sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Ponto de situação - Obras da Linha Rosa do Metro do Porto

 


Parede de betão temporária pode ter obstruído rio da Vila


Construído "poço" temporário em frente à Estação de S. Bento para alterar percurso da água e permitir obra da Linha Rosa. Município questiona se o bloqueio foi a causa da enxurrada.


Há duas dúvidas sobre o que terá provocado uma enxurrada nunca vista na Baixa do Porto. 

Ambas estão relacionadas com o "poço" temporário, construído pela Metro do Porto, na Praça de Almeida Garrett, em frente à Estação de S. Bento, para desviar o rio da Vila durante a obra de construção da Linha Rosa. 

Uma das incertezas é se, tendo sido a estrutura nova construída de acordo com o projeto, não terá capacidade suficiente para albergar tanta água perante uma situação extrema; outra é se, porventura, foi mal construída.

O principal objetivo do "poço" é conduzir o rio da Vila até à Ribeira, mantendo o local onde desagua, mas chegando lá por outro caminho.

 E, para isso, um dos fluxos do rio - junto a essa nova estrutura -, foi parcialmente (e intencionalmente) bloqueado por uma parede em betão. 

Ou seja, no caso de o nível da água subir até esse bloqueio, deveria seguir o seu curso por uma das outras galerias já existentes há mais de 150 anos. Se isso terá, ou não, acontecido, será o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) a avaliar.

Fonte JN






















Fotogaleria Gazeta de Espinho - Operação Vórtex em Espinho

 

Operação Vórtex



















Operação Vórtex - Ministério Público pele prisão preventiva para ex-autarca de Espinho e para empresário

 


Ministério Público pele prisão preventiva para ex-autarca de Espinho e para empresário



 - O Ministério Publico pediu prisão preventiva para o ex-presidente da Câmara de Espinho, Miguel Reis, e para o empresário José Pessegueiro, detidos por suspeitas de corrupção no âmbito da Operação Vórtex, disse hoje um dos advogados intervenientes no processo.


Segundo aquele advogado, para os restantes três detidos “não foi pedida nenhuma medida de coação especial”, pelo que vão ser libertados esta tarde.

As medidas de coação a aplicar ao ex-autarca Miguel Reis e aquele empresário vão, segundo a mesma fonte, ser anunciadas no sábado, às 12:00.

Em comunicado, na terça-feira, a Polícia Judiciária (PJ) explicou que estas cinco pessoas foram detidas na sequência de cerca de duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local, residências de funcionários desta e diversas empresas sediadas nos concelhos de Espinho e Porto.

Miguel Reis foi ouvido na quinta-feira, durante quase cinco horas, no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências, revelou fonte judicial.

Miguel Reis renunciou na quinta-feira ao mandato para o qual foi eleito em 2021, com 40,23% dos votos.

Além do ex-autarca de Espinho (Aveiro), foram detidos o chefe da divisão do Urbanismo da autarquia, José Costa, e três empresários.

A operação da Polícia Judiciária, denominada de Vórtex, contou com a presença de magistrados do Departamento de Investigação e de Ação Penal (DIAP) Regional Porto, investigadores e peritos financeiros da Diretoria do Norte, bem como de peritos informáticos de várias estruturas daquela polícia.“A investigação versa sobre projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”, explicou a PJ.


Fonte Lusa /Fim










quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Pinto Moreira vai renunciar à vice-presidência parlamentar do PSD - Montenegro



Pinto Moreira vai renunciar à vice-presidência parlamentar do PSD




O líder do PSD afirmou hoje que Joaquim Pinto Moreira vai deixar a vice-presidência do grupo parlamentar social-democrata e a presidência da comissão parlamentar de revisão constitucional, após ter sido alvo de buscas domiciliárias no âmbito da operação Vórtex.




“O deputado Joaquim Pinto Moreira, que é um deputado que eu conheço muitíssimo bem e há muitos anos, vai renunciar hoje mesmo à sua posição enquanto vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD e como presidente da comissão de revisão constitucional”, anunciou Luís Montenegro numa entrevista ao canal televisivo SIC, conduzida pelo jornalista Bernardo Ferrão.

O líder do PSD afirmou que esta decisão foi combinada com Joaquim Pinto Moreira na terça-feira: “Eu tive uma conversa nesse dia depois das diligências [judiciais] em que ele me procurou, precisamente para tentar perceber o que estava a acontecer”.

