quarta-feira, abril 16, 2008

EXECUÇÃO DAS OBRAS DE REBAIXAMENTO DA VIA NO ATREVESSAMENTO DA CIDADE DE ESPINHO

ENCERRAMENTO DA PASSAGEM DE NÍVEL AO KM 314+932 (PN - SILVALDE) E 315+615 (PN - MATADOURO)DESVIO DE TRÂNSITO
Informa-se do encerramento das PN - Passagens de Nível acima discriminadas necessários ao desenvolvimento dos trabalhos de via-férrea e catenária a realizar no âmbito da empreitada em epígrafe.

PASSAGEM DE NÍVEL AO KM 314+932 (PN – SILVALDE)
Entre as 20h30 e as 24h00, de 12.04.2008
Entre as 00h00 e as 08h45, de 13.04.2008
Entre as 00h45 e as 07h00 e entre as 20h30 e as 24h00, de 19.04.2008
Entre as 00h00 e as 08h45, de 20.04.2008
Entre as 01h00 e as 07h00 e entre as 23h00 e as 24h00, de 03.05.2008
Entre as 00h00 e as 07h00 e entre as 20h45 e as 24h00, de 04.04.2008 Entre as 00h00 e as 07h00, de 07.05.2008


PASSAGEM DE NÍVEL AO KM 315+615 (PN – MATADOURO)

Entre as 00h00 de 28.04.2008 e as 07h00, de 05.05.2008

Informa-se ainda que para garantir o trânsito rodoviário durante os períodos de interdição nos restantes atravessamento localizados na zona abrangida pela obra, o guarnecimento das passagens de nível aos km 316+526 (Rua 33), 316+890 (Rua 23) e 317+145 (Rua 15) serão assegurados por pessoal especializado da REFER.

sábado, março 29, 2008

15 propostas para mudar a cidade


Terminou, anteontem, o prazo para entrega de propostas no âmbito do concurso público para a elaboração do projecto de equipamentos e arranjos exteriores da plataforma à superfície liberta pelo rebaixamento da linha férrea no centro de Espinho. Foram admitidas 15 propostas, um número que provou que o concurso de ideias, a cujo vencedor será atribuído um prémio de 15 mil euros, foi considerado aliciante.

"Confirmou-se a nossa expectativa no que respeita ao interesse que este concurso iria suscitar junto dos gabinetes de arquitectura, não só por o próprio concurso ser aliciante, mas sobretudo pelo facto de permitir, àquele a que for adjudicado o projecto, ter o seu nome associado a uma obra desta importância", comentou o presidente da Câmara de Espinho, José Mota.

Apesar de ser ainda cedo para se saber qual a proposta que sairá vencedora, foi possível "espreitar" os 15 projectos e uma coisa é certa, não houve falta de imaginação na projecção daquele que poderá vir a ser o futuro rosto do centro da cidade.

A maioria das propostas apostou claramente nos espaços verdes, por vezes pontuados pelo elemento água, mas são várias as que são marcadamente "cinzentas", propondo diversas construções, incluindo blocos de habitação a custos controlados.

Muitas praças; jardins infantis; parques de estacionamento à superfície; esplanadas; espelhos de água; pérgulas que, quando cobertas por toldos, se transformam em espaços para todo o tipo de actividades; anfiteatros e até circuitos de manutenção para idosos.

As ideias são várias e caberá ao júri decidir qual a vencedora, mas ainda faltará bastante para começar a ver o tal novo rosto da cidade a surgir, neste caso, do nada. É que a empreitada terá igualmente de ser objecto de um ou mais concursos públicos para execução

quinta-feira, março 20, 2008

O estranho caso do casaco azul

O estranho caso do casaco azul


Um casaco azul deixado, anteontem à noite, na praia da Baía, em Espinho, com uma suposta carta de despedida dando a entender que o autor pretendia suicidar-se, o que pode realmente ter acontecido, embora ainda não haja provas de tal, colocou em campo uma série de entidades e forças policiais que, ontem, tudo fizeram para desvendar o estranho caso.

O dito casaco terá sido encontrado cerca das 22 horas de anteontem por um cidadão que, dando-se conta da existência da referida carta, logo tratou de alertar as autoridades. PSP de Espinho e Bombeiros Voluntários Espinhenses deslocaram-se ao local, mas nenhum outro indício deu conta do possível suicídio no mar.

Lida a carta, agentes da PSP de Espinho puderam constatar que continha um número de telemóvel que veio a verificar-se ser de familiares do autor da carta que residem em Oliveira de Azeméis.

