentará, provavelmente de forma irrecuperável, a pressão sobre um ecossistema frágil e único na costa situada entre a Ria de Aveiro e o Estuário do Minho".

A designação daquela área como IBA (do inglês Important Bird Áreas) foi proposta pela SPEA, sendo as IBA locais com significado internacional para a conservação de aves à escala global.

Neste caso, um dos critérios que levou à designação da zona como IBA foi o facto de ali nidificarem quatro espécies de aves ameaçadas a garça-vermelha; a águia-sapeira; o garçote e o pernilongo.

A SPEA alertou, igualmente, para o facto de o alargamento ir reduzir, se não mesmo eliminar, o turismo de Natureza do local, referindo que se realizam inúmeras visitas de observação de aves organizadas por associações como a própria SPEA, a Quercus e o FAPAS. A área é também procurada para actividades de escolas secundárias e várias associações locais de defesa do Ambiente.

A SPEA lamentou que a vedação que está a ser erguida numa extensão de 200 metros constitua um "branqueamento oficioso da situação ilegal criada em 2004", concluindo que o Aeroclube da Costa Verde, concessionário do aeródromo, deve assumir a renaturalização da área em causa.

Estas críticas surgem depois de o Bloco de Esquerda também se ter insurgido contra o alargamento da pista

domingo, abril 01, 2007

José Mota arguido no caso das mortes no aeródromo




José Mota arguido no caso das mortes no aeródromo
j. paulo coutinho

Acidente na pista do Aeródromo de Paramos aconteceu em Junho de 2005 e causou dois mortos


Nuno Miguel Maia

O presidente da Câmara Municipal de Espinho, José Mota, vai ser constituído arguido no caso das duas mortes resultantes de um choque entre uma avioneta e um automóvel no Aeródromo de Paramos, ocorrido ao início da noite de 26 de Junho de 2005. José Mota é uma das três pessoas que irão ser ouvidas por um juiz de instrução criminal, no próximo dia 11 de Abril, no âmbito da fase de instrução que está a decorrer no Tribunal de Espinho.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, além do líder da Autarquia serão também interrogados como arguidos aquele que, na altura do acidente, era responsável pelo pelouro de Transportes e Comunicações da Câmara de Espinho, Manuel Ferreira Rocha, e o presidente da Direcção do Aeroclube da Costa Verde, Jorge Pinhal Neto.

A decisão de ouvir estes três responsáveis não implica a obrigatoriedade de haver julgamento. No final desta fase, o juiz pode optar por manter o caso arquivado ou originar uma acusação formal para submeter a julgamento.

Este inquérito relativo ao acidente foi inicialmente arquivado pelo Ministério Público (MP) de Espinho, com base na inexistência de indícios de crime. O procurador responsável considerou que poderia haver responsabilidade da Autarquia, mas que ela deveria ser aferida no "âmbito da responsabilidade extra-contratual ou mesmo pelo risco" - ou seja, no âmbito de um tribunal administrativo -, dado que a "omissão de sinalização de determinado troço de uma via pública" é um "acto de gestão pública".

Todavia, a família do jovem que morreu ao volante do automóvel não se conformou com esta visão do MP e, na qualidade de assistente no processo, requereu abertura de instrução. Argumenta que o caso comporta indícios de crime de violação de regras técnicas, por inobservância de cautelas e condições de segurança no local, ou, até, de homicídio por negligência, pela conduta omissiva.

Como presumíveis culpados, a família aponta para a responsabilização dos responsáveis autárquicos e para os responsáveis pela certificação do aeródromo desde 1999 até Junho de 2005. É que, em 1999, um relatório da ANA (Aeroportos e Navegação Aérea) recomendava a implementação de medidas urgentes para assegurar a segurança na pista de Paramos. Que, afinal, não terão sido concretizadas.

Neste âmbito, o Tribunal de Espinho optou ainda por nomear para o processo três peritos da ANA. Após o acidente, a pista ficou interdita a avionetas de maior porte e passou a ser autorizada apenas a ultraleves. Só agora, passados quase dois anos do acidente que vitimou o condutor e o piloto da avioneta, é que a pista vai ser vedada completamente, tal como noticiou o JN. A obra custará 56,5 mil euros e é comparticipada pelo Estado.