O presidente da Câmara de Espinho, Miguel Reis (PS), um funcionário desta e três empresários foram detidos na terça-feira por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências na Operação Vórtex, disseram à Lusa fontes ligadas à investigação.

No âmbito desta operação, a residência de Joaquim Pinto Moreira também foi alvo de buscas.

Na terça-feira, o chefe de gabinete da presidência da Câmara de Espinho, Nuno Cardoso, disse à Lusa que “a investigação incide essencialmente sobre operações urbanísticas realizadas no mandato anterior”, versão contestada por Pinto Moreira, que liderou o município entre 2009 e 2021.

Entretanto, hoje, Miguel Reis renunciou ao seu mandato como presidente da Câmara Municipal de Espinho, “na sequência das diligências efetuadas no âmbito da Operação Vórtex”.

Joaquim José Pinto Moreira foi eleito deputado pela primeira vez nas legislativas de 2022, tendo chegado a vice-presidente da bancada social-democrata na direção de Joaquim Miranda Sarmento, já depois de Luís Montenegro assumir a presidência do PSD.

Recentemente, Pinto Moreira foi indicado pelo PSD para presidir à Comissão Eventual de Revisão Constitucional, que tomou posse em 04 de janeiro.

Pinto Moreira foi um dos principais apoiantes de Montenegro na sua ascensão à liderança, tendo sido um dos poucos militantes destacados presentes quando este, em janeiro de 2019, desafiou o então presidente Rui Rio a convocar diretas antecipadas.

Fonte  Lusa/Fim



Maria Manuel Cruz assume presidência da Câmara Municipal de Espinho



Maria Manuel Cruz assume presidência da Câmara Municipal de Espinho



Maria Manuel Cruz vai assumir a presidência da Câmara de Espinho, sucedendo a Miguel Reis, detido no âmbito da operação Vórtex, que hoje renunciou ao mandato à frente da autarquia, anunciou em comunicado o município.




“Na sequência da renúncia ao mandato autárquico por parte de Miguel Reis e dando cumprimento aos procedimentos previstos na lei, será a vereadora Maria Manuel Cruza assumir a Presidência da Câmara Municipal de Espinho”, lê-se no documento.

A nova presidente ocupava o terceiro lugar nas listas do Partido Socialista nas eleições autárquicas de 2021 e exercia, até hoje, os pelouros da Educação, Cultura, Ambiente e Modernização Administrativa, acrescenta o documento.

Álvaro Monteiro, número dois da lista, que exercia funções de vice-presidente da autarquia em regime de não permanência, renunciou também ao mandato, não assumindo a presidência da autarquia por impossibilidade de compatibilizar a sua atividade profissional enquanto médico e diretor no Centro Hospitalar de Vila Nova Gaia/Espinho com essas funções, explica a autarquia do distrito do Porto.

Maria Manuel Cruz nasceu em Espinho há 63 anos e é professora de física e química, com mais de 36 anos ao serviço da escola pública, lê-se na nota biográfica.

Miguel Reis revelou hoje, em comunicado enviado à Lusa, renunciar ao seu mandato como presidente da Câmara Municipal de Espinho após ter sido envolvido numa investigação sobre corrupção envolvendo interesses imobiliários.

“Na sequência das diligências efetuadas no âmbito da Operação Vórtex, tomei, de livre e espontânea vontade, a decisão de renunciar, com efeitos imediatos, ao mandato para o qual fui eleito na Câmara Municipal de Espinho e, consequentemente, nas instituições onde, por inerência de funções, representava a autarquia. Uma renúncia que se estende às funções que exercia nos diferentes níveis de organização do Partido Socialista”, revelou o político.


Fonte Lusa/Fim




Operação Vórtex - Miguel Reis renuncia à presidência da Câmara Municipal de Espinho



Miguel Reis renuncia à presidência da Câmara Municipal de Espinho




O socialista Miguel Reis, detido na terça-feira no âmbito da Operação Vórtex devido a acusações de corrupção envolvendo interesses imobiliários, renunciou hoje ao seu mandato como presidente da Câmara Municipal de Espinho, revelou o próprio em comunicado pessoal.



Arquiteto, professor e investigador, esse autarca do distrito de Aveiro foi eleito para o cargo nas autárquicas de 2021, então com 40,23% dos votos, e renuncia agora também às funções de presidente da comissão política do PS de Espinho, para o qual foi reeleito em outubro de 2022.

