Caudal da ribeira de Paramos obriga a cortar acesso a Regimento de Engenharia de Espinho
A subida das águas da ribeira de Paramos, em Espinho, obrigou a cortar as estradas de acesso ao Regimento de Engenharia, ao campo de golfe e à pista do aeródromo local, revelou o serviço de proteção civil desse município
A zona em causa, no distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, situa-se num dos extremos da lagoa de Paramos, que é contígua à Barrinha de Esmoriz, no concelho vizinho de Ovar, e ficou rapidamente inundada esta manhã, quando as águas galgaram as margens.
"Devido às fortes chuvas e consequentes inundações na zona de Paramos, informamos que o trânsito se encontra totalmente cortado na Rua da Costa Verde e na Rua da Praia”, disse fonte da proteção civil, que tem técnicos no local a "monitorizar a situação".
As vias afetadas são a Rua da Costa Verde - que dá acesso ao quartel e, de sul para norte, também ao Oporto Golf Club - e a Rua da Praia - que segue do quartel para os terrenos usados pelo Aeroclube da Costa Verde e daí até à linha da praia e a sua pequena faixa habitacional.
Em Portugal, desde o dia 28 de janeiro já várias pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e de desalojados. Inundações, cheias e a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos públicos são as principais consequências do chamado "comboio de tempestades", de que também vem resultando a quedas de árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de eletricidade, água e telecomunicações.
Com as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo a serem as mais afetadas, o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Fonte : Lusa/Fim