Contactados os familiares, estes explicaram à Polícia que a relação com o homem, com casa em Lourosa, em Santa Maria da Feira, não era muito próxima, mas, ainda assim, cederam a sua morada.

Chegados ao local, elementos da GNR de Lourosa deram com o portão da habitação fechado a cadeado, não encontrando vivalma na casa.

Entretanto, e atendendo à hipótese de o indivíduo ter mesmo entrado no mar com intenção de pôr termo à vida, elementos apeados da Polícia Marítima percorreram, ontem, as praias de Espinho, atentos a qualquer corpo estranho que pudesse aparecer, o que não aconteceu.

Ao JN, o comandante Martins dos Santos, da Capitania do Porto do Douro, explicou que outros meios, nomeadamente embarcações de busca e salvamento, não foram utilizados por não estar reunidos indícios suficientes que apontassem para o afogamento do indivíduo, na praia da Baía ou em qualquer outra praia das proximidades.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Conheça as obras....

gazeta de espinho

Depois de vários adiamentos, linha deve estar enterrada

Depois de vários adiamentos, linha deve estar enterrada

Obra de rebaixamento da via-férrea no atravessamento da cidade de Espinho continua a dividir opiniões.

Arrancou em 2004 e tinha-se previsto que terminaria 2007, mas desacordos entre o empreiteiro responsável e a REFER levaram ao adiamento da data de conclusão para Junho de 2008. Desde o início que a obra de rebaixamento da via-férrea no atravessamento de Espinho esteve envolta em controvérsia e, a quatro meses de chegar ao prazo limite de conclusão, o panorama não mudou muito.

Ainda que tenha sido uma empreitada reclamada há décadas e os seus benefícios sejam amplamente proclamados pela Câmara de Espinho e pela REFER, nomeadamente ao nível da requalificação do meio urbano, do aumento da qualidade visual da paisagem associada e da redução do ruído com origem na circulação ferroviária, a verdade é que uma obra de tão elevada envergadura (o seu custo total é de 60 milhões de euros) implica inconvenientes que nem todos os espinhenses estão dispostos a aguentar.

Trata-se de uma obra de grande impacto que assenta na construção de um túnel de quase 1000 metros por onde passarão a circular comboios. O espaço da superfície será dedicado à implantação de duas praças destinadas ao lazer. A mais importante é a que vai ficar a Norte da estação e que se vai estender até junto do casino da cidade.

Segundo Rolando Sousa, vice-presidente da Câmara de Espinho, este espaço “é muito importante, pois corta a barreira que existia entre as pessoas que viviam junto ao mar e aquelas que viviam junto à linha”. A obra  passa ainda pela criação de novos espaços de estacionamento e zonas verdes.

“Velocidade de cruzeiro”
“Esta empreitada, que está em curso já há alguns anos, está hoje em velocidade de cruzeiro e prevê-se que no final do mês de Maio, o comboio possa circular dentro do túnel. Naturalmente que ainda há mais obras a fazer”, esclarece Rolando Sousa.

Apesar das garantias, a alteração do prazo para a conclusão da obra foi algo que sempre intrigou os espinenhenses. O autarca justifica o atraso: “Foi o resultado de uma discussão bastante prolongada entre o empreiteiro e o dono da obra, que é a REFER, relativamente à dureza do maciço xistoso que existia no local”.

De acordo com Rolando Sousa, “foi necessária uma paragem da obra para se estudar a situação e tentar um consenso entre o empreiteiro e a REFER, o que aconteceu mais tarde”.

Questionado se se verificaram implicações em termos de custos financeiros por causa desse mesmo atraso, o político afirmou que “provavelmente houve um aumento substancial de custos para a REFER, mas para a Câmara de Espinho não. A verba continuou nos 20 milhões [um terço da totalidade], aspecto que decorria do protocolo”.

Obra contestada
O enterramento da linha motivou já várias manifestações por parte de agentes económicos e sociais da cidade, nomeadamente comerciantes e habitantes da Marinha de Silvalde. Os moradores temiam que o seu bairro se tornasse um gueto, devido à construção de um muro entre as partes norte e sul da cidade.

Para Rolando Sousa, “sempre que há as obras, há contestações”, mas defende que não cabe à autarquia “fazer qualquer tipo de cedências, pois a obra em si não é da câmara, mas sim da REFER. A autarquia procura, sim, conciliar os interesses da REFER com os dos habitantes”.