Em nota enviada à Lusa, Miguel Reis declara: 

“Na sequência das diligências efetuadas no âmbito da Operação Vórtex, tomei, de livre e espontânea vontade, a decisão de renunciar, com efeitos imediatos, ao mandato para o qual fui eleito na Câmara Municipal de Espinho e, consequentemente, nas instituições onde, por inerência de funções, representava a autarquia. Uma renúncia que se estende às funções que exercia nos diferentes níveis de organização do Partido Socialista”.

O assim ex-presidente da câmara diz que toma a decisão “de consciência absolutamente tranquila” e acrescenta: “Reitero, de forma inequívoca, a minha inocência perante as acusações que me são imputadas e repudiando, de forma veemente, as informações e acusações falsas e sem a mínima correspondência com a realidade que foram sendo avançadas nos últimos dias, com particular repulsa pela manchete que hoje mesmo foi publicada por um órgão de comunicação social”.

 Miguel Reis espera assim “resguardar” a sua família “dos efeitos nocivos da exposição mediática” associada ao caso, focar-se na sua “plena defesa” e também “salvaguardar o normal funcionamento da instituição ‘Câmara Municipal de Espinho’”.

 Ainda detido nas instalações da Polícia Judiciária do Porto quando remeteu o comunicado à Lusa, o arquiteto acrescenta: “Sempre encarei o exercício de funções autárquicas e a participação na vida política como um ato desinteressado de cidadania ativa. Aliás, repetidamente defendi não ‘ser’ presidente de câmara e apenas ‘estar’ como presidente de câmara, encarando esta função com espírito de missão e como um mero lugar de passagem”.

 É aludindo a esse “sentido de desapego e independência” que Miguel Reis quer agora preservar os interesses de Espinho, recordando: 

“Sempre mantive uma voz ativa em defesa de Espinho e dos espinhenses, alertando, antes e depois de exercer funções autárquicas e em diferentes momentos e fóruns, para alguns dos factos e práticas que agora constituem a base e a essência desta investigação – e que não incidem em atos praticados por mim ou durante a vigência do meu mandato”.

 Fonte oficial da Câmara de Espinho diz que será agora iniciado o processo de sucessão, que deverá confiar a liderança da autarquia a Álvaro Monteiro, atual vice-presidente da mesma e antigo presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Gaia e Espinho.

 

Fonte Lusa/Fim




quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Operação Vórtex - CDU diz que sempre houve “interesses imobiliários” e “caos urbanístico” em Espinho

 


CDU diz que sempre houve “interesses imobiliários” e “caos urbanístico” em Espinho



A comissão coordenadora da CDU de Espinho disse hoje, a propósito da Operação Vórtex e da detenção do presidente da Câmara dessa autarquia do distrito de Aveiro, que sempre houve “interesses mobiliários” e “caos urbanístico” no concelho.


A coligação, que está representada com um eleito na Assembleia Municipal de Espinho, afirma: “A CDU não pode deixar de lembrar as denúncias repetidas que fez acerca do domínio dos interesses imobiliários sobre as políticas autárquicas praticadas ao longo de décadas pelos executivos PS e PSD, com a dramática expulsão da população jovem e ativa do concelho por falta de habitação a preço acessível”.

A reação da coligação entre o Partido Comunista Português e Os Verdes surge na sequência de uma investigação da Polícia Judiciária por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências, que resultou na detenção, na terça-feira, do presidente da Câmara de Espinho, o socialista Miguel Reis, de um funcionário da autarquia e de três empresários.

Em comunicado, na terça-feira, a PJ explicou foram feitas cinco detenções que ocorreram na sequência de cerca de duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local, residências de funcionários desta e diversas empresas sediadas nos concelhos de Espinho (Aveiro) e Porto.

As buscas incluíram a residência do anterior presidente da Câmara e atual vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Joaquim Pinto Moreira.

“A investigação versa sobre projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”, explicou a PJ.

Atribuindo responsabilidades aos responsáveis políticos e executivos camarários do PSD e PS pelo “caos urbanístico existente no concelho”, a CDU acredita que “os espinhenses saberão aguardar que a justiça prossiga os seus trâmites quanto à responsabilidade criminal dos visados” e adianta que condenará “quaisquer tentativas de perturbação do inquérito ou de julgamentos em praça pública”.

