domingo, 16 de agosto de 2026

Vêm aí alterações à gestão e administração de condomínios


Vem aí uma nova lei dos condomínios


Haverá maior segurança e confiança. 

Mas preços também poderão aumentar.

O Governo está a preparar uma nova regulamentação para a gestão e administração dos condomínios, que traz novas responsabilidades às empresas a operar neste setor. 

E o que muda para os condóminos?

Vítor Amaral, presidente da APEGAC, Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios, explica à CNN Portugal os principais destaques do diploma  que ainda não foi aprovado  com base na proposta que o Governo fez chegar à associação que representa o setor.

É uma lei que terá impacto em cerca de cinco milhões de pessoas que vivem em condomínios com uma vasta maioria a ter nas suas casas “o seu principal investimento”.

“Andamos há 12 anos a lutar por esta regulamentação, com diversos governos. 

Por qualquer razão, nunca chegou a ser concretizada. 

Desta vez, estou com uma forte convicção de que será aprovada”, afirma.

À CNN Portugal, o Ministério das Infraestruturas e Habitação confirmou que o diploma se encontra “em circuito legislativo, para análise e reunião de eventuais contributos por parte das demais áreas governativas”.

“Após este processo e aprovação em Conselho de Ministros, a proposta dará entrada na Assembleia da República, seguindo os trâmites legais”, indica fonte oficial.

O que traz de novo?

Para Vítor Amaral, é clara a vantagem das novas regras: “maior segurança” e “confiança” para os condóminos.

“Garante-se a idoneidade, o profissionalismo e a responsabilidade. 

Passa a ser obrigatório um contrato escrito de prestação de serviços, seguro de responsabilidade civil, formação adequada. 

A licença pode ser cassada se houver incumprimento por parte da empresa. 

É uma lei que valoriza as empresas e dá credibilidade ao setor”, descreve.

Vai evitar orçamentos que desaparecem?


Os casos “não são muitos”, mas existem: empresas de gestão de condomínio que ‘desaparecem’ com os orçamentos que lhes foram confiados pelos moradores.


“Há orçamentos de várias dezenas de milhares de euros. 

Ter esta património nas mãos de uma empresa que não tem seguro de responsabilidade civil é sempre uma insegurança muito grande”, descreve Vítor Amaral.

É algo que, com a nova lei, poderá deixar de existir. 

“Mas não é a regulamentação, em si, que vai eliminar as más práticas”, alerta.

Novas obrigações num setor precário. 

Aguenta?

Existem cerca de 1.500 empresas neste setor de atividade. 

Um estudo da APEGAC mostra que a maioria são microempresas, com menos de quatro trabalhadores  e que, muitas vezes, não têm a administração de condomínios como a sua principal atividade.

Com a nova lei, estas empresas serão obrigadas a ter um alvará, um seguro de responsabilidade civil e formação adequada. 

Ou seja, novos custos. 

“Nestas microempresas pode ter algum impacto negativo. 

Não é uma coisa garantida, mas pode vir a acontecer”, reconhece Vítor Amaral.

O porta-voz deste setor adianta uma outra realidade: “a aposta de grandes grupos, inclusive estrangeiros”, algo que já tem vindo a ganhar força nos últimos anos.


E para os condóminos, vai ficar mais caro?

Com novos custos para as empresas, o mais expectável é que eles se reflitam nos próprios clientes. 

“Isto é o mercado que vai dizer, porque não há uma tabela. 

Cada condomínio é completamente diferente. 

Agora sim, pode haver aqui um reflexo”, admite Vítor Amaral.

Mesmo que já existam empresas associadas da APEGAC com seguro de responsabilidade civil, essa realidade continua a ser “uma minoria” no país.

“Não creio que, a haver algum aumento dos honorários por parte das empresas, que ele seja substancial”, insiste o responsável.


Vai ser obrigatório ter uma empresa a gerir o condomínio?

Não, essa obrigação não fazia parte da proposta do Governo que foi apresentada à APEGAC. 

Ou seja, como já acontece, um prédio pode decidir não contratar uma empresa externa, optando por uma administração interna composta pelos próprios moradores.

