quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Fotogaleria Gazeta de Espinho - Edifícios marcaram história em Espinho

 

Edifícios marcaram história em Espinho


Fotografias  Direitos Reservados



gazeta.de.espinho@sapo.pt


Vídeos Gazeta de Espinho


Arquivo Gazeta de Espinho


Fotogaleria  Gazeta de Espinho





segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Empreendimentos de nova construção em São Félix da Marinha

 

86,6% dos portugueses obtiveram a licença de construção no tempo previsto


Em média, o tempo previsto para a obtenção da licença de construção foi de 105 dias e 86,6% das pessoas referiram que esse prazo foi cumprido. 


Este é o retrato da construção de casas em Portugal de acordo com o estudo “Construir Casa: Motivações e experiências de quem construiu casa nos últimos 2 anos”

Aquisição do terreno e elaboração do projeto

A maioria das pessoas recebeu o terreno de herança ou como doação (35%) ou adquiriu o terreno com capitais próprios (39,8%);

O tempo médio previsto para a obtenção da licença de construção foi de 105 dias e 86,6% dos inquiridos referiram que esse prazo foi cumprido. 

Apenas 13,4% falam numa derrapagem de tempo que chegou, nesses casos, em média, a 70 dias;

O tempo médio previsto para a elaboração dos projetos foi de 155 dias, com a maioria das pessoas a indicar que este período foi cumprido. 

Quando tal não aconteceu, como indicado por 14,7% dos inquiridos, houve uma derrapagem média de 159 dias para conclusão do projeto, demorando, assim, mais do dobro do tempo do inicialmente previsto;

Há vários tipos de dificuldades apontadas na primeira fase de construção, tais como: encontrar o terreno com as características desejadas (36,8%), burocracia com a aprovação do projeto de construção e licenciamento (34,4%) e encontrar um terreno na localização pretendida (29%). 

Apenas 5,9% identifica o financiamento do projeto como uma dificuldade.

Financiamento da construção

A maioria das pessoas recorre a crédito para construção (55%), seja como única fonte de financiamento (29,3%), seja associado a capitais próprios (25,7%);

Os portugueses pediram, em média, 189 mil euros de crédito para construção, sendo que esse valor terá representado 64,3% do custo total da construção. 

Neste processo de financiamento, as principais dificuldades passaram pela burocracia (30,4%), valor elevado da prestação (17,6%), tempo necessário para aprovação (16,1%) e valor disponível para entrada muito baixo (16,1%).

Novas formas de construir casas ganham relevância

55,3% das pessoas optaram por alvenaria, o método mais habitual no nosso mercado, mas 27,8% escolheram casas modulares e 10,3% casas em madeira, o que demonstra uma maior procura de alternativas no setor;

Os critérios que mais influenciaram a escolha dos materiais utilizados em obra foram o preço (77,3%), o conforto (62,8%) e a sustentabilidade dos mesmos (50,1%);

A maioria (72,5%) referiu que a construção foi feita por uma empresa de construção, havendo ainda 18,5% que confiaram num conhecido ou familiar para fazê-lo;

A perceção de que as obras em Portugal costumam derrapar no orçamento é contrariada pelos inquiridos deste estudo, já que 86,4% das pessoas que já terminaram a obra referem que o orçamento foi cumprido.

 Quando tal não aconteceu, deveu-se a aumento dos preços causado pela inflação (56,1%), alterações ao projeto inicial (46,3%), atrasos na obra (39%), e custos mal estimados (39%).

 Apenas 12,2% referem falta de mão de obra

 Para 85% das pessoas inquiridas, o tempo previsto para a construção foi cumprido, indicando um tempo médio de construção de 414 dias. 

Importância de personalizar a casa e de garantir qualidade

A maioria dos inquiridos (63,2%) decide construir uma habitação própria pela possibilidade de personalizar a casa. Quase metade (49,1%) aponta como razão a garantia de qualidade de construção e 36,7% referem a garantia de uma casa mais sustentável;

A maioria das habitações está a ser construída no distrito de residência atual (92,6%), pela proximidade de amigos e familiares e pelos bons acessos. 