A Operação Vórtex da PJ contou com a presença de magistrados do Departamento de Investigação e de Ação Penal (DIAP) Regional Porto, investigadores e peritos financeiros da Diretoria do Norte, bem como peritos informáticos de várias estruturas daquela polícia.


Fonte Lusa /Fim



 Polícia Judiciária em Espinho


1. A Polícia Judiciária fez buscas na Câmara Municipal de Espinho, em empresas e em casasparticulares dos concelhos de Espinho e do Porto, e deteve o Presidente da Câmara, oChefe da Divisão de Urbanismo da Autarquia, um arquitecto e dois empresários ligados àconstrução, para além de ter solicitado o levantamento de imunidade parlamentar aoanterior Presidente da Câmara, actual deputado no Parlamento.


2. Segundo a Polícia Judiciária, “os detidos (…) encontram-se indiciados pela prática doscrimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poder e tráfico deinfluências” em “projectos imobiliários e respectivo licenciamento, respeitantes a edifíciosmultifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas demilhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos.”


3. Os Espinhenses saberão aguardar que a Justiça prossiga os seus trâmites quanto àresponsabilidade criminal dos visados, condenando-se quaisquer tentativas deperturbação do inquérito ou de “julgamentos em praça pública”.


4. A Comissão Coordenadora de Espinho da CDU não pode deixar de lembrar as denúnciasrepetidas que fez acerca do domínio dos interesses imobiliários sobre as políticasautárquicas praticadas ao longo de décadas pelos executivos PS e PSD, com a dramáticaexpulsão da população jovem e activa do Concelho por falta de habitação a preço acessível.


5. Relembre-se que, em comunicado de Junho de 2021, a CDU denunciou os “comes-ebebes” dos eleitos da Assembleia Municipal (PS, PSD, BE) e dos presidentes das Juntas de Freguesia num hotel local, em encontro com a empresa proponente da futura construção de arranha-céus na zona do antigo Matadouro feito antes da sessão daquele órgão autárquico, que acabaria por aprovar a isenção do “mega-empreendimento” no pagamento das respectivas taxas, cujo valor ascende a meio milhão de euros.


6. O eleito da CDU foi o único a recusar o convite, tendo votado contra a proposta da Câmara na Assembleia Municipal.


7. O “caos” urbanístico existente no Concelho de Espinho tem como responsáveis políticos os executivos camarários do PSD e do PS.








terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Grupo Fortera nega “qualquer envolvimento" na Operação Vórtex da PJ em Espinho e Pinto Moreira diz que atual Câmara de Espinho acusa antecessores para “desviar o foco”



Grupo Fortera nega “qualquer envolvimento" na Operação Vórtex da PJ em Espinho



 O grupo Fortera, promotora imobiliária, negou hoje “qualquer envolvimento” na Operação Vórtex levada a cabo pela Polícia Judiciária (PJ) e que culminou na detenção do presidente da Câmara Municipal de Espinho, um funcionário desta e três empresários.




“Apesar de ter negócios de promoção imobiliária [Fortera] em Espinho não há qualquer envolvimento na operação levada a cabo esta terça-feira pela Polícia Judiciária naquele concelho”, referiu a administração da empresa, em comunicado enviado à Lusa, depois de o seu nome ter sido envolvido nesta operação.

Além disso, a administração esclareceu que o diretor-executivo, Elad Dror, não foi detido, nem recebeu qualquer notificação nesse sentido.

“A empresa tem como valores fundamentais a integridade e a transparência em todas as suas ações e decisões. Desde a fundação, trabalha constantemente para a garantir que todas as suas práticas assentem na ética e na honestidade, com o compromisso da transparência em todas as áreas de atividade, incluindo relações com clientes, colaboradores e acionistas”, sustentou ainda.

E acrescentou: “esses valores são essenciais para construir relacionamentos de confiança e sustentar o sucesso no longo prazo”.

O presidente da Câmara de Espinho, um funcionário desta e três empresários foram hoje detidos por suspeitas de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências na Operação Vórtex, disseram à Lusa fontes ligadas à investigação.

Em comunicado, a PJ explicou hoje que estas cinco pessoas foram detidas na sequência de cerca de duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local, residências de funcionários desta e diversas empresas sediadas nos concelhos de Espinho (Aveiro) e Porto.

