segunda-feira, 9 de março de 2026

Na Granja e na Aguda, há avarias constantes nos elevadores para atravessar a linha de comboio

 

Passageiros denunciam dificuldades, sobretudo da população idosa


Fotografias direitos reservados

Arquivo Gazeta de Espinho


Botão de emergência

Dentro da cabina do elevador há um botão de emergência, que remete para a central de atendimento permanente, em caso de avaria.

 Mas este recurso não serve de consolo. 

As queixas abundam.

 Maria Ribeiro, que se desloca a Gaia para cuidar do neto, é mais uma passageira que dá voz aos protestos.

A idade já pesa e faltando o dispositivo mecânico á um bico-de-obra para atravessar a linha. 
Há dias sentiu bastante a sua inoperância: 

"Ainda por cima estava com sacos de compras e custou-me imenso subir as escadas".

 Tal como Fernanda Gomes, coloca o foco nos seniores, os que mais sofrem com o funcionamento intermitente do sistema.


Câmara de Gaia diz que IP adjudicou estudos para passagens inferiores na Granja e na Aguda


A Infraestruturas de Portugal (IP) adjudicou os estudos de viabilidade para a eventual construção de passagens inferiores na Linha do Norte, na Granja e na Aguda, revelou Firmino Pereira, vice-presidente da Câmara de Gaia.


Segundo Firmino Pereira, a decisão foi comunicada à autarquia numa reunião entre as partes pelo vice-presidente da IP Carlos Fernandes.

De acordo com o autarca, Carlos Fernandes "anunciou que os projetos das passagens inferiores da Aguda e da Granja que verificarão a viabilidade técnica da execução das obras foram adjudicados na semana passada a um gabinete especializado".

A informação é confirmada pelo portal de contratação pública da IP, que dá o processo em fase de adjudicação.

"A autarquia continuará a acompanhar o assunto e lamenta o tempo perdido", comentou Firmino Pereira que, no encontro com a IP, "reiterou a necessidade de as passagens desniveladas serem subterrâneas, eliminando as passagens superiores que são desconfortáveis e agridem a paisagem urbana".

Na quinta-feira, o vice-presidente da Câmara de Gaia havia considerado "intolerável" a falta de um projeto para passagens sob a Linha do Norte na Aguda e na Granja, pretendendo corrigir junto da IP a "mancha urbanística" naquelas zonas.

O processo para o estudo de viabilidade de passagens inferiores na Linha do Norte arrasta-se desde 2022 e pode superar os quatro anos, segundo dados da IP.

Em causa estão os diversos procedimentos desencadeados desde a assinatura de um protocolo entre a IP e a Câmara de Gaia em julho de 2022, após críticas das populações da Granja e Aguda às passagens superiores e às barreiras construídas nas obras de requalificação da Linha do Norte.


Elevadores: um problema que persiste


Quanto aos elevadores das passagens superiores, segundo o autarca, a IP reconheceu que "os equipamentos têm tido muitas avarias, algumas por vandalismo", mas a entidade ressalvou "ter um contrato de manutenção com uma empresa que tenta fazer as reparações".


Ouvidos pelo JN, os passageiros criticam bastante as constantes avarias, que afetam, sobretudo, a população sénior e outros que têm dificuldades de locomoção, reiterando que a solução ideal seria a construção, nesses locais, de túneis para os peões.

Na reunião, Firmino Pereira considerou ainda "inaceitável que a IP não tenha realizado o alargamento do Túnel do Arco do Prado", na zona das Devesas, "que estava contemplado na modernização da Linha do Norte".

Para o vice-presidente da Câmara de Gaia, "foi uma falha tremenda o abandono desta obra que será muito importante para a cidade" na ligação "à futura estação de metro na rotunda das Devesas [rotunda Engenheiro Edgar Cardoso]", pelo que o município "vai exigir que este alargamento do túnel seja concretizado".









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