segunda-feira, maio 26, 2008

Novo túnel em Espinho


Entram hoje em funcionamento a nova estação de comboios de Espinho e o túnel ferroviário


quinta-feira, maio 22, 2008

Espinho: Comboio já não atravessa a cidade

Espinho: Comboio já não atravessa a cidade

Obra iniciou-se em 2004 e abriu no passado domingo

Espinho: Comboio já não atravessa a cidade

Autarquia e população mostram satisfação pelo projecto, iniciado em 2004, no valor total de 60 milhões de euros.

Inaugurada na madrugada do passado domingo, a nova travessia ferroviária da cidade de Espinho não teve direito a uma cerimónia de abertura oficial, mas foi alvo de grande aceitação por parte dos moradores. A requalificação da superfície será a última fase desta obra de 60 milhões de euros.

"De consciência tranquila" e "muito satisfeito" pela primeira parte da empreitada, iniciada em 2004, ter chegado ao fim, Rolando Sousa, vice-presidente da câmara de Espinho disse ao JPN que a obra vai dar uma qualidade à cidade que "muitas pessoas nem imaginavam".

Na primeira fase da obraobra, os comboios passaram a transitar no centro da cidade através de um túnel, levando ao desaparecimento "da barreira que existia entre a parte poente junto ao mar e a parte nascente" de Espinho. Na segunda fase "vai ser necessário desafectar toda a linha que existia anteriormente, requalificar não só essa zona, como também a zona da plataforma túnel".

Reaccções dos moradores

Na generalidade, as reacções dos moradores ao enterramento da linha foi positiva, ainda que revelem alguma apreensão relativamente às obras que vão ter lugar à superfície. Ao JPN, Filomena Baptista, de 50 anos, disse "estar agradada" com o túnel ferroviário, no entanto, está "na expectativa de ver como fica o exterior". "Principalmente, quero ver o que é que eles vão fazer com aqueles tubos que estão à vista e que não são nada bonitos".

Manuel de Sousa, de 54 anos, foi peremptório ao afirmar que a estação "está muitíssimo boa" e que, "mais do que corresponder às expectativas, até as ultrapassou".

A requalificação urbana ficou a cargo do arquitecto Rui Lacerda que, anteriormente, tinha feito parte do júri responsável por seleccionar o grupo que se iria dedicar à empreitada de reestruturar a superfície.

Os trabalhos ainda não foram adjudicados, mas implicam a construção de um espaço de lazer, com bares, jogos de água e um posto de turismo, podendo mesmo levar a algumas demolições, como a do estádio de Espinho. Está previsto um parque de estacionamento subterrâneo com 500 lugares, a construir "junto ao casino".

Obra "não é igual para todos"

Quanto às reacções dos moradores e turistas à obra encetada pela REFER (Rede Ferroviária Nacional), Rolando Sousa afirmou que as opiniões que têm chegado à câmara "são amplamente favoráveis", acrescentando mesmo que, no seu ponto de vista pessoal, "a estação de Espinho e a plataforma de acesso aos comboios em Espinho é, efectivamente, uma obra que ficaria bem em qualquer país da Europa".

Apesar desta posição, o vice-presidente da Câmara de Espinho ressalvouressalvou "que haverá sempre algumas pessoas que não gostarão desta construção porque ela também não é igual para todos". "Mas esta foi a obra possível", rematou

segunda-feira, abril 28, 2008

Tunel prestes a acolher comboios

Túnel prestes a acolher comboios

Tudo aponta para que Espinho viva no próximo fim-de-semana um momento histórico. É que está quase tudo pronto para que os comboios deixem definitivamente de passar à superfície, pelo meio da cidade, para o fazer ao longo do túnel subterrâneo. Para já, continuam os trabalhos de ligação dos novos troços ferroviários à actual Linha do Norte, o que causou, nos dois passados fins-de-semana, incómodos aos utentes da CP que viram os comboios urbanos do Porto chegar aos seus destinos com atrasos na ordem dos 60 minutos. E se há duas semanas, a CP até pôs à disposição transportes rodoviários de substituição, o mesmo não sucedeu há oito dias, levando muitos passageiros a um quase ataque de nervos, até porque para muitos foram dias de trabalho.Este fim-de- semana não houve condicionamentos na circulação de comboios, o mesmo não se poderá dizer do próximo. É que antes dos comboios começarem a passar em definitivo no túnel de Espinho, os necessários cortes de tensão para que decorram os trabalhos de ligação dos carris e da catenária vão previsivelmente provocar atrasos.A circulação ferroviária estará condicionada logo a partir da primeira hora da madrugada de sábado, continuando com interrupções até domingo, isto para que na segunda-feira já haja circulação nas duas linhas. Com o início do uso do túnel, deverá também abrir portas a nova estação, em frente ao Centro Comercial Palmeiras