Posteriormente, fonte dessa autarquia do distrito de Aveiro adiantou à Lusa que as buscas da PJ prendem-se com licenciamentos urbanísticos do anterior mandato, confirmando buscas à residência do anterior presidente também.

Fonte Lusa/Fim








































Pinto Moreira diz que atual Câmara de Espinho acusa antecessores para “desviar o foco”


O ex-presidente da Câmara de Espinho Joaquim Pinto Moreira, cuja residência foi hoje sujeita a buscas pela Polícia Judiciária (PJ), defende que o atual executivo camarário está a atribuir responsabilidade à anterior gestão para “desviar o foco” das atenções.



Em causa está a Operação Vórtex, que, de acordo com a PJ, está a envolver cerca de 20 buscas domiciliárias e não domiciliárias a serviços dessa autarquia do distrito de Aveiro, residências de funcionários da Câmara e diversas empresas sediadas em Espinho e no Porto – e de que resultaram já cinco detidos confirmados.

Um deles é o atual presidente da Câmara, o socialista Miguel Reis, e outro o chefe de Divisão de Obras na Câmara, José Costa, sobre cujas detenções o chefe de gabinete da presidência, Nuno Cardoso, disse esta tarde à Lusa: “A investigação incide essencialmente sobre operações urbanísticas realizadas no mandato anterior”.

A residência de Joaquim Pinto Moreira também foi sujeita a buscas, mas, gozando de imunidade parlamentar devido às suas atuais funções de deputado e vice-presidente da bancada do PSD na Assembleia da República, esse autarca só reagiu publicamente ao assunto após a Lusa divulgar o que ele classifica como a “desinformação tendenciosa” veiculada pelo executivo PS.

“Repudio de forma veemente as declarações do chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal de Espinho, que, irresponsável e inapropriadamente, quis desviar o foco de uma investigação que não me tem, certamente, no seu epicentro”, declara Pinto Moreira em comunicado.

“Repudio igualmente tentativas soezes de contaminação informativa com matérias absolutamente ausentes de qualquer investigação”, acrescenta.

O ex-autarca e atual deputado afirma que “o contexto investigatório [da Operação Vórtex] reporta ao ano de 2022 e respeita a intenções de investimento não concretizadas e a operações urbanísticas tramitadas no atual mandato autárquico, ainda que algumas possam ter transitado de mandatos anteriores”.

Pinto Moreira revela ainda o material que a PJ apreendeu em sua casa: “O meu computador profissional, que uso no exercício da minha profissão de advogado, e o meu telefone. Nada mais foi apreendido, seja documento ou qualquer outro elemento”.

O comunicado termina com a afirmação da sua “total disponibilidade para colaborar com a descoberta da verdade e com as autoridades judiciárias nos termos e decisões por essas tomadas” e conclui: “Se vier a ser solicitado o levantamento da minha imunidade parlamentar, estarei totalmente disponível para, seja em que qualidade for, colaborar totalmente com a justiça”.

Após três mandatos como presidente da Câmara Municipal de Espinho entre 2009 e 2021, Pinto Moreira foi pela primeira vez eleito deputado nas legislativas de 2022, pelo círculo do Porto. Chegou a vice-presidente da bancada social-democrata na direção de Joaquim Miranda Sarmento, já depois de Luís Montenegro, também natural de Espinho, assumir a presidência do PSD, e, desde o dia 04 de janeiro, preside à representação social-democrata da Comissão Eventual de Revisão Constitucional, por indicação do seu partido.

Pinto Moreira foi, aliás, um dos principais apoiantes de Montenegro na sua ascensão à liderança, revelando-se um dos poucos militantes destacados que acompanharam presencialmente o momento em que, em janeiro de 2019, o agora líder do PSD desafiou o então presidente Rui Rio a convocar diretas antecipadas.

Além do atual presidente da Câmara Municipal de Espinho, Miguel Reis, a operação Vórtex fez pelo menos outras quatro detenções.

Segundo a PJ, todos os detidos estão indiciados pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências. A investigação versa sobre “projetos imobiliários e respetivo licenciamento”, todos eles “respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras” envolvendo “interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”.


Fonte Lusa/Fim









































Câmara de Espinho atribui buscas da PJ a projetos imobiliários do anterior mandato PSD



Câmara de Espinho atribui buscas da PJ a projetos imobiliários do anterior mandato PSD




As buscas que a Polícia Judiciária (PJ) tem a decorrer na Câmara de Espinho prendem-se com licenciamentos urbanísticos do anterior mandato, revelou hoje fonte dessa autarquia do distrito de Aveiro, confirmando buscas à residência do anterior presidente também.