Rolando Sousa concordou ainda com as declarações do presidente da Câmara de Espinho, José Mota, segundo o qual o rebaixamento da via-férrea no atravessamento da cidade “é vital“, pelo que os seus inconvenientes são um mal necessário com vista a um bem maior.










terça-feira, fevereiro 05, 2008

Abaixo-assinado contra invasão de parcómetros

Abaixo-assinado contra invasão de parcómetros

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Estacionamento no centro de Espinho vai ter mudanças em breve com parcómetros e parques

Um grupo de cidadãos de Espinho entregou na Câmara um abaixo-assinado com duas mil assinaturas contra a colocação de parcómetros naquilo que dizem ser cerca de 90% da área verdadeiramente urbana da cidade. Tal medida, aprovada pela Assembleia Municipal, e que compreende igualmente a construção e exploração de dois parques de estacionamento subterrâneos, um junto ao Centro Multimeios, e outro no largo da igreja matriz, dizem, irá "condenar o futuro de Espinho". "Se permitirmos que esta solução avance, estaremos a assinar a certidão de óbito para cidade", pode ler-se no abaixo-assinado.

"No núcleo duro da área comercial de Espinho, ou seja, entre as ruas 15 e 25 e as ruas 8 e 20, faz todo o sentido existir parcómetros, pois os cerca de 400 lugares de estacionamento ali existentes estão normalmente ocupados durante quase todo o dia por automóveis deixados por pessoas que vão trabalhar para as cidades vizinhas, como Gaia e Porto. No entanto, achamos excessivo colocar parcómetros além dessa área, como está previsto. Isso poderá levar as pessoas a, em vez de vir a Espinho, preferirem ir para os centros comerciais onde têm lugares de estacionamento em abundância e que cada vez mais proliferam nas nossas imediações", criticou José Serrano.

Questionado sobre quando serão instalados os ditos parcómetros, o vice-presidente da Câmara, Rolando de Sousa, explicou que após ter sido aprovado o regulamento pela Assembleia Municipal, o documento foi entregue à empresa "Irmãos Cavaco", que ganhou o concurso de construção e exploração dos tais dois parques e dos parcómetros, esperando-se agora o seu acordo. Quando isso acontecer, poderão ser colocados os parcómetros.

De referir que a área de "jurisdição" da empresa "Irmãos Cavaco" no que se refere à colocação e exploração de parcómetros está compreendida entre as ruas 7 e 33 e as ruas 8 e 28, embora, pelo menos para já, os parcómetros serão colocados numa área mais restrita, nomeadamente entre as ruas 62 e 27 e as ruas 8 e 28, incluindo uma parte da rua 26.

Rolando de Sousa esclareceu ainda que a empresa avançará primeiramente com a construção do parque junto do Multimeios, com 200 lugares, e só quando aquele tiver uma taxa de ocupação de cerca de 80% é que avançará para a construção do segundo, com 100 lugares.

Entretanto, está já previsto um terceiro parque de estacionamento subterrâneo, desta feita junto à via-férrea, com espaço para 500 automóveis

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Camiões deixam Rua do Golfe esburacada

Camiões deixam Rua do Golfe esburacada


Rua do Golfe, que está em péssimo estado, é paralela à linha férrea

A Rua do Golfe, em Silvalde (Espinho), paralela à linha de caminho-de-ferro, é uma verdadeira dor de cabeça para os automobilistas. Com buracos que quase chegam a ser de lés a lés no arruamento, são poucos os peões que conseguem a proeza de não apanhar um banho de água lamacenta nos dias de chuva.
Quanto aos automobilistas, raras devem ser as vezes em que não se questionem se os carros aguentarão o desafio de cruzar a rua e se as respectivas suspensões sairão inteiras. A passagem constante de camiões para a obra de rebaixamento da linha-férrea transformou a via num autêntico queijo suíço, com muitas poças, lama e pedras soltas à mistura. "Não são buracos, são crateras", diz quem por lá circula.
O presidente da Junta de Freguesia de Silvalde, Abel Gonçalves, assegura que a Câmara de Espinho vai tapando os buracos de vez em quando, "mas acabam sempre por abrir" devido ao intenso vai e vem de pesados. "Não vale a pena gastar dinheiro a arranjar a rua enquanto estiverem a decorrer as obras. Seria deitar dinheiro fora", explicou.
O autarca reconhece o incómodo dos peões e dos condutores, mas adianta que, dentro de meio ano, a área será alvo de uma grande intervenção. "Não posso negar que a rua está num estado lastimável e é fácil de perceber que as pessoas que lá passam todos os dias se sentem incomodadas. Mas elas sabem que será apenas por mais algum tempo, até porque a rua e toda aquela zona vai ser objecto de uma grande intervenção", sublinhou Abel Gonçalves, dando conta que, entre a Capela da Nossa Senhora do Mar e o edifício do antigo matadouro (actualmente casa da Associação de Desenvolvimento do Concelho de Espinho) será construída uma passagem superior para peões sobre a linha férrea.
Mais a Sul, junto ao muro Norte do campo de golfe, surgirá uma passagem desnivelada, desta feita inferior, tanto para peões como para automóveis; e outra semelhante junto ao apeadeiro de Silvalde. Nesse local, será construído, segundo o autarca, um parque de estacionamento com capacidade para 80 viaturas.
O parque será essencial, pois o apeadeiro vai transformar-se numa estação com várias linhas, à semelhança do que sucede na Granja (Gaia).