Falta de sinalética, segundo a DGV

Um relatório da Direcção-Geral de Viação (DGV) junto ao processo-crime conclui que a via de acesso ao aeródromo caracterizava-se pela ausência de material reflector e de sinais que alertassem para o perigo iminente no local.



Sem causa-efeito entre acidente e falta de sinais

No arquivamento, o Ministério Público apoiou-se no argumento de que não houve causalidade adequada entre o acidente e a omissão dos responsáveis das entidades públicas. "Deverão excluir-se, pois, todos os processos causais atípicos que só produzem o resultado decido a um encadeamento extraordinário e improvável de circunstâncias. O que parece ter sido o caso", escreveu o procurador no despacho de arquivamento.



Infracção de regras punida até seis anos

O crime de violação de regras técnicas, citado no Código Penal como "infracção de regras de construção, dano em instalações e perturbação de serviços" é punível com até seis anos e oito meses de prisão, em caso de morte. O homicídio por negligência simples é punível com cadeia até três anos

sábado, março 31, 2007

Estação já foi abaixo!



Estação já foi abaixo!

A estação de caminhos-de-ferro de Espinho foi completamente demolida na madrugada da quinta-feira passada, depois da passagem do último comboio na linha do Norte. As máquinas, em pouco tempo, destruíram aquela que era considerada a estação de comboios mais fotografada e que, em breve, irá ser substituída por um moderníssimo edifício mais a sul, junto ao Hotel Nery e ao Edifício das Palmeiras.
As máquinas continuaram o trabalho no dia seguinte, procedendo à separação de materiais e ao longo da semana retiraram todo o entulho que ficou do velho edifício.
Esta semana, procedeu-se ao enchimento com terra da passagem subterrânea de peões e já foram destruídas as paredes onde se encontravam os azulejos com os temas de Espinho antigo.
As máquinas continuam, por agora, a fazerem o emparedamento com 2.80 metros de largura, para depois, começarem as escavações.
Junto à passagem-de-nível da rua 23, já se vêm os espessos muros numa fase em que a obra se encontra no centro, junto ao Casino de Espinho e Hotel Praiagolf.
Entretanto, como nos revelou o engenheiro responsável pela REFER, Nunes Marques, ainda antes do Verão a passagem superior para automóveis (pontão) deverá ser cortada ao trânsito para que a obra posso prosseguir para norte.


7mares

Os azulejos da passagem subterrânea 2007

Fotos Direitos Reservados


quinta-feira, março 29, 2007

Aeródromo vedado dois anos após choque mortal



Aeródromo vedado dois anos após choque mortal
j. paulo coutinho

Acidente na pista marcou necessidade de vedar aeródromo


Natacha Palma

Oaeródromo de Paramos, em Espinho, está finalmente a ser vedado. Isto quase dois anos depois de, a 26 de Junho de 2005, um acidente entre um avião e um carro que circulava na rua que atravessava a pista e que ainda é o único acesso ao aglomerado populacional da praia de Paramos, ter resultado na morte do piloto e do automobilista. O acidente fez com que a pista fosse interdita pelo Instituto Nacional de Aviação Civil. No entanto, algum tempo depois, e após a zona junto à dita estrada ter sido vedada com um cordão de terra e a pista ter sido reduzida a 250 metros, o aeródromo pôde passar a ser utilizado por ultraleves, isto enquanto não fosse vedado de forma definitiva a fim de garantir a segurança de pilotos e automobilistas.

"Compromisso nacional"

A obra agora em curso, financiada pelo Governo, nomeadamente pela Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, no âmbito da medida 1, "Saúde e segurança nas instalações desportivas", da iniciativa "Um compromisso nacional", deverá estar concluída dentro de uma semana. Para já, no local, apenas se vêem estacas de cimento que deverão suportar uma vedação metálica e plástica. Procede-se, também , à terraplanagem da área envolvente, junto à estrada, trabalhos a cargo dos militares do Regimento de Engenharia nº 3 de Espinho.