“Acharia mal que assim fosse [obrigação de contratar empresa].

 O condomínio é dos condóminos, que devem ter autonomia e liberdade de poder escolher”, reage Vítor Amaral.

Ainda assim, deixa o aviso: a nova lei, sendo destinada às empresas deste setor, não vai abranger os condóminos que continuam a administrar o seu próprio condomínio.

Pode a empresa que administra o condomínio também tratar das limpezas?

É algo previsto na proposta do Governo: para evitar incompatibilidades, “as empresas de administração de condomínios não podem exercer outra atividade para o condomínio”, como serviços de limpeza ou jardinagem, descreve Vítor Amaral.

“Não pode ser também uma empresa de qualquer sócio, gerente ou familiar direto.

 Isto impede a criação de novas empresas, o que, na minha opinião, seria um absurdo”, refere.

A APEGAC concorda que devem ser evitadas incompatibilidades com serviços simultâneos, mas sugeriu ao Governo que a mesma empresa possa, por exemplo, fazer a administração do condomínio e a sua limpeza.

Com condições: “desde que os condóminos não se pronunciem em contrário” e que a empresa deixe claro no contrato quanto custa cada serviço, para evitar que as empresas mais pequenas do setor acabem penalizadas, perdendo negócio.

“Tem de haver este dever de transparência. 

Não é empresa de administração de condomínios que coloca lá prestadores de serviços seus sem os condomínios terem conhecimento”, argumenta.

Há mudanças nos seguros?

Para Vítor Amaral, perde-se uma oportunidade se o novo diploma não trouxer nada em relação aos seguros multirriscos para os condomínios, numa altura em que a frequência de tempestades e sismos se transformou numa preocupação para cada vez mais famílias.

“Devia haver um seguro único para cada edifício, de tipologia multirriscos, e não apenas contra o risco de incêndio [como previsto na lei]”, defende o porta-voz do setor, admitindo que tal implicaria alterações no próprio Código Civil.

Dá o exemplo de um condomínio com 10 frações: se cada fração tiver o seu seguro individual, e existindo um sinistro, terão de existir 10 participações, certamente a seguradoras diferentes.

“Há seguradoras, com a conivência de alguns administradores, a fazer seguros de partes comuns. 

Isto é uma aberração”, insiste, uma vez que existe uma ‘duplicação’ da proteção.

“Esta é, minha opinião, uma das grandes falhas se vier a ser aprovada como estava previsto”, lamenta.

Um cenário que é, no entanto, afastado pela tutela à CNN Portugal. Fonte oficial realça que o diploma “não incide sobre o condomínio em si (enquanto edifício gerido em regime de copropriedade), mas antes sobre a atividade económica exercida pelas empresas que prestam serviços externos de gestão e administração, de forma profissional e remunerada”.

A estas empresas, como já vimos acima, irá aplicar-se um seguro de responsabilidade civil para “acautelar o ressarcimento de eventuais danos causados aos condóminos ou a terceiros, decorrentes de ações ou omissões praticadas pelas empresas no exercício da sua atividade de gestão e administração de condomínios”..

Em matéria de conservação e obras, há novas exigências?

Mesmo que o administrador tenha um “dever de conservação”, da nova lei não deverá constar qualquer obrigação quanto a um plano de manutenção dos edifícios, adianta Vítor Amaral.

Para contrariar uma falta crónica de “manutenção preventiva” no país, o administrador poderá propor um plano de manutenção do edifício.

 Contudo, a decisão final será sempre dos moradores. 

“Ele pode fazer esse trabalho todo e a obra não ser aprovada na assembleia de condóminos”, remata.

Se o parque habitacional está degradado, diz, “ou é por inércia do administrador, ou, na maior parte das vezes, por dificuldades financeiras das famílias”.

A lei prevê um fundo de reserva equivalente a 10% do orçamento. 

Num condomínio com um orçamento de 5.000 euros, são 500 euros ao ano, “insuficiente” para fazer face às necessidades, mostra.

Uma “desvantagem” clara: comunicar obras às câmaras

Quando questionado sobre “desvantagens” da nova lei, Vítor Amaral identifica logo uma na proposta a que a APEGAC teve acesso: “há uma exigência de comunicação ao município de quaisquer obras que se realizem”.

