Afluência e homenagens contrastam com falhas graves de segurança em obras
Enquanto centenas de cidadãos se deslocam ao Cemitério de Espinho para prestar homenagem aos seus entes queridos, a presença de jazigos e valas em construção sem vedação, sinalização ou proteção adequada expõe os visitantes a sérios riscos de segurança.
O Dia de Todos os Santos levou centenas de pessoas ao Cemitério de Espinho, num cenário tradicional de intensa romagem, marcado por campas enfeitadas com flores e o acendimento de velas que se prolongou até ao cair da noite.
No entanto, a data solene foi também ensombrada por preocupações relativas à falta de condições de segurança no recinto.
Perigo Aberto Junto aos Percursos de Circulação
Imagens recolhidas no local revelam uma situação crítica de vulnerabilidade:
Estruturas de jazigos em pleno processo de construção encontram-se totalmente abertas e desprotegidas, situando-se a poucos centímetros das vias de passagem dos visitantes.
O espaço em obras não possui barreiras físicas ou resguardos que impeçam quedas acidentais para o interior das valas.
Não se verificam tabuletas ou sinalética de advertência para alertar o público sobre o perigo evidente na zona.
Numa altura de grande afluência, que inclui pessoas de todas as idades, a ausência de medidas preventivas elementares constitui um risco direto para a integridade física dos cidadãos.
Chamada de Atenção para a Gestão do Espaço
Perante o cenário verificado, multiplicam-se os reparos quanto à necessidade urgente de fiscalização e implementação de normas de segurança em zonas de construção nos cemitérios municipais, garantindo que o direito à memória e ao luto decorra em plena segurança.