segunda-feira, maio 17, 2010

Atraso força Câmara a fazer arranjo provisório no centro

O enterramento da linha férrea em Espinho foi concluído há já dois anos, mas o projecto de requalificação do espaço à superfície que foi libertado ainda não está pronto. O atraso obrigou a Câmara a avançar com um arranjo provisório para o centro da cidade.

A perspectiva de mais um Verão com aquela zona da cidade virada do avesso motivou a decisão, que permitirá fazer regressar as diversões da festa da Senhora da Ajuda ao centro. "Não podíamos deixar passar mais um Verão com aquele espaço naquele estado. Queremos devolvê-lo aos espinhenses e reanimar a cidade", explicou o presidente da Autarquia, Pinto Moreira, não adiantando, porém, qual o custo da intervenção. "Os custos são muito baixos em relação aos ganhos que vamos trazer para a cidade e para o concelho"
Continua por se saber quando poderá avançar a obra de requalificação definitiva. O concurso de ideias foi ganho pelo arquitecto Rui Lacerda, mas o projecto ainda não está pronto. Enquanto isso, a Câmara de Espinho decidiu avançar com uma intervenção temporária para, segundo Pinto Moreira, "devolver a dignidade a um espaço nobre da cidade".

Minicampo de futebol

De Norte para Sul, a intervenção está a ter lugar entre as ruas 15 e 33, onde, até ao Verão, irá surgir uma grande faixa de relvado. Entre as ruas 15 e 19 irá ser instalado um parque infantil, um "skatepark" e ainda um minicampo de futebol com relva sintética.

Já entre as ruas 19 e 23, surgirá uma praça da alimentação com bares de comes e bebes, cuja exploração ainda está a ser negociada. Na mesma área, serão montados dois palcos onde, segundo Pinto Moreira, irão realizar-se eventos culturais diários de Junho a Setembro. De referir que num dos palcos irá funcionar um ecrã gigante que transmitirá os jogos do Mundial de futebol. Também ali será criado um outro campo de futebol onde decorrerão iniciativas da responsabilidade de embaixadas de vários países presentes no Mundial da África do Sul.

Tenda para feira do livro

Entre a rua 23 e a estação será montada uma tenda gigante para acolher uma feira do livro nos meses de Julho e Agosto.

Setembro, porém, será o mês mais animado. É que, depois de um interregno de alguns anos e de uma passagem pela zona do Rio Largo, as diversões da festa em honra da Senhora da Ajuda voltam ao espaço original, entre a rua 23 e o estádio do S. C. Espinho.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Espinho: zona da linha férrea requalificada entregue à população no verão

A Câmara Municipal de Espinho adiantou hoje que no início da próxima época balnear a cidade voltará a usufruir da área onde antes passava a linha férrea, vedada à circulação desde o enterramento da via em Março de 2008.

O projeto de requalificação desse espaço ainda não está aprovado em definitivo, mas a autarquia vai avançar já com algumas obras, de forma a que, no dia 1 de Junho, a área se apresente ajardinada e disponha de equipamentos como um parque infantil, um ringue desportivo e outras estruturas lúdicas.

Pinto Moreira, presidente da autarquia, considera que essa “é uma intervenção urgente, porque corresponde aos interesses da população e é um pequeno passo no sentido da qualidade urbanística da cidade”.

Essa não será, contudo, a requalificação definitiva do terreno, cujo arranque tem sido adiado devido à “indisponibilidade financeira” da autarquia para avançar com o projeto.

“O processo foi muito mal conduzido pelo executivo anterior, designadamente no que se refere às respectivas candidaturas a financiamento”, explica Pinto Moreira, “e a nova Câmara teve que criar uma comissão para reavaliar o caso e fazer o devido acompanhamento”.

Os resultados do trabalho desenvolvido por essa entidade ainda não foram apresentados, mas, antes disso, o autarca propõe-se avançar já com algumas obras: “Independentemente dessas conclusões, a Câmara já nesta época balnear vai devolver aquele espaço à cidade, instalando no local equipamentos que permitam aos espinhenses e aos visitantes usufruir devidamente de toda aquela área”.

O orçamento para o efeito só deverá ser definido “dentro de duas semanas”, mas a intervenção irá ser concretizada “com os recursos da autarquia e, quando muito, com uma ou outra parceria público privada”.