Além das situações já previstas na lei  com ocupação da via pública ou com alterações arquitetónicas ao edifício -, “é uma coisa que não faz muito sentido quando falamos de obras de manutenção e conservação do edifício”.

“Cria-se também um problema para as câmaras, que têm de responder a todos os pedidos. 

E para os condomínios, com mais burocracia para tratar”, resume.

Fonte : CNN Portugal 










sábado, 15 de agosto de 2026

(Libertação de imprensa) - Verbas do jogo vão financiar projetos de qualificação do concelho de Espinho

 


Espinho receberá 2,5 milhões do jogo para investir no turismo


O município de Espinho vai receber cerca de 2,5 milhões de euros para financiar projetos de desenvolvimento turístico, ao abrigo de um protocolo celebrado com o Turismo de Portugal, que prevê a transferência de parte da receita do Imposto Especial de Jogo gerada pela concessão existente no concelho.


O acordo estabelece um apoio correspondente a 20% do valor estimado do Imposto Especial de Jogo relativo a 2026. Embora o montante máximo previsto ascenda a 3,56 milhões de euros, a autarquia estima receber um montante de aproximadamente 2,5 milhões de euros, em linha com os valores transferidos em anos anteriores.

As verbas destinam-se a financiar projetos de promoção turística e valorização do território, incluindo ações de comunicação e marketing territorial, organização de eventos de âmbito regional, nacional e internacional, requalificação da frente marítima e da economia azul, beneficiação dos passadiços costeiros, melhoria das condições do turismo balnear, requalificação de equipamentos turísticos e parques de recreio, bem como outros investimentos considerados estruturantes para aumentar a atratividade do concelho.

O presidente da Câmara, Jorge Ratola, diz que "este financiamento permitirá concretizar investimentos que qualificam a frente marítima, reforçam a atratividade turística, dinamizam a economia local e melhoram a qualidade dos espaços públicos". 

A Câmara pretende reforçar a estratégia de desenvolvimento turístico do concelho, apostando na valorização dos recursos naturais, culturais e patrimoniais e na consolidação de Espinho como destino turístico ao longo de todo o ano.




sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Lesados do BES em manifestação perto da residência de Luís Montenegro na Avenida 8


 BES: Lesados protestam alegando que há dinheiro para fragatas mas não para devolver poupanças


 O Grupo de Lesados do BES/Novo Banco está hoje a manifestar-se em Espinho, junto à casa do primeiro-ministro, alegando que há dinheiro para fragatas mas não para lhes devolver as poupanças perdidas na resolução do BES.


Este grupo de cidadãos tem vindo a organizar manifestações em que exigem que o Estado lhes devolva as poupanças que tinham investidas no Banco Espírito Santo (BES) e que perderam na resolução da entidade, em agosto de 2014.

Argumentam que então o Banco de Portugal lhes garantiu que essas estavam protegidas por uma provisão de 1.837 milhões de euros que obrigou o BES a fazer (na designada conta 'escrow') ainda no início de 2014 e que na resolução passou para o Novo Banco.

"Nós não somos lesados do BES, somos lesados da conta 'escrow'. 

Muitos lesados já morreram, outros têm as vidas destruídas, já foram feitas mais de 100 manifestações e ninguém quer assumir, e isto desde há 12 anos", disse António Silva ao telefone à Lusa, que indicou estarem cerca de 30 pessoas no protesto.

Já na semana passada os mesmos lesados organizaram uma manifestação em Espinho.

Segundo a mesma fonte, este problema não se resolve porque não há vontade, desde logo do Governo (PSD/CDS-PP), liderado por Luís Montenegro.

"O primeiro-ministro tem 4.000 milhões de euros para fragatas mas não podem repor? 

Têm milhões para gestores do Novo Banco e não podem repor?

 Têm de repor a conta 'escrow' e pagar o que é devido aos lesados", vincou.

António Silva foi muito crítico, sobretudo, para o atual PSD, que diz não querer ajudar a resolver o problema a estes lesados.