quarta-feira, abril 16, 2008

EXECUÇÃO DAS OBRAS DE REBAIXAMENTO DA VIA NO ATREVESSAMENTO DA CIDADE DE ESPINHO

ENCERRAMENTO DA PASSAGEM DE NÍVEL AO KM 314+932 (PN - SILVALDE) E 315+615 (PN - MATADOURO)DESVIO DE TRÂNSITO
Informa-se do encerramento das PN - Passagens de Nível acima discriminadas necessários ao desenvolvimento dos trabalhos de via-férrea e catenária a realizar no âmbito da empreitada em epígrafe.

PASSAGEM DE NÍVEL AO KM 314+932 (PN – SILVALDE)
Entre as 20h30 e as 24h00, de 12.04.2008
Entre as 00h00 e as 08h45, de 13.04.2008
Entre as 00h45 e as 07h00 e entre as 20h30 e as 24h00, de 19.04.2008
Entre as 00h00 e as 08h45, de 20.04.2008
Entre as 01h00 e as 07h00 e entre as 23h00 e as 24h00, de 03.05.2008
Entre as 00h00 e as 07h00 e entre as 20h45 e as 24h00, de 04.04.2008 Entre as 00h00 e as 07h00, de 07.05.2008


PASSAGEM DE NÍVEL AO KM 315+615 (PN – MATADOURO)

Entre as 00h00 de 28.04.2008 e as 07h00, de 05.05.2008

Informa-se ainda que para garantir o trânsito rodoviário durante os períodos de interdição nos restantes atravessamento localizados na zona abrangida pela obra, o guarnecimento das passagens de nível aos km 316+526 (Rua 33), 316+890 (Rua 23) e 317+145 (Rua 15) serão assegurados por pessoal especializado da REFER.

sábado, março 29, 2008

15 propostas para mudar a cidade


Terminou, anteontem, o prazo para entrega de propostas no âmbito do concurso público para a elaboração do projecto de equipamentos e arranjos exteriores da plataforma à superfície liberta pelo rebaixamento da linha férrea no centro de Espinho. Foram admitidas 15 propostas, um número que provou que o concurso de ideias, a cujo vencedor será atribuído um prémio de 15 mil euros, foi considerado aliciante.

"Confirmou-se a nossa expectativa no que respeita ao interesse que este concurso iria suscitar junto dos gabinetes de arquitectura, não só por o próprio concurso ser aliciante, mas sobretudo pelo facto de permitir, àquele a que for adjudicado o projecto, ter o seu nome associado a uma obra desta importância", comentou o presidente da Câmara de Espinho, José Mota.

Apesar de ser ainda cedo para se saber qual a proposta que sairá vencedora, foi possível "espreitar" os 15 projectos e uma coisa é certa, não houve falta de imaginação na projecção daquele que poderá vir a ser o futuro rosto do centro da cidade.

A maioria das propostas apostou claramente nos espaços verdes, por vezes pontuados pelo elemento água, mas são várias as que são marcadamente "cinzentas", propondo diversas construções, incluindo blocos de habitação a custos controlados.

Muitas praças; jardins infantis; parques de estacionamento à superfície; esplanadas; espelhos de água; pérgulas que, quando cobertas por toldos, se transformam em espaços para todo o tipo de actividades; anfiteatros e até circuitos de manutenção para idosos.

As ideias são várias e caberá ao júri decidir qual a vencedora, mas ainda faltará bastante para começar a ver o tal novo rosto da cidade a surgir, neste caso, do nada. É que a empreitada terá igualmente de ser objecto de um ou mais concursos públicos para execução

quinta-feira, março 20, 2008

O estranho caso do casaco azul

O estranho caso do casaco azul


Um casaco azul deixado, anteontem à noite, na praia da Baía, em Espinho, com uma suposta carta de despedida dando a entender que o autor pretendia suicidar-se, o que pode realmente ter acontecido, embora ainda não haja provas de tal, colocou em campo uma série de entidades e forças policiais que, ontem, tudo fizeram para desvendar o estranho caso.

O dito casaco terá sido encontrado cerca das 22 horas de anteontem por um cidadão que, dando-se conta da existência da referida carta, logo tratou de alertar as autoridades. PSP de Espinho e Bombeiros Voluntários Espinhenses deslocaram-se ao local, mas nenhum outro indício deu conta do possível suicídio no mar.

Lida a carta, agentes da PSP de Espinho puderam constatar que continha um número de telemóvel que veio a verificar-se ser de familiares do autor da carta que residem em Oliveira de Azeméis.

