Câmara de Espinho e IP acordam solução antes do fecho da passagem de Silvalde
A Câmara de Espinho e a Infraestruturas de Portugal (IP) chegaram a acordo sobre as condições de acessibilidade durante as obras de modernização da Linha do Norte, permitindo avançar com o encerramento da passagem de nível do apeadeiro de Silvalde.
O entendimento estabelece que o perfil da Rua da Praia, junto ao Centro Hípico, em Paramos, será provisoriamente alterado antes do fecho da passagem de nível de Silvalde.
A intervenção pretende assegurar uma ligação rodoviária e pedonal permanente, incluindo em períodos de chuva intensa, entre Silvalde, Paramos e as zonas balneares.
A solução surgiu depois de a Câmara de Espinho ter colocado como condição para o avanço da empreitada e para o encerramento da passagem de nível de Silvalde a existência de alternativas que garantissem a circulação pedonal e ciclável naquela freguesia e o acesso rodoviário em Paramos.
A elevação da cota da Rua da Praia permitirá também reduzir o risco de inundação num ponto onde a acumulação de águas pluviais costuma condicionar a circulação.
Desta forma, pretende-se manter transitável o acesso à passagem de nível do apeadeiro de Paramos, mesmo perante episódios de precipitação intensa.
O acordo foi alcançado numa reunião entre o Município de Espinho e a IP, que contou também com a presença das juntas de freguesia.
A intervenção na Rua da Praia ficará, assim, concluída antes do encerramento da passagem de nível de Silvalde, evitando que a população fique sem uma ligação alternativa durante a execução dos trabalhos.
A empreitada da Linha do Norte, da responsabilidade da IP, contempla a renovação integral da via entre Ovar (Válega) e Espinho e a construção de novas passagens desniveladas em Paramos e Silvalde.
As intervenções permitirão eliminar as atuais passagens de nível e reforçar as condições de segurança rodoviária e ferroviária.
A Câmara de Espinho considera que a solução encontrada permite compatibilizar a execução da obra com a necessidade de garantir a mobilidade das populações.
O município continuará a acompanhar os trabalhos em articulação com a IP e as juntas de freguesia, de forma a minimizar os impactos da intervenção no quotidiano das comunidades locais.
Fonte: JN