O custo total da obra ronda os 56,5 mil euros, sendo o montante financiado de cerca de 21 mil euros, isto embora o valor disponibilizado não ultrapasse os 10,5 mil euros, ou seja, menos de um quinto do valor total da empreitada. Contactado o presidente do Aeroclube da Costa Verde, concessionário do aeródromo, Jorge Pinhal, este recusou-se a fazer quaisquer comentários sobre a dita obra.

Prolongamento "à socapa"

Já Vítor Solteiro, deputado municipal do Bloco de Esquerda, denunciou que parte da pista que agora está ser vedada nasceu após um prolongamento de 200 metros para Sul "feito à socapa e a toda a pressa", em 2004, nas imediações da lagoa de Paramos /barrinha de Esmoriz, em zona de reserva natural integrada na Rede Natura 2000 e na Reserva Ecológica Nacional.

Segundo Vítor Solteiro, as obras de alargamento da pista foram levadas a cabo com meios logísticos da Câmara de Espinho, da empresa FDO e do Regimento de Engenharia.

Ouvido pelo JN, o presidente da Junta de Paramos, Américo Castro, garante que, por um lado, a pista nunca foi alargada a Sul (e por alargamento da pista entende que se trataria de asfaltamento, o que não aconteceu), e que a Câmara nunca poderia estar envolvida já que se tratam de terrenos onde não tem jurisdição, cabendo esta ao Ministério da Defesa.

terça-feira, março 27, 2007

Linha do Norte cortada após rebentamento de conduta



Linha do Norte cortada após rebentamento de conduta
lisa soares

Escavações no âmbito do enterramento da linha férrea de Espinho causaram aluimento de terras


Natacha Palma

O rebentamento de uma conduta de água localizada junto à passagem de nível da Rua 23, em Espinho, obrigou ao corte da passagem de comboios na via ascendente da Linha do Norte durante cerca de duas horas. Tal situação levou a que toda a circulação ferroviária entre o Porto e Lisboa fosse afectada, já que apenas a linha descendente esteve activa, obrigando a atrasos que chegaram aos 45 minutos. O incidente deu- -se cerca das 9.30 horas e teve por causa o movimento de terras decorrente de trabalhos naquela zona no âmbito da obra de rebaixamento da linha férrea.

Tais escavações levaram ao descalçamento da conduta que vergou e se rompeu. Enquanto não foi cortada, a água fez com que o chamado balastro (terra e cascalho) onde assentam os carris afundasse. E, embora a situação se circunscrevesse a uma muito pequena área, foi o suficiente para que a via fosse cortada à circulação.

Os trabalhos decorreram durante cerca de hora e meia, tendo sido colocado novo balastro na área afectada.

Apesar de o incidente não ter ocorrido em hora de ponta e dos estudantes estarem já a gozar as férias da Páscoa, ainda assim foram várias centenas de pessoas que se sentiram afectadas pelos atrasos. Por exemplo, os passageiros do comboio que partiu de Porto, de S. Bento, às 10.20 horas, com destino a Ovar, foram obrigados a sair na estação da Granja e a esperar cerca de 40 minutos por um novo comboio.

E enquanto esperavam andaram a saltar de plataforma em plataforma, a maioria passando a pé por entre as linhas. "Viemos do Porto e o comboio ficou estacionado na linha 3. Como vimos um comboio na linha 2, pensámos que era o que iria para Espinho e por isso toca a ir para a outra gare. Como estava muita gente a dirigir-se para uma única passagem pedonal, com medo de perdermos o comboio, toca a passar pelas linhas", explicou Rosa Rodrigues.