Contactados os familiares, estes explicaram à Polícia que a relação com o homem, com casa em Lourosa, em Santa Maria da Feira, não era muito próxima, mas, ainda assim, cederam a sua morada.

Chegados ao local, elementos da GNR de Lourosa deram com o portão da habitação fechado a cadeado, não encontrando vivalma na casa.

Entretanto, e atendendo à hipótese de o indivíduo ter mesmo entrado no mar com intenção de pôr termo à vida, elementos apeados da Polícia Marítima percorreram, ontem, as praias de Espinho, atentos a qualquer corpo estranho que pudesse aparecer, o que não aconteceu.

Ao JN, o comandante Martins dos Santos, da Capitania do Porto do Douro, explicou que outros meios, nomeadamente embarcações de busca e salvamento, não foram utilizados por não estar reunidos indícios suficientes que apontassem para o afogamento do indivíduo, na praia da Baía ou em qualquer outra praia das proximidades.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Conheça as obras....

gazeta de espinho

Depois de vários adiamentos, linha deve estar enterrada

Depois de vários adiamentos, linha deve estar enterrada

Obra de rebaixamento da via-férrea no atravessamento da cidade de Espinho continua a dividir opiniões.

Arrancou em 2004 e tinha-se previsto que terminaria 2007, mas desacordos entre o empreiteiro responsável e a REFER levaram ao adiamento da data de conclusão para Junho de 2008. Desde o início que a obra de rebaixamento da via-férrea no atravessamento de Espinho esteve envolta em controvérsia e, a quatro meses de chegar ao prazo limite de conclusão, o panorama não mudou muito.

Ainda que tenha sido uma empreitada reclamada há décadas e os seus benefícios sejam amplamente proclamados pela Câmara de Espinho e pela REFER, nomeadamente ao nível da requalificação do meio urbano, do aumento da qualidade visual da paisagem associada e da redução do ruído com origem na circulação ferroviária, a verdade é que uma obra de tão elevada envergadura (o seu custo total é de 60 milhões de euros) implica inconvenientes que nem todos os espinhenses estão dispostos a aguentar.

Trata-se de uma obra de grande impacto que assenta na construção de um túnel de quase 1000 metros por onde passarão a circular comboios. O espaço da superfície será dedicado à implantação de duas praças destinadas ao lazer. A mais importante é a que vai ficar a Norte da estação e que se vai estender até junto do casino da cidade.

Segundo Rolando Sousa, vice-presidente da Câmara de Espinho, este espaço “é muito importante, pois corta a barreira que existia entre as pessoas que viviam junto ao mar e aquelas que viviam junto à linha”. A obra  passa ainda pela criação de novos espaços de estacionamento e zonas verdes.

“Velocidade de cruzeiro”
“Esta empreitada, que está em curso já há alguns anos, está hoje em velocidade de cruzeiro e prevê-se que no final do mês de Maio, o comboio possa circular dentro do túnel. Naturalmente que ainda há mais obras a fazer”, esclarece Rolando Sousa.

Apesar das garantias, a alteração do prazo para a conclusão da obra foi algo que sempre intrigou os espinenhenses. O autarca justifica o atraso: “Foi o resultado de uma discussão bastante prolongada entre o empreiteiro e o dono da obra, que é a REFER, relativamente à dureza do maciço xistoso que existia no local”.

De acordo com Rolando Sousa, “foi necessária uma paragem da obra para se estudar a situação e tentar um consenso entre o empreiteiro e a REFER, o que aconteceu mais tarde”.

Questionado se se verificaram implicações em termos de custos financeiros por causa desse mesmo atraso, o político afirmou que “provavelmente houve um aumento substancial de custos para a REFER, mas para a Câmara de Espinho não. A verba continuou nos 20 milhões [um terço da totalidade], aspecto que decorria do protocolo”.

Obra contestada
O enterramento da linha motivou já várias manifestações por parte de agentes económicos e sociais da cidade, nomeadamente comerciantes e habitantes da Marinha de Silvalde. Os moradores temiam que o seu bairro se tornasse um gueto, devido à construção de um muro entre as partes norte e sul da cidade.

Para Rolando Sousa, “sempre que há as obras, há contestações”, mas defende que não cabe à autarquia “fazer qualquer tipo de cedências, pois a obra em si não é da câmara, mas sim da REFER. A autarquia procura, sim, conciliar os interesses da REFER com os dos habitantes”.

Rolando Sousa concordou ainda com as declarações do presidente da Câmara de Espinho, José Mota, segundo o qual o rebaixamento da via-férrea no atravessamento da cidade “é vital“, pelo que os seus inconvenientes são um mal necessário com vista a um bem maior.