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Reabilitação da via-férrea começa a entrar no papel

Reabilitação da via-férrea começa a entrar no papel

 

 

 

 

 

 

 

 

     Quem vencer o concurso com projecto para a área à superfície da linha do comboio ganha 20 mil euros

  A Câmara de Espinho já lançou o concurso público, no âmbito da União Europeia, para a elaboração do projecto de equipamentos e arranjos exteriores da área que ficará liberta à superfície na sequência do rebaixamento da linha-férrea no centro da cidade. As propostas terão de ser entregues até ao próximo dia 3 de Março e o vencedor, além de lhe ser adjudicada a elaboração do projecto, ganhará um prémio de vinte mil euros. O segundo e o terceiro premiados receberão, respectivamente, 15 mil e dez mil euros, havendo ainda a possibilidade de serem atribuídas duas menções honrosas no valor unitário de 2,5 mil euros. Motivos que, segundo o vice-presidente da Câmara, Rolando de Sousa, deverão tornar o concurso aliciante. Atendendo ao regulamento, acessível no site da Câmara ( www.cm-espinho.pt ), já se podem antever alguns dos contornos do que irá aparecer na área liberta.
Assim, está prevista a criação de uma via de dois sentidos, paralela à linha-férrea, no prolongamento da Rua 8, desde a Rua 13 até à saída norte da cidade, com estacionamento lateral, assim como o prolongamento da dita Rua 8, desta feita para sul, entre as ruas 37 e do Golfe. Quanto à ligação viária entre as zonas Nascente e Poente da cidade, ela será assegurada nas ruas 15, 23, 31, 33, 35 e 37. No enfiamento da Rua 5, a norte da boca do túnel, será construída uma passagem superior para peões, com escadas e elevadores. O futuro projecto contará ainda com a ampliação do parque de estacionamento exterior existente a norte, bem como com a ocupação em subsolo da área nascente adjacente ao túnel, entre as ruas 15 e 23 e entre as ruas 27 e 33, destinadas a parques de estacionamento com possíveis ligações pedonais à nova estação. Estes parques, que terão dois níveis subterrâneos, caso as condições naturais a isso sejam favoráveis, poderão vir a ser concessionados posteriormente em concursos de concessão/construção. Entre vários outros aspectos, poderá ainda contar-se com a criação de equipamentos de apoio a actividades lúdicas e a construção de um cais de embarque para veículos particulares, táxis e transportes públicos a sul da estação

domingo, setembro 23, 2007

Buscas em terra e no mar na zona de Espinho

Um jovem de 25 anos foi dado como desaparecido ontem à tarde quando surfava com dois amigos na praia de Paramos, concelho de Espinho.

Segundo Artur Silva, dos Bombeiros Voluntários de Espinho, o surfista teve “uma cãibra numa perna que o atirou abaixo da prancha. Posteriormente, terá embatido nas rochas do esporão, encontrando-se desaparecido desde esse momento”.
Gabriel Bessa, residente em Baião, era, segundo apurou o CM, um amador no surf, que praticava de forma esporádica. Ainda segundo Artur Silva, a ondulação do mar “estava óptima para o surf, mas apenas para quem sabe o que está a fazer, porque a corrente é forte e bastante perigosa. Aliás, para nadar as condições estão terríveis”, adiantou.
Imediatamente após o alerta dado aos Bombeiros de Espinho, às 12h48, foi montada uma operação de salvamento que envolveu três lanchas, uma moto de água, um helicóptero, equipas de mergulhadores, entre outros meios de ajuda terrestre e marítima. No terreno esteve igualmente um psicólogo para acompanhar os pais do jovem desaparecido.
As buscas para encontrar Gabriel Bessa, que se estenderam até ao pôr-do-sol de ontem, revelaram-se infrutíferas e são retomadas na manhã de hoje.
ESPECTADOR SOFRE ATAQUE
Foram muitos os curiosos que se juntaram na praia de Paramos para assistir a todas as movimentações. Um desses espectadores, um homem com cerca de 50 anos, sofreu um ataque epiléptico quando estava nas rochas junto à praia. Os Bombeiros no local, que já conheciam o historial clínico do doente, reagiram de imediato e transportaram-no para o Hospital de Espinho.

