segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Presidenciais 2026 - Henrique Gouveia e Melo na feira semanal de Espinho

 

  Henrique Gouveia e Melo na feira semanal de Espinho


 O candidato presidencial Gouveia e Melo desatou-se hoje a rir, quando foi confrontado com o facto de o seu adversário André Ventura ter criticado campanhas baseadas em ataques, a falar-se mal uns dos outros.


No domingo, em Viseu e em Aveiro, o presidente do Chega recusou um estilo de campanha presidencial em que os adversários passem o tempo a falar "mal uns dos outros" e considerou que "ninguém quer" isso no país.

"Eu quero fazer uma campanha elevada, discutir as causas e os problemas do país", contrapôs André Ventura.

Confrontado com estas declarações, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada reagiu soltando uma gargalhada:

"Eu vou rir-me, não há outra hipótese. 

Essa foi boa, essa é uma boa piada:

O candidato André Ventura lamentou os ataques", exclamou, sempre a rir-se perante os jornalistas.

Nas declarações que fez aos jornalistas, Gouveia e Melo criticou uma vez mais a "falta de transparência" na vida política.

"A transparência muitas vezes tem a ver também com a coragem para explicar à população as coisas que são difíceis de explicar. 

Há uma tendência para dourar a pílula - e isso é infantilizar a população. 

A população não precisa de ser infantilizada", defendeu.

Na opinião do almirante, quando se sabe o que se enfrenta, "consegue-se melhorar o planeamento, melhorar as capacidades para enfrentar as dificuldades".

"De facto, vamos viver um período muito difícil nas relações internacionais, que terão reflexos também na economia. 

Temos de ser verdadeiramente muito pragmáticos, fazer bom planeamento, mas também controlo ao nível da execução", sustentou.

Segundo o candidato presidencial, no caso da saúde,"a sensação é de desorganização e nem sequer há um bom controlo da execução - e a gestão obriga a um bom controle da execução".

"Uma boa gestão obriga à direção, que é o planeamento, depois à execução e depois ao controle dessa execução para corrigir todo o sistema", acrescentou, antes de voltar a invocar o que o país fez no combate à covid-19, designadamente em matéria de vacinação da população.

"Quando não há controlo, necessariamente a gestão tem depois problemas. 

Muitos não compreendem isto, porque nunca estiveram nestas situações", acrescentou.


Lusa/Fim














































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