Quanto às estruturas a instalar no local, serão, em princípio, amovíveis, “para que facilmente possam ser retiradas ou sujeitas a alterações quando se decidir que utilização definitiva será dada a toda essa zona”.

Confirmado, para já, está um parque infantil, um ringue adequado à prática de diferentes modalidades desportivas e um espaço destinado a exposições ao ar livre.

No próximo verão, a área onde antes circulava o comboio deverá também exibir várias áreas ajardinadas, sendo que na terceira semana de Setembro regressam ao local as diversões associadas às Festas em honra da Nossa Senhora da Ajuda, que, no início da construção do túnel ferroviário de Espinho, foram transferidas do centro da cidade para o bairro de S. Pedro

quinta-feira, outubro 08, 2009

Edifício da Biblioteca Municipal inaugurado sexta-feira

O edifício da nova Biblioteca Municipal de Espinho vai ser inaugurado sexta-feira propondo-se alterar aquele que é o conceito tradicional de usufruto deste tipo de equipamentos.

A inira-estrutura ainda não tem data definida para a sua abertura ao público.

O arquitecto Rui Lacerda, autor do projecto orçado em cerca de três milhões de euros, define o edifício como "um grande «open space» sem corredores, onde se circula livremente, e com o objectivo de acabar com a ideia de que os livros têm de estar para um lado e os leitores para outro".

terça-feira, setembro 22, 2009

Procissão teve gente como há muito não se via

 

Multidão na festa de Nossa Senhora da Ajuda ficou-se pelo centro. Divertimentos com pouco negócio

 

A procissão em honra da Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho, foi vista por milhares de pessoas, que invadiram o centro da cidade. Os divertimentos, localizados na zona norte, não tiveram, porém, a adesão desejada. E geraram críticas.

Filas de gente por todo o lado, a sair das dezenas de camionetas de excursão estacionadas no espaço da feira semanal, a sair de comboios, à porta das casas de banho da estação, nos cafés, e, claro está, em todas as bermas das ruas por onde o cortejo iria passar.

É assim, sempre, no dia da procissão em honra da Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho, mas, este ano, diz quem sempre assistiu ao evento religioso mais importante do concelho, todas as expectativas foram superadas. O facto de ter sido feito um tapete de flores de meio quilómetro de comprimento a servir de passadeira à procissão também terá ajudado.

"Até parece a Senhora da Ajuda de antigamente", fez notar Adelina Soares, de 82 anos. "A única diferença é que, antes, as pessoas estreavam roupa nova neste dia e hoje já vi por aí muitas fraldas de fora e muitas raízes por pintar", criticou, sem papas na língua, chamando a atenção para o "tailleur" cor de malva impecável e para a permanente feita há dois dias.

No entanto, se por um lado, os responsáveis pelos cafés do centro da cidade não tiveram mãos a medir, o mesmo não puderam dizer aqueles que vivem dos bilhetes dos carrosséis. É que, os divertimentos e a roulottes de comes e bebes, que antes do enterramento da linha se posicionavam ao logo da Avenida 8, no centro, tiveram de se contentar, mais uma vez, em ficar na entrada norte da cidade.

E a verdade é que, apesar de em Espinho tudo estar próximo de tudo, o certo é que, ontem, o clima que ali se vivia era de puro desânimo atendendo aos milhares de potenciais clientes que se limitaram a ficar perto do percurso da procissão. "Não se compreende. Dizem que não se pode usar o espaço liberto da linha de caminho de ferro porque a placa não aguenta, mas a verdade é que, a sul da Rua 33 são às dezenas e dezenas de carros ali estacionados e ninguém diz nada", criticou Leonel Matos, taxista. "O ideal é que a festa estivesse toda junta, de maneira que toda a gente ganhasse com os milhares de pessoas que cá vêm e não apenas alguns", concluiu.

A festa, porém, continua até sábado.

terça-feira, julho 28, 2009

Feirantes ao sol e com dificuldades nos acessos

  Venda de fruta e de legumes no mercadosemanal em novo local mas ainda com falta de sombra

 

 

A mudança dos vendedores de frutas e legumes da feira de Espinho para um novo local, deu-se, ontem, segunda-feira, sem incidentes, mas cedo ouviram-se críticas sobre a falta de sombra e as dificuldades nos acessos aos postos de venda.