O papel da sustentabilidade na tomada de decisão

59,7% dos inquiridos afirmam que a sustentabilidade desempenhou um papel importante nas decisões ligadas à construção de novas casas;

56,2% apontam como as principais preocupações que tiveram em termos de sustentabilidade se prenderam com o isolamento térmico e cobertura para redução do consumo de eletricidade e aquecimento, seguindo-se a maximização da luz/calor natural (46,3%) e obter uma boa classificação energética (30,6%);

A esmagadora maioria dos inquiridos (82%) conseguiu cumprir na totalidade as preocupações relativas à sustentabilidade no momento da construção;

77,8% dos inquiridos consideram muito importante que a sua casa tenha resistência a desastres naturais e 81,5% dos inquiridos incluíram, em projeto, formas de tornar as casas mais resistentes a estes fenómenos.

O inquérito contou com a participação de 611 inquiridos, de todas as regiões do país, que passaram pelo processo de construção de habitação própria nos últimos 24 meses, e que foi complementado com a análise dos resultados por um grupo de arquitetos.

















domingo, 18 de janeiro de 2026

Presidenciais 2026 - Resultados Eleitorais em Espinho

 
 Resultados Eleitorais  em Espinho 


Em Espinho ganha António José Seguro

Socialista conquistou 31,93% dos votos

O candidato do PS foi o mais votado nesta 1.ª volta das Presidenciais no concelho de Espinho, tendo alcançado 31,93% dos votos. Votaram, no total, 18.853 (64,28%) dos eleitores inscritos.











Presidenciais 2026

 

Presidenciais 


As eleições presidenciais de 2026 em Portugal realizam-se hoje, 18 de janeiro de 2026, para eleger o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa


Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos, está prevista uma segunda volta para o dia 8 de fevereiro de 2026. 

A corrida conta com 11 candidatos oficiais. 

Entre os nomes mais destacados nas sondagens e debates recentes figuram António José Seguro, Luís Marques Mendes, André Ventura, Gouveia e Melo e João Cotrim de Figueiredo.

 Estas são consideradas umas das eleições mais renhidas de sempre à primeira volta, com as sondagens da reta final a indicar um cenário de grande incerteza e possíveis empates técnicos entre os principais candidatos.

 O novo Chefe de Estado será eleito para um mandato de cinco anos (2026-2031). 












sábado, 17 de janeiro de 2026

"É mesmo uma vergonha terem a EN109 neste estado há tanto tempo"



 

Estrada EN109 está degradada e não tem espaço para peões em Silvalde


Degradação da estrada nacional causa indignação em três concelhos: Vila Nova de Gaia, Espinho e Ovar.


A EN109, eixo estruturante entre Ovar, Espinho e Gaia e um dos principais acessos da Área Metropolitana do Porto, apresenta há anos sinais evidentes de degradação do pavimento e problemas de segurança, sobretudo em meio urbano.

 As câmaras reclamam uma intervenção profunda nos troços ainda sob responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP). 

Aquele organismo público admite a necessidade de reparações, mas diz que não existem pontos negros de sinistralidade. 

Em Gaia, onde a via está já municipalizada, a autarquia anuncia uma intervenção a curto prazo.


Fonte : Jornal de Notícias






quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Operação Vórtex - Defesa de Miguel Reis diz que processo foi construído com base na confissão de Pessegueiro

 
Defesa de Miguel Reis diz que processo foi construído com base na confissão de Pessegueiro


A defesa de Miguel Reis, arguido no processo Vórtex, pediu hoje a absolvição do ex-presidente da Câmara de Espinho dos crimes de que está acusado, afirmando que o caso foi construído com base na confissão do empresário Francisco Pessegueiro.