Explicou que, nas reuniões tidas, os deputados do PSD mandam os lesados para tribunal quando - acrescentou - os tribunais não resolvem o problema há já 12 anos, desde que foi a resolução do BES, e a sua situação específica os impede até de serem considerados credores do BES.

António Silva afirmou que uma conta 'escrow' é uma provisão fiduciária e irrevogável, e que isso mesmo está definido em Diário da República, pelo que é o Estado português que não está a cumprir a lei quando permitiu n(com as suas responsabilidades diretas na resolução do BES e na gestão subsequente do Novo Banco) que esse dinheiro fosse usado para outros fins e não para indemnizar clientes do BES.

O BES desapareceu há 12 anos, uma notícia que, no domingo 03 de agosto de 2014, surpreendeu apesar da sucessão de polémicas com o grupo.

Sobre a provisão criada para reembolsar clientes, essa nunca chegou a cumprir a sua função. 

Houve um debate entre o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre se o Novo Banco deveria ou não reembolsar os detentores destes títulos de dívida.

De um lado, o banco central defendia que o Novo Banco só podia avançar com uma solução se não afetasse o seu equilíbrio financeiro, enquanto a CMVM elaborou um parecer jurídico a atribuir a responsabilidade do reembolso ao Novo Banco.

Contudo, o dinheiro nunca foi devolvido aos clientes lesados.

Ainda assim, devido à muita pressão de clientes lesados, nos Governos de António Costa (PS) viriam a ser encontradas soluções que compensaram parcialmente clientes pelo dinheiro perdido, desde logo em papel comercial, que foi vendido pelo BES aos clientes como sendo um produto de capital garantido.

Contudo, houve lesados que não aceitaram, caso dos que integram este grupo, por considerarem que era insuficiente e que seria "colaborar com um crime e com uma burla".

Fonte :  Lusa/Fim












quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Eclipse total do Sol 2026 - Portugal e o Mundo fascinados e de olhos postos no céu

 

Portugal e o Mundo fascinados e de olhos postos no céu


Rufam os tambores: o primeiro evento de uma extraordinária série de três eclipses solares já passou. 


Em Portugal, voltaremos a ver um eclipse dessa vez anular a 26 de Janeiro de 2028. 

O país vizinho terá mais sorte.

O eclipse total do Sol de ontem é apenas o primeiro de três acontecimentos astronómicos que temos a sorte de poder observar num curto intervalo de tempo na Península Ibérica.

O segundo também será um eclipse total e terá lugar na manhã de 2 de Agosto de 2027, por volta das 09h50. 

Durará, no máximo, 4 minutos e 50 segundos. 

A faixa de totalidade atravessará o Sul de Espanha de oeste para leste, entrando pelo estreito de Gibraltar e saindo pelo Sudeste da Andaluzia, mas não percorrerá qualquer centímetro quadrado do território português. 

Se tiver oportunidade, programe visitas para Cádis (a cidade e a província serão das primeiras zonas de Espanha a entrar em totalidade), Málaga, o Sul da província de Granada, Almería ou Melilha. 

Devido à elevada altura do Sol acima do horizonte, será um espectáculo impressionante.

O terceiro será um eclipse anular. 

Terá lugar no dia 26 de Janeiro de 2028 e favorecerá o Sul de Portugal, com destaque para o Alentejo e o Algarve, pouco antes do anoitecer. 

Para observar o eclipse solar total seguinte, prepare-se. 

Terá de esperar até 2053 ! 


Fonte : National Geographie Portugal 


























































domingo, 9 de agosto de 2026

Na Rua 9, larápios levaram as quatro rodas de um carro e, na Rua 36, levaram uma roda de outro veículo

 

Larápios deixam veículo sem os cinco rodas em Espinho


Os  furtos de rodas e jantes em viaturas estacionadas na via pública, uma situação reportada em zonas centrais de Espinho (como a Rua 9 e a Rua 36)

Estes crimes costumam acontecer durante a madrugada e visam a revenda de peças no mercado ilegal.











Vêm aí alterações à gestão e administração de condomínios

Vem aí uma nova lei dos condomínios Haverá maior segurança e confiança.  Mas preços também poderão aumentar. O Governo está a preparar uma n...