O novo espaço de venda de frutas e legumes da feira de Espinho, entre as ruas 29 e 31, está bonito de se ver. Dispostos em quarteirões, os postos de venda dão ugazeta de espinho feirama imagem de organização e qualidade e a inexistência de covas e cordas atravessadas é mais-valia.

A mudança deu-se ontem, sem incidentes, mas, para os feirantes, ainda muito há fazer, nomeadamente deixar crescer as árvores para que haja sombra e os produtos não se arrisquem a ficar estragados ainda antes da hora do almoço em dias de sol . Há que tambémesperar que a Câmara encontre uma melhor solução para os acessos aos postos de venda para as descargas dos produtos.

Sabendo de antemão que o mais difícil seria montar as novas barracas e colocar em exposição os produtos a tempo de, logo às primeiras horas da manhã, estar tudo pronto para atender os clientes madrugadores, a maioria dos feirantes começou o trabalho anteontem à tarde.

No caso de Fátima Bastos, além da barraca, até a fruta pernoitou na feira. "Deixamos tudo tapado, para ninguém roubar nada. Foi a solução que encontramos para evitar os engarrafamentos de hoje (ontem) de madrugada", disse.

É que, dado haver apenas um corredor central por onde podem passar os veículos dos feirantes, estes têm de ser muito rápidos na descarga e transporte dos caixotes com produtos para os postos de venda, isto para que não haja discussão. Basta um veículo ali parado, para mais nenhum outro passar.

"Já alertamos a Câmara para a necessidade de melhorar os acessos, que neste momento é o maior problema, e penso que se encontrará uma solução na medida em que o diálogo que temos mantido com a Autarquia tem sido positivo", explicou Joaquim Pereira, da Associação de Feirantes do Distrito do Porto que ontem esteve no local a acompanhar a mudança. "É o primeiro dia, as pessoas ainda estão a habituar-se", notou.

A ambientar-se com a mudança estavam também vários clientes. "Costumo comprar sempre à mesma pessoa, mas ainda não consegui encontrá-la. Se não conseguir, acabarei por comprar a outra" queixou-se Rosa Félix.

domingo, julho 19, 2009

Contestado fecho de marginal sem aviso

 

 

No primeiro dia do encerramento da marginal de Espinho ao trânsito foram os banhistas que mais se mostraram indignados com a medida, sobretudo devido à falta de informação.

Houve mesmo quem cortasse um cadeado.image

O fecho ao trânsito da Rua 2, em Espinho, irritou muitos dos banhistas que ontem se preparavam para deixar os carros na marginal, antes de seguirem para a praia, como era seu costume. Apanhados de surpresa, até porque, referiram, não encontraram no caminho qualquer indicação de que a rua iria estar fechada, veraneantes viram-se obrigados a recuar e a procurar lugar para estacionar noutras zonas da cidade. Houve, porém, quem não se ficasse pelos ajustes.

Cerca das 11.45 horas, um automobilista, que havia descido a Rua 31 em direcção ao mar, deparou-se com o cadeado a fechar a Rua 2 quando já lá se encontrava defronte. Com uma fila de carros atrás, conduzidos por outros desconhecedores da nova postura, o referido indivíduo depressa tratou de sair do automóvel, partiu o cadeado e atirou-o ao chão.

Feito isto, arrancou ao longo da Rua 2, para indignação de vários moradores que assistiram à cena e que logo acorreram para voltar a prender o cadeado. "Se é para estar fechado, é para estar fechado", replicaram.

Os moradores da Rua 2 parecem ser mesmo os mais satisfeitos com a medida levada a cabo pela Câmara a fim de melhorar da qualidade do ar. Uma medida, porém, que só será levada a cabo ao final de semana, durante a época balnear.

Já quanto aos comerciantes, depois de terem demonstrado, na sua grande maioria, uma forte discordância por temerem que a impossibilidade de ali estacionar afaste os clientes, sobretudo quando na maior parte da cidade o estacionamento agora é pago, mostraram-se, ontem, mais reservados. Disseram querer esperar para ver se o futuro lhes dará razão ou não.