"O mais caricato é que, depois de o nosso comboio sair da linha 3 para voltar ao Porto, o tal outro comboio também foi para a linha 3. Quando disseram que era aquele comboio que tínhamos de apanhar, lá voltámos nós a passar para o outro lado. Vistas bem as coisas, podia ter-se dado ali um acidente bem grave caso passasse um comboio rápido", explicou

segunda-feira, março 26, 2007

Estação da CP passou à história



A estação ferroviária foi varrida do mapa da cidade Espinho, ao cabo de 133 anos de existência

A o fim de 133 anos a estação de caminhos-de-ferro de Espinho foi reduzida a escombros em nome de uma obra que, se tudo correr conforme o previsto, irá também esconder a passagem dos comboios do centro da cidade, modificando para sempre a imagem de uma terra que nasceu e se desenvolveu voltada para a linha férrea.


Talvez por isso mesmo, sejam tantas as memórias ligadas à estação, aos comboios e até à antiga passagem pedonal superior, a velha passarela de madeira há muito demolida. Memórias que, apesar da imagem de Espinho estar definitivamente a mudar, dificilmente serão esquecidas, tanto por novos, como por velhos. Muitos não hesitam em considerar que a estação poderia ter sido poupada e transformada, quem sabe, num espaço museológico, ligado à cultura ou ao turismo.

"Parecia que era a minha própria história que estavam a querer fazer desaparecer quando deitaram abaixo a estação. Foi feito tudo tão depressa, como se fizessem questão de não acordar uma só pessoa. Aquilo foi vruum, vruum, e de repente, em menos de duas horas, já não havia estação", contou José Fonseca, de 52 anos, empregado de comércio.

"Vivi sempre em Espinho e fui, na infância, quase um menino de rua. Sempre que podia, escapava de casa para andar na brincadeira e um dos meus passatempos preferidos, teria eu uns seis anitos, era colocar-me na passarela a ver os comboios a vapor a passar por baixo. Adorava sentir o cheiro do fumo",conta.

Com 30 anos, João Miguel Sousa, empregado de um vídeo-clube, por sua vez, nunca mais esqueceu o dia em que o papa João Paulo II passou de comboio por Espinho. "Eu era pequeno, teria uns cinco ou seis anos, e estava lá no meio da multidão de gente que foi tentar ver o papa. O comboio abrandou e nós vimo-lo a acenar. Teve que ver… Toda a gente a dizer-lhe adeus. Foi muito bonito. Nunca mais esqueci essa imagem", recordou.

Lurdes Guimarães, de 83 anos, também não esquece as muitas horas românticas que passou na estação com o marido, então ainda namorado, enquanto esperava o comboio para a Granja, onde ainda vive. Mas, nem todos os momentos foram felizes. Lurdes Guimarães recorda um certo domingo de festa da Nossa Senhora da Ajuda quando, depois de ter andado a passear com as amigas, se desencontrou do pai que a esperava na estação. Passava da meia-noite e aquele que pensavam que seria o último comboio já havia partido.

O pai, furioso, quando a viu chegar, deu-lhe uma bofetada à frente de toda a gente com tal força que a fez cair em cima de uma poça de água. "Fui a chorar até casa e durante muito tempo não lhe perdoei apesar dele me pedir desculpa todos os dias. O mais engraçado da história é que, por causa disso, no dia a seguir à cena, um rapaz que gostava muito de mim na altura veio ter comigo e disse-me que, se eu quisesse, me raptava nessa mesma noite. Eu, claro, não aceitei", contou Lurdes Guimarães, entre risos

terça-feira, março 20, 2007

Passagem-de-nível da Rua 23 alterada





Estação
perto do fim
A5 obras de enterramento da linha-férrea vão tendo novos desenvolvimentos e, conforme anunciamos na nossa anterior edição, o fim do edifício da estação está para muito breve. A demolição deverá estar agendada para estes próximos dias, logo após a entrada em funcionamento da estação provisória instalada em edifício pré-fabricado, a norte.
Qs técnicos procedem, agora, também, à instalação de condutas em frente ao Centro Comercial
Solverde 1.
As obras (escavações) já chegaram à passagem inferior para peões e na Rua 23, já está construída a passagem-de-nível provisória, uns metros para sul, de forma a que se possam prosseguir com as obras no local onde se situava a anterior passagem de automoveis. Uma pequena obra realizada em, apenas, dois diasl