segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Empreendimentos de nova construção em São Félix da Marinha

 

86,6% dos portugueses obtiveram a licença de construção no tempo previsto


Em média, o tempo previsto para a obtenção da licença de construção foi de 105 dias e 86,6% das pessoas referiram que esse prazo foi cumprido. 


Este é o retrato da construção de casas em Portugal de acordo com o estudo “Construir Casa: Motivações e experiências de quem construiu casa nos últimos 2 anos”

Aquisição do terreno e elaboração do projeto

A maioria das pessoas recebeu o terreno de herança ou como doação (35%) ou adquiriu o terreno com capitais próprios (39,8%);

O tempo médio previsto para a obtenção da licença de construção foi de 105 dias e 86,6% dos inquiridos referiram que esse prazo foi cumprido. 

Apenas 13,4% falam numa derrapagem de tempo que chegou, nesses casos, em média, a 70 dias;

O tempo médio previsto para a elaboração dos projetos foi de 155 dias, com a maioria das pessoas a indicar que este período foi cumprido. 

Quando tal não aconteceu, como indicado por 14,7% dos inquiridos, houve uma derrapagem média de 159 dias para conclusão do projeto, demorando, assim, mais do dobro do tempo do inicialmente previsto;

Há vários tipos de dificuldades apontadas na primeira fase de construção, tais como: encontrar o terreno com as características desejadas (36,8%), burocracia com a aprovação do projeto de construção e licenciamento (34,4%) e encontrar um terreno na localização pretendida (29%). 

Apenas 5,9% identifica o financiamento do projeto como uma dificuldade.

Financiamento da construção

A maioria das pessoas recorre a crédito para construção (55%), seja como única fonte de financiamento (29,3%), seja associado a capitais próprios (25,7%);

Os portugueses pediram, em média, 189 mil euros de crédito para construção, sendo que esse valor terá representado 64,3% do custo total da construção. 

Neste processo de financiamento, as principais dificuldades passaram pela burocracia (30,4%), valor elevado da prestação (17,6%), tempo necessário para aprovação (16,1%) e valor disponível para entrada muito baixo (16,1%).

Novas formas de construir casas ganham relevância

55,3% das pessoas optaram por alvenaria, o método mais habitual no nosso mercado, mas 27,8% escolheram casas modulares e 10,3% casas em madeira, o que demonstra uma maior procura de alternativas no setor;

Os critérios que mais influenciaram a escolha dos materiais utilizados em obra foram o preço (77,3%), o conforto (62,8%) e a sustentabilidade dos mesmos (50,1%);

A maioria (72,5%) referiu que a construção foi feita por uma empresa de construção, havendo ainda 18,5% que confiaram num conhecido ou familiar para fazê-lo;

A perceção de que as obras em Portugal costumam derrapar no orçamento é contrariada pelos inquiridos deste estudo, já que 86,4% das pessoas que já terminaram a obra referem que o orçamento foi cumprido.

 Quando tal não aconteceu, deveu-se a aumento dos preços causado pela inflação (56,1%), alterações ao projeto inicial (46,3%), atrasos na obra (39%), e custos mal estimados (39%).

 Apenas 12,2% referem falta de mão de obra

 Para 85% das pessoas inquiridas, o tempo previsto para a construção foi cumprido, indicando um tempo médio de construção de 414 dias. 

Importância de personalizar a casa e de garantir qualidade

A maioria dos inquiridos (63,2%) decide construir uma habitação própria pela possibilidade de personalizar a casa. Quase metade (49,1%) aponta como razão a garantia de qualidade de construção e 36,7% referem a garantia de uma casa mais sustentável;

A maioria das habitações está a ser construída no distrito de residência atual (92,6%), pela proximidade de amigos e familiares e pelos bons acessos. 

O papel da sustentabilidade na tomada de decisão

59,7% dos inquiridos afirmam que a sustentabilidade desempenhou um papel importante nas decisões ligadas à construção de novas casas;

56,2% apontam como as principais preocupações que tiveram em termos de sustentabilidade se prenderam com o isolamento térmico e cobertura para redução do consumo de eletricidade e aquecimento, seguindo-se a maximização da luz/calor natural (46,3%) e obter uma boa classificação energética (30,6%);

A esmagadora maioria dos inquiridos (82%) conseguiu cumprir na totalidade as preocupações relativas à sustentabilidade no momento da construção;

77,8% dos inquiridos consideram muito importante que a sua casa tenha resistência a desastres naturais e 81,5% dos inquiridos incluíram, em projeto, formas de tornar as casas mais resistentes a estes fenómenos.

O inquérito contou com a participação de 611 inquiridos, de todas as regiões do país, que passaram pelo processo de construção de habitação própria nos últimos 24 meses, e que foi complementado com a análise dos resultados por um grupo de arquitetos.

















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