FONTE CM

sábado, setembro 15, 2007

Rebaixamento da via-férrea em Espinho avança no Outono

Rebaixamento da via-férrea em Espinho avança no Outono

Aquela que já é conhecida como a "obra do século" vai brevemente arrancar em Espinho.

O concurso público para a empreitada de rebaixamento da linha férrea que atravessa o centro da cidade acabou de ser lançado, e ontem, na presença do presidente da câmara, José Mota, e do secretário de Estado dos Transportes, Rui Cunha, realizou-se no Centro Multimeios a cerimónia destinada a anunciar aquele pontapé de saída.

José Mota não escondeu o seu regozijo ao ver aproximar-se a concretização daquele que é um sonho antigo da população, confrontada com a divisão provocada pela linha do comboio em pleno miolo urbano.

 "Este é um acto de rara importância para o país e constitui mais um passo para a requalificação urbana de Espinho", proclamou o autarca.

É que, no lugar ocupado desde há mais de um século pela linha férrea, nascerá uma zona verde vocacionada para o lazer e a fruição cultural.

Este novo jardim cobrirá pelo menos parte do percurso subterrâneo do comboio que se estenderá por cerca de um quilómetro.

Para quem vier de sul para norte, o túnel terá início pouco antes do estádio do Sporting de Espinho e terminará junto à Rua 13.

 Em ambas as extremidades do túnel haverá rampas com 500 metros de comprimento.

Deste modo, a travessia da cidade em comboio assemelhar-se-á a uma pequena viagem de metropolitano, com a plataforma de entrada e largada de passageiros a ficar situada no subsolo.

O edifício da estação, esse, manter-se-á à superfície, entre as ruas 25 e 26, ligeiramente a sul da localização actual.

 "Este é o nosso metro""Este é o Polis que não tivemos, o nosso metro, e por isso temos direito a este investimento", referiu José Mota aos jornalistas.

A empreitada, que, faltando ainda os trâmites do concurso, deverá ter início apenas no próximo Outono, está orçada em 9,8 milhões de contos, tendo o secretário de Estado Rui Cunha assumido ontem o compromisso de evitar qualquer deslize financeiro; mais tarde, porém, o presidente da Refer, Cardoso dos Reis, viria a admitir serem as obras no subsolo "de risco", devido às frequentes vicissitudes que comportam.

Seja como for, o investimento será também custeado pela autarquia, em grande parte no que se refere aos arranjos à superfície.

Tendo Mota assumido há dois anos uma verba entre quatro e cinco milhões de contos, desta vez preferiu não concretizar:

"Não sei quanto é que a câmara vai gastar nem estou preocupado com isso. O que eu quero é que a obra se faça!".

 "É fácil reivindicar rebaixamentos", referiu José Mota, numa alusão a pretensões semelhantes de outras localidades servidas pelo comboio (Trofa, por exemplo); "mais difícil é assumir que se paga uma parte", acrescentou.

O rebaixamento da linha só ficará concluído em 2004. "Temos pela frente três anos dolorosos", previu o presidente da câmara.

Descontando os incómodos normais causados por uma obra de grande envergadura, Cardoso dos Reis espera, todavia, que a empreitada não ocasione especiais transtornos ao normal tráfego ferroviário, a não ser em ocasiões pontuais; o decurso da obra será acompanhado por um técnico da Refer especialmente destacado para o efeito.Estas dores de cabeça não desanimam Mota que, em plena cerimónia, se virou para o pároco, dizendo:

"Não é possível chegar ao Céu sem passar pelo Purgatório, não é verdade, padre Manuel?

 Mas vamos para lá com a alma limpinha e depois não voltamos a sair".

Na mesma linha se pronunciou Rui Cunha, que salientou a eliminação do impacte ambiental negativo de um comboio a atravessar uma cidade à superfície, com todo o seu cortejo de "incomodidades, ruído e perturbação".

Na opinião de José Mota, o rebaixamento da linha é apenas um dos investimentos destinados a conferir a Espinho uma qualidade de vida "compatível com a cidade que queremos ter".

Assim, está na forja a aplicação de um novo ordenamento de trânsito, através da criação de mais lugares de estacionamento e da aposta nas zonas para peões.

Para o autarca espinhense, "as pessoas têm direito a não respirar o cheiro dos tubos de escape nem a tropeçar num automóvel em qualquer canto".

ARQUIVO 

Milhares festejam Senhora da Ajuda no meio das obras