"Na essência é uma boa medida, já que, até agora, as pessoas vinham para aí, estacionavam os carros e ali os deixavam todo o dia. O problema é que a Câmara não devia avançar com o fecho da rua sem antes criar condições", explicou Fernando Brandão, do restaurante BaíaSol.

"Não há dúvida que a calma que agora aqui se sente é uma maravilha, sem ruídos, nem cheiros. E as crianças podem andar mais livremente. É que havia aí gente que passava a uma velocidade que metia medo", concluiu Jorge Mendonça, vendedor de gelados.

Também os pesados de mercadorias (com mais de 3,5 toneladas) estão proibidos de circular abaixo da Avenida 32.

sexta-feira, julho 17, 2009

Marginal fecha ao trânsito aos fins-de-semana

 

Rua 2 vai ficar sem carros já a partir de amanhã, sábado.  Comerciantes apanhados de surpresa.

A Rua 2, junto às praias de Espinho, vai ser fechada ao trânsito ao fim-de-semana, durante todo o Verão, e já a partir de amanhã. A medida da Câmara, levada a cabo em prol da qualidade do ar, está a hojerevoltar os comerciantes.

A notícia caiu como uma bomba. "Se isso acontecer, chego lá e corto os cadeados. É que ninguém duvide" - Paula Zagalo, do conhecido Restaurante Zagalo, em plena Rua 2, defronte do mar de Espinho, não esconde a raiva. "Como se já não bastassem os problemas que nós temos, com as quebras no negócio por causa da falta de dinheiro, vem agora a Câmara para nos dar a machadada fatal. Mas isto não vai ficar assim, não vai não", acrescentou, com o desespero espelhado no olhar.

Demonstrando total desconhecimento acerca da medida que vai ser adoptada pela Câmara de Espinho, com vista à melhoria da qualidade do ar, já a partir de amanhã, responsáveis pelos vários restaurantes da Rua 2 - cuja parte aberta ao trânsito é cerca de metade da marginal da cidade -,bem como banhistas e veraneantes, mostravam-se, ontem, surpreendidos e revoltados.

"Como é que a Câmara faz uma coisa destas em pleno Verão e sem criar condições, parques de estacionamento? Se a falta de lugares de estacionamento já era um problema, por causa de tantas obras, tanto que nos vimos obrigados a pagar o estacionamento pelos nossos clientes para que não fugissem daqui, como é que vai ser agora?", questionou Joaquim Teixeira, funcionário do Restaurante EspinhoMar 2.

"Acho muito bem. Há anos que deviam ter feito isso. As pessoas vêm para aí às sete horas da manhã, entopem isso de carros e depois nem as ambulâncias conseguem passar", salientou, por sua vez, Vítor Brito, gerente do Restaurante Dolche, uma das únicas vozes concordantes. O vereador Manuel Rocha disse ao JN nãoacreditar que os restaurantes e outros negócios instalados na Rua 2 venham a sofrer com o encerramento ao trânsito. "Imagine-se aquela marginal livre de automóveis, cheia de gente a passear livremente. Estou convicto de que, com o tempo, as pessoas vão preferir a rua fechada", explicou.

"O maior impacto, penso, será mesmo no estacionamento, mas para isso temos a parte nascente da cidade onde, desde que o estacionamento passou a ser pago, se encontram muitos lugares livres. Mais: na Avenida 8, entre o Casino e o Restaurante Cabana já é permitido estacionar, durante a época balnear, nos dois lados da rua e, num deles, em cima de metade do passeio", acrescentou.

O porquê de tal medida, explicou Manuel Rocha, prende-se então, com um compromisso assumido pela Câmara no âmbito de um plano de melhoria da qualidade do ar levado a cabo pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte de forma a diminuir a quantidade de partículas PM10. Além do fecho da Rua 2 ao trânsito ao fim-de-semana, a Câmara adoptou também por medida a proibição de circulação de veículos pesados de mercadorias a poente da Avenida 32. Até agora era só a partir da Rua 20 para poente.

O JN procurou saber qual a opinião do presidente da Junta de Freguesia de Espinho, Rui Torres, mas este mostrou-se tão surpreendido com a medida como todos os outros.