A informação foi dada à Lusa pelo chefe de gabinete da atual presidência, Nuno Cardoso, que afirma:

 “As buscas ainda estão a decorrer e o nosso acesso à informação é muito limitado, mas o que podemos dizer é que a investigação incide essencialmente sobre operações urbanísticas realizadas no mandado anterior”.

Miguel Reis, o socialista que atualmente lidera a câmara, está detido no âmbito da operação Vortex, “mas ainda se encontra no edifício e ainda não foi constituído arguido”. 

Nuno Cardoso explica, aliás, que a detenção “prende-se com o facto de o atual presidente ser o detentor da pasta do Urbanismo, pelo que é responsabilizado por operações dessa natureza que transitem do mandato anterior para o atual”.

O chefe de gabinete confirma que a residência do anterior presidente da câmara, Joaquim Pinto Moreira, “também foi sujeita a buscas” e refere que esse ex-autarca do PSD só ainda não terá sido detido devido à sua imunidade parlamentar, já que atualmente exerce funções de deputado na Assembleia da República como eleito pelo círculo do Porto.

Também no âmbito da Operação Vórtex, outros detidos confirmados por Nuno Cardoso são José Costa, funcionário da Câmara de Espinho como chefe da divisão de Urbanismo da autarquia, e Francisco Pessegueiro, ligado à imobiliária Pessegueiro Investments e à cadeia de talhos que adota o mesmo sobrenome.

A mesma fonte adianta que o “Grupo Fortera também está envolvido na investigação”.

Fonte ligada ao PS local adianta que desse grupo israelita foi detido o empresário Elad Dror e acrescenta que outra detenção foi a do arquiteto João Rodrigues, do gabinete JRCP Arquitetos, com sede em Espinho.

Sobre o mesmo caso, o vice-presidente da distrital de Aveiro do Partido Socialista, Hugo Oliveira, disse à Lusa: “Fomos apanhados de surpresa coma detenção do Miguel Reis e ainda não temos muita informação sobre o sucedido. Tivemos indicação de que os factos remontam a 2018, mas sem qualquer contexto adicional”.

Para Hugo Oliveira, é preciso “esperar que a Justiça e o Estado realizem agora o seu trabalho”, na expectativa de que, “o quanto antes, Miguel Reis possa esclarecer devidamente esta situação junto das entidades competentes”.

Através da Diretoria do Norte da PJ e com base num inquérito-crime titulado pelo Ministério Público do Porto, a Operação Vortex já envolveu hoje cerca de 20 buscas domiciliárias e não domiciliárias a serviços da Câmara de Espinho, residências de funcionários da autarquia e diversas empresas sedeadas nesse concelho e também no do Porto.

Dessa atividade resultou a detenção de cinco pessoas. 

Todos os detidos estão indiciados pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências.

Segundo a PJ, “a investigação versa sobre projetos imobiliários e respetivo licenciamento”, todos eles “respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras” envolvendo “interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos”.


Fonte Lusa/Fim

Presidente da Câmara de Espinho foi detido pela PJ



Presidente da Câmara de Espinho detido pela PJ



Além de Miguel Reis, que foi eleito presidente da Câmara de Espinho, distrito de Aveiro, pelo PS nas autárquicas de 2021, outras, foi ainda detido um empregado da autarquia e três empresários.


Sem revelar nomes, o Ministério Público confirmou a operação policial, salientando que tal se tratou de uma "investigação da criminalidade económico-financeira".

"Foram executadas cerca de duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local, residências de funcionários da autarquia e diversas empresas sedeadas nos concelhos de Espinho e Porto, tendo-se procedido à detenção de cinco pessoas. 

Os detidos, um titular de cargo político, um funcionário da autarquia e três empresários, encontram-se indiciados pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, abuso de poderes e tráfico de influências", começa por ler-se no comunicado, onde é revelado também a origem desta operação.

"A investigação versa sobre projetos imobiliários e respetivo licenciamento, respeitantes a edifícios multifamiliares e unidades hoteleiras, envolvendo interesses urbanísticos de dezenas de milhões de euros, tramitados em benefício de determinados operadores económicos", lia-se.


Fonte Lusa/Fim



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