"Conforme foi dito em alegações, e esperemos que o tribunal assim considere, a partir do momento em queele [Francisco Pessegueiro] confessou, deixou-se de procurar mais prova suplementar e fazer diligências suplementares", disse aos jornalistas o advogado André Domingues, à saída do Tribunal de Espinho, no distrito de Aveiro, onde decorrem as alegações do processo Vórtex.

Considerando que a acusação é baseada em pressupostos e interpretações que não são reais, o defensor de Miguel Reis deixou críticas à atuação do Ministério Público (MP), sobre a necessidade de acusar políticos, e à delação premiada, considerando que esta medida é um "fortíssimo incentivo à incriminação de terceiros, mesmo à custa da verdade".

"Não é normal que um arguido seja detido em prisão preventiva e que após prestar declarações, confessar parcialmente - e agora aqui altera a versão -, e a seguir vem para casa. 

Não é normal que determinados elementos que deviam ser constituídos arguidos naquela versão não sejam (...).

 Quer dizer, há aqui algumas coisas que não estão bem e que compete ao Tribunal apreciar e escrutinar", afirmou.

Durante as alegações, o advogado insistiu na tese de que este processo foi construído com base numa mentira, apelidando o empresário Francisco Pessegueiro de um "confesso mentiroso", porque "assumiu coisas que sabia que não tinha feito para sair da cadeia", como o próprio admitiu em julgamento.

"Foi-lhe prometido que se falasse, se confessasse, lhe aligeiravam as medidas de coação", disse o advogado, defendendo que o tribunal não pode dar credibilidade a este "depoimento mentiroso".

O advogado referiu-se ainda à existência de um acordo implícito entre o MP e Pessegueiro, que teve em vista poupar o pai, a mãe e a irmã. "

Não é plausível que estas pessoas não tenham sido acusadas", disse.

Miguel Reis é suspeito de ter pedido 50 mil euros a Francisco Pessegueiro, que só não terá recebido por mero acaso, para permitir decisões céleres e favoráveis nos processos urbanísticos da construtora Pessegueiro. 

A acusação sustenta ainda que o ex-autarca recebeu cinco mil euros e mobiliário para a sua casa, em troca deatos funcionais.

O ex-autarca, para quem o MP pediu uma pena entre os cinco e nove anos de prisão, está acusado de quatro crimes de corrupção passiva e cinco de prevaricação.

Ainda na parte da manhã, tiveram lugar as alegações da defesa de Álvaro Duarte, ex-chefe de Divisão de Obras Municipais da Câmara de Espinho, que pediu a absolvição do seu cliente e da sua empresa.

"Álvaro Duarte não cometeu qualquer dos crimes de que vem acusado", afirmou o advogado Guilherme Figueiredo, adiantando que o arguido "não solicitou nem recebeu qualquer vantagem patrimonial ou não patrimonial".

Além disso, referiu que a acusação não indica quais as normas funcionais que foram violadas, uma omissão que, na sua opinião, "constitui uma nulidade absoluta não sanável".

O processo Vórtex, que começou a ser julgado no Tribunal de Espinho em 05 de setembro de 2024, está relacionado com atos de corrupção em projetos imobiliários e licenciamentos urbanísticos na Câmara de Espinho, envolvendo dois ex-autarcas.

A operação culminou em 10 de janeiro de 2023 com a detenção do então presidente da Câmara, Miguel Reis, o chefe da Divisão de Urbanismo e Ambiente daquela autarquia, um arquiteto e dois empresários por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências.

Em 10 de julho do mesmo ano, o MP viria a deduzir acusação contra oito arguidos e cinco empresas, incluindo o então deputado do PSD Pinto Moreira, que foi o antecessor de Miguel Reis na autarquia.


Fonte : Lusa/Fim


Pinto Moreira diz que processo destruiu carreira política que estava no auge


O ex-presidente da Câmara de Espinho Pinto Moreira, arguido no processo Vórtex, disse hoje que viu a sua carreira política destruída por causa deste caso, criticando a postura do Ministério Público (MP) que considerou ser aviltante.


