A Câmara de Espinho entende que as trotinetas partilhadas são um risco para a segurança na via pública
A Câmara de Espinho notificou a empresa responsável pelo sistema de bicicletas e trotinetas elétricas de uso partilhado para retirar todos os equipamentos existentes no concelho até 31 de julho, na sequência da caducidade do protocolo que enquadrava a operação.
A autarquia diz que estes meios de transporte comprometem "as condições de segurança e acessibilidade".
O acordo de colaboração, celebrado em 26 de março de 2022, para a implementação do sistema de partilha de velocípedes e bicicletas elétricas com motor terminou a 26 de março deste ano, deixando de existir suporte para a permanência dos veículos no espaço público.
A medida, explica a autarquia, insere-se na estratégia de valorização e gestão do espaço público, procurando reforçar a segurança dos peões, melhorar a circulação pedonal e promover uma utilização mais organizada e acessível das ruas e passeios.
A Câmara de Espinho refere que, em vários locais do concelho, bicicletas e trotinetas têm permanecido estacionadas de forma desordenada, constituindo obstáculos à passagem de peões, pessoas com mobilidade reduzida, utilizadores de cadeiras de rodas e famílias com carrinhos de bebé, comprometendo as condições de segurança e acessibilidade.
Recolha coerciva dos veículos
Na notificação enviada à empresa, o Município determina a recolha de todos os veículos atualmente em serviço em Espinho até ao final do mês
Caso o prazo não seja cumprido, a autarquia avisa que poderá proceder à recolha coerciva dos equipamentos através dos seus serviços, imputando à empresa todos os custos da operação, incluindo transporte, recolha, parqueamento e restantes encargos até ao respetivo levantamento.
O objetivo municipal é garantir uma utilização mais ordenada, segura e acessível do espaço público, salvaguardando o interesse público e a qualidade do ambiente urbano.
À semelhança de Espinho, também as câmaras de Braga e de Gaia abandonaram os sistemas de partilha de trotinetes elétricas por razões de segurança e de ordenamento do espaço público.
Fonte : JN
