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A Câmara Municipal de Espinho adiantou hoje que no início da próxima época balnear a cidade voltará a usufruir da área onde antes passava a linha férrea, vedada à circulação desde o enterramento da via em Março de 2008.
O projeto de requalificação desse espaço ainda não está aprovado em definitivo, mas a autarquia vai avançar já com algumas obras, de forma a que, no dia 1 de Junho, a área se apresente ajardinada e disponha de equipamentos como um parque infantil, um ringue desportivo e outras estruturas lúdicas.
Pinto Moreira, presidente da autarquia, considera que essa “é uma intervenção urgente, porque corresponde aos interesses da população e é um pequeno passo no sentido da qualidade urbanística da cidade”.
Essa não será, contudo, a requalificação definitiva do terreno, cujo arranque tem sido adiado devido à “indisponibilidade financeira” da autarquia para avançar com o projeto.
“O processo foi muito mal conduzido pelo executivo anterior, designadamente no que se refere às respectivas candidaturas a financiamento”, explica Pinto Moreira, “e a nova Câmara teve que criar uma comissão para reavaliar o caso e fazer o devido acompanhamento”.
Os resultados do trabalho desenvolvido por essa entidade ainda não foram apresentados, mas, antes disso, o autarca propõe-se avançar já com algumas obras: “Independentemente dessas conclusões, a Câmara já nesta época balnear vai devolver aquele espaço à cidade, instalando no local equipamentos que permitam aos espinhenses e aos visitantes usufruir devidamente de toda aquela área”.
O orçamento para o efeito só deverá ser definido “dentro de duas semanas”, mas a intervenção irá ser concretizada “com os recursos da autarquia e, quando muito, com uma ou outra parceria público privada”.
Quanto às estruturas a instalar no local, serão, em princípio, amovíveis, “para que facilmente possam ser retiradas ou sujeitas a alterações quando se decidir que utilização definitiva será dada a toda essa zona”.
Confirmado, para já, está um parque infantil, um ringue adequado à prática de diferentes modalidades desportivas e um espaço destinado a exposições ao ar livre.
No próximo verão, a área onde antes circulava o comboio deverá também exibir várias áreas ajardinadas, sendo que na terceira semana de Setembro regressam ao local as diversões associadas às Festas em honra da Nossa Senhora da Ajuda, que, no início da construção do túnel ferroviário de Espinho, foram transferidas do centro da cidade para o bairro de S. Pedro
O edifício da nova Biblioteca Municipal de Espinho vai ser inaugurado sexta-feira propondo-se alterar aquele que é o conceito tradicional de usufruto deste tipo de equipamentos.
A inira-estrutura ainda não tem data definida para a sua abertura ao público.
O arquitecto Rui Lacerda, autor do projecto orçado em cerca de três milhões de euros, define o edifício como "um grande «open space» sem corredores, onde se circula livremente, e com o objectivo de acabar com a ideia de que os livros têm de estar para um lado e os leitores para outro".
Multidão na festa de Nossa Senhora da Ajuda ficou-se pelo centro. Divertimentos com pouco negócio
A procissão em honra da Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho, foi vista por milhares de pessoas, que invadiram o centro da cidade. Os divertimentos, localizados na zona norte, não tiveram, porém, a adesão desejada. E geraram críticas.
Filas de gente por todo o lado, a sair das dezenas de camionetas de excursão estacionadas no espaço da feira semanal, a sair de comboios, à porta das casas de banho da estação, nos cafés, e, claro está, em todas as bermas das ruas por onde o cortejo iria passar.
É assim, sempre, no dia da procissão em honra da Nossa Senhora da Ajuda, em Espinho, mas, este ano, diz quem sempre assistiu ao evento religioso mais importante do concelho, todas as expectativas foram superadas. O facto de ter sido feito um tapete de flores de meio quilómetro de comprimento a servir de passadeira à procissão também terá ajudado.
"Até parece a Senhora da Ajuda de antigamente", fez notar Adelina Soares, de 82 anos. "A única diferença é que, antes, as pessoas estreavam roupa nova neste dia e hoje já vi por aí muitas fraldas de fora e muitas raízes por pintar", criticou, sem papas na língua, chamando a atenção para o "tailleur" cor de malva impecável e para a permanente feita há dois dias.
No entanto, se por um lado, os responsáveis pelos cafés do centro da cidade não tiveram mãos a medir, o mesmo não puderam dizer aqueles que vivem dos bilhetes dos carrosséis. É que, os divertimentos e a roulottes de comes e bebes, que antes do enterramento da linha se posicionavam ao logo da Avenida 8, no centro, tiveram de se contentar, mais uma vez, em ficar na entrada norte da cidade.
E a verdade é que, apesar de em Espinho tudo estar próximo de tudo, o certo é que, ontem, o clima que ali se vivia era de puro desânimo atendendo aos milhares de potenciais clientes que se limitaram a ficar perto do percurso da procissão. "Não se compreende. Dizem que não se pode usar o espaço liberto da linha de caminho de ferro porque a placa não aguenta, mas a verdade é que, a sul da Rua 33 são às dezenas e dezenas de carros ali estacionados e ninguém diz nada", criticou Leonel Matos, taxista. "O ideal é que a festa estivesse toda junta, de maneira que toda a gente ganhasse com os milhares de pessoas que cá vêm e não apenas alguns", concluiu.