Nas declarações finais ao tribunal de Espinho, no distrito de Aveiro, onde está a decorrer o julgamento do processo Vórtex, o ex-autarca reafirmou a sua inocência e disse estar de consciência absolutamente tranquila relativamente a este caso.

"Não posso assumir atos que não pratiquei em circunstância alguma. 

Não sou corrompível, não sou subornáver, reafirmou, dizendo acreditar numa decisão absolutória.

Sublinhou ainda as graves consequências para a sua vida pessoal, familiar e profissional que este caso lhe trouxe, adiantando que viu destruída a sua carreira política, que à época, "estava no auge".

"O meu percurso político estava em fase ascensional. Era vice do grupo parlamentar do PSD com responsabilidades em funções de Estado e era presidente da comissão de revisão constitucional (...).

 Este processo claramente matou a minha carreira política, com muita mágoa", afirmou.

Pinto Moreira mostrou-se ainda desagradado com a atuação do MP neste caso, que considerou ser aviltante, dizendo ter sérias dúvidas se quer continuar a servir o Estado, e agradeceu a forma como continua a ser considerado pela população espinhense, observando que nunca ouviu qualquer consideração na rua menos respeitosa para consigo, apesar do grande impacto mediático deste processo.

O seu sucessor na autarquia, Miguel Reis, coarguido no processo, limitou-se a falar sobre as alterações que ocorreram na sua vida desde o início do julgamento, afirmando que também não pondera voltar a exercer funções de interesse público.

"Neste momento, não faço nenhum serviço publico, nem tenciono voltar a fazer (...). 

É uma página virada na minha vida", referiu, adiantando que o seu foco é a arquitetura e a família.

Outro dos arguidos que pediu para falar foi o arquiteto João Rodrigues que reafirmou a sua inocência, sustentando que os factos que lhe são imputados não correspondem à verdade.

"Fui envolvido num enredo que não é meu (...). 

Nunca fiz nada de ilegal, nunca tentei, nem corrompi ninguém.

Nunca presenciei qualquer ato de corrupção", afirmou.


Fonte : Lusa/Fim


Leitura de acórdão marcada para 20 de março no Tribunal de Espinho


A leitura do acórdão do processo Vórtex, que tem entre os arguidos dois ex-presidentes da Câmara de Espinho, foi marcada para 20 de março, mais de um ano e meio depois de o julgamento ter começado no tribunal local


A data da leitura do acórdão foi comunicada pelo juiz presidente do coletivo que julgou o caso, após as alegações finais e as últimas declarações dos arguidos que decorreram hoje, no tribunal de Espinho, no distrito de Aveiro.

O julgamento começou a ser julgado a 05 de setembro de 2024 no Tribunal de Espinho.

Em causa estão atos de corrupção alegadamente praticados por dois ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis e Pinto Moreira, num processo que tem mais seis arguidos singulares e cinco empresas, relacionado com projetos imobiliários e licenciamentos urbanísticos.

O processo está centrado em "projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos".

A operação culminou em 10 de janeiro de 2023 com a detenção do então presidente da câmara, Miguel Reis, o chefe da Divisão de Urbanismo e Ambiente daquela autarquia, um arquiteto e dois empresários por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências.

Em 10 de julho do mesmo ano, o Ministério Público viria a deduzir acusação contra oito arguidos e cinco empresas, incluindo o então deputado do PSD Pinto Moreira, que foi o antecessor de Miguel Reis na autarquia.

Miguel Reis está acusado de quatro crimes de corrupção passiva e de cinco de prevaricação, enquanto Pinto

Moreira responde por dois crimes de corrupção passiva, um de tráfico de influência e outro de violação das regras urbanísticas.

O empresário Francisco Pessegueiro está acusado de oito crimes de corrupção ativa, um de tráfico de influência, cinco de prevaricação e de dois crimes de violação das regras urbanísticas.

Miguel Reis e Francisco Pessegueiro chegaram a estar em prisão preventiva mas foram entretanto libertados.


Fonte : Lusa/Fim