A festa, porém, continua até sábado.
Venda de fruta e de legumes no mercadosemanal em novo local mas ainda com falta de sombra
A mudança dos vendedores de frutas e legumes da feira de Espinho para um novo local, deu-se, ontem, segunda-feira, sem incidentes, mas cedo ouviram-se críticas sobre a falta de sombra e as dificuldades nos acessos aos postos de venda.
O novo espaço de venda de frutas e legumes da feira de Espinho, entre as ruas 29 e 31, está bonito de se ver. Dispostos em quarteirões, os postos de venda dão u
ma imagem de organização e qualidade e a inexistência de covas e cordas atravessadas é mais-valia.
A mudança deu-se ontem, sem incidentes, mas, para os feirantes, ainda muito há fazer, nomeadamente deixar crescer as árvores para que haja sombra e os produtos não se arrisquem a ficar estragados ainda antes da hora do almoço em dias de sol . Há que tambémesperar que a Câmara encontre uma melhor solução para os acessos aos postos de venda para as descargas dos produtos.
Sabendo de antemão que o mais difícil seria montar as novas barracas e colocar em exposição os produtos a tempo de, logo às primeiras horas da manhã, estar tudo pronto para atender os clientes madrugadores, a maioria dos feirantes começou o trabalho anteontem à tarde.
No caso de Fátima Bastos, além da barraca, até a fruta pernoitou na feira. "Deixamos tudo tapado, para ninguém roubar nada. Foi a solução que encontramos para evitar os engarrafamentos de hoje (ontem) de madrugada", disse.
É que, dado haver apenas um corredor central por onde podem passar os veículos dos feirantes, estes têm de ser muito rápidos na descarga e transporte dos caixotes com produtos para os postos de venda, isto para que não haja discussão. Basta um veículo ali parado, para mais nenhum outro passar.
"Já alertamos a Câmara para a necessidade de melhorar os acessos, que neste momento é o maior problema, e penso que se encontrará uma solução na medida em que o diálogo que temos mantido com a Autarquia tem sido positivo", explicou Joaquim Pereira, da Associação de Feirantes do Distrito do Porto que ontem esteve no local a acompanhar a mudança. "É o primeiro dia, as pessoas ainda estão a habituar-se", notou.
A ambientar-se com a mudança estavam também vários clientes. "Costumo comprar sempre à mesma pessoa, mas ainda não consegui encontrá-la. Se não conseguir, acabarei por comprar a outra" queixou-se Rosa Félix.
No primeiro dia do encerramento da marginal de Espinho ao trânsito foram os banhistas que mais se mostraram indignados com a medida, sobretudo devido à falta de informação.
Houve mesmo quem cortasse um cadeado.
O fecho ao trânsito da Rua 2, em Espinho, irritou muitos dos banhistas que ontem se preparavam para deixar os carros na marginal, antes de seguirem para a praia, como era seu costume. Apanhados de surpresa, até porque, referiram, não encontraram no caminho qualquer indicação de que a rua iria estar fechada, veraneantes viram-se obrigados a recuar e a procurar lugar para estacionar noutras zonas da cidade. Houve, porém, quem não se ficasse pelos ajustes.
Cerca das 11.45 horas, um automobilista, que havia descido a Rua 31 em direcção ao mar, deparou-se com o cadeado a fechar a Rua 2 quando já lá se encontrava defronte. Com uma fila de carros atrás, conduzidos por outros desconhecedores da nova postura, o referido indivíduo depressa tratou de sair do automóvel, partiu o cadeado e atirou-o ao chão.
Feito isto, arrancou ao longo da Rua 2, para indignação de vários moradores que assistiram à cena e que logo acorreram para voltar a prender o cadeado. "Se é para estar fechado, é para estar fechado", replicaram.
Os moradores da Rua 2 parecem ser mesmo os mais satisfeitos com a medida levada a cabo pela Câmara a fim de melhorar da qualidade do ar. Uma medida, porém, que só será levada a cabo ao final de semana, durante a época balnear.
Já quanto aos comerciantes, depois de terem demonstrado, na sua grande maioria, uma forte discordância por temerem que a impossibilidade de ali estacionar afaste os clientes, sobretudo quando na maior parte da cidade o estacionamento agora é pago, mostraram-se, ontem, mais reservados. Disseram querer esperar para ver se o futuro lhes dará razão ou não.
"Na essência é uma boa medida, já que, até agora, as pessoas vinham para aí, estacionavam os carros e ali os deixavam todo o dia. O problema é que a Câmara não devia avançar com o fecho da rua sem antes criar condições", explicou Fernando Brandão, do restaurante BaíaSol.
"Não há dúvida que a calma que agora aqui se sente é uma maravilha, sem ruídos, nem cheiros. E as crianças podem andar mais livremente. É que havia aí gente que passava a uma velocidade que metia medo", concluiu Jorge Mendonça, vendedor de gelados.
Também os pesados de mercadorias (com mais de 3,5 toneladas) estão proibidos de circular abaixo da Avenida 32.