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sábado, 10 de fevereiro de 2007
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
sábado, 13 de janeiro de 2007
O fim do Bairro de Paramos
Natacha Palma, Artur Machado
No passado dia 5 de Novembro, houve missa na Capela de S. João e de Senhora da Aparecida, no Bairro da Praia de Paramos, em Espinho, situada numa espécie de promontório frente ao mar, com pedras a servir-lhe de calço. Foi um dia de temporal. As palavras do pároco eram praticamente abafadas pelo som das ondas a bater contra as rochas, descalçando o edifício quase centenário. A capelinha abanava por todos os lados. "É desta", pensaram muitos.
A população do bairro, constituído por edifícios construídos clandestinamente em zona de domínio público marítimo, há muito que vive "habituada" a ter o mar a bater-lhe à porta. Não é por acaso que o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) prevê a retirada da povoação, onde vivem cerca de 500 pessoas.

E outra hipótese não é, para já, colocada. Segundo Veloso Gomes, especialista em Hidráulica e Defesa Costeira e coordenador dos estudos para a Estratégia Integrada de Gestão da Zona Costeira, não existe qualquer projecto para defesa daquela zona costeira. "Claro que se houvesse uma situação de emergência em que a população estivesse em risco iminente, algo teria de ser feito, mas a prioridade passa pela retirada da população", explicou.
O problema é que a comunidade não está pelos ajustes. Com raízes muito vincadas, não aceita com facilidade viver noutro local. Aliás, algumas das cerca de 40 pessoas que foram realojadas há sete anos pela Câmara de Espinho no complexo habitacional da Quinta de Paramos voltaram para o velho bairro.
Por outro lado, sabendo o risco que corre, a população há muito que reivindica por obras de defesa e até acredita que elas irão ser feitas. Américo Castro, presidente da Junta de Freguesia de Paramos, garantiu ao JN que tem indicações nesse sentido de que o POOC o prevê. "São seres humanos que ali vivem e enquanto não for encontrada uma solução viável para o seu realojamento há que fazer obras que os protejam dos ataques diários do mar", afirmou. "Se não for por nós, será pelo menos para defender a ETAR (construída em plena duna há cerca de 15 anos), que estão agora a ampliar", explicou um empresário local.
Mas não será bem assim. Segundo Veloso Gomes, a ETAR está defendida por um esporão a sul, além de que, há cerca de dez anos, foi construída uma duna artificial frente ao equipamento. Quanto à população, pouco ou nada existe a defendê-la. "E quando as ondas conseguirem finalmente abalroar a capela, a povoação, situada a uma cota mais baixa, vai ser invadida pelo mar", vaticinou Veloso Gomes.
Da parte da Câmara, o vice-presidente, Rolando de Sousa, admite que a questão é complexa e por isso mesmo só poderá ser resolvida através de um "desígnio nacional". "A Câmara não tem meios próprios para realojar toda aquela população", concluiu.
"O mar está-lhes no sangue"
O Bairro da praia de Paramos existe há cerca de um século, altura em que pescadores de Ovar ali construíram palheiros onde guardavam o gado que arrastava as redes de pesca depois da faina realizada ali ao largo. Com o tempo, os pescadores instalaram-se de vez no local, construindo novos palheiros. Os palheiros deram lugar a casas de madeira que, mais tarde, há cerca de 80 anos, foram "forradas" a tijolo e as tábuas retiradas. "As pessoas que lá vivem são, na maioria, descendentes dos primeiros pescadores, transformando aquela comunidade numa grande família", explicou Américo Castro. "Não é por acaso que não querem sair de lá. O mar está-lhes no sangue e nunca poderão ser afastados dele. Qualquer solução que tenha se ser encontrada para os realojar, tem de ser perto da praia, a não mais de 500, 600 metros, ou nunca será possível convencê-los a sair dali", concluiu o autarca
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Um dia em..Espinho


Espinho (ESP) é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Aveiro, à Região Norte e à Área Metropolitana do Porto, com 9 832 habitantes no seu perímetro urbano (2011).
É sede de um pequeno município urbano, com 21,06 km² de área e 29 547 habitantes (2017),subdividido em 4 freguesias.
O município é elo município de Vila Nova de Gaia, a leste por Santa Maria da Feira, a sul por Ovar e a oeste pelo Oceano Atlântico.
Em 17 de agosto de 1899 foi criado o concelho de Espinho.
Já em tempos do domínio romano na região existia um castro, o chamado Castro de Ovil, povoação referenciada pela primeira vez num documento de 1013, que assentava numa pequena colina de forma circular rodeada por um fosso a Norte e Nascente e por uma ribeira a Sul e Poente, que actualmente se encontra na Freguesia de Paramos.
Há cerca de 200 anos a zona de Espinho começou a ser utilizada para a pesca, ainda de forma sazonal. Esses primeiros ocupantes não construíram habitações, permanecendo na costa apenas durante a companha, para regressar à terra de origem no inverno, quando a violência do mar impossibilitava a pesca em segurança.
A fixação da população começou a fazer-se por volta do ano de 1776 (o concelho foi criado apenas em 1899, por desmembramento de Santa Maria da Feira), quando surgiram as primeiras habitações (os palheiros), feitas em madeira com os telhados revestidos com terra. A transição da madeira para a pedra ocorreu lenta e gradualmente e passou por uma fase intermédia, em que os palheiros, ainda de madeira, ostentavam uma fachada principal em pedra e cal.
Mais tarde, muitas destas habitações seriam adquiridas e transformadas, por famílias de posses, dando origem à colónia balnear de Espinho.
A devoção religiosa das pessoas da região levou à edificação, ao longo dos séculos, de diversos monumentos espalhados pela cidade e arredores.
Hoje Espinho é uma cidade moderna, com importante atividade turística, acolhendo ao longo do ano milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.
Espinho é uma cidade conhecida pela sua feira centenária, gastronomia, potencial nas áreas do turismo e lazer, e pelo seu Casino.
FEST ̶ Festival Novos Realizadores
Novo Cinema: é uma celebração única de novo cinema e de novos cineastas.
É um festival de cinema anual multifacetado que decorre na última semana de Junho na cidade de Espinho.
Em 2018, o FEST chega à sua 14ª edição que terá lugar entre os dias 18 e 25 de Junho de 2018.
Feira semanal
É a maior feira semanal do país (e possivelmente da península ibérica), realizando-se todas as segundas-feiras, exceptuando alterações devidas a feriados.
A realização da feira ocupa uma grande extensão da Avenida 24, desde o centro da cidade à freguesia de Silvalde, podendo-se aí encontrar uma grande variedade de produtos.
São bem característicos da feira de Espinho a venda dos legumes e frutos de pequenos agricultores da zona, a venda do peixe pelas vareiras e o comércio dos ciganos, a que se juntam os tradicionais pregões.
CINANIMA
Festival Internacional de Cinema de Animação tem lugar todos os anos em Espinho, normalmente no mês de Novembro.
O CINANIMA é um importante festival do cinema de animação a nível mundial.
É organizado pela Cooperativa de Acção Cultural Nascente e pela Câmara Municipal de Espinho.
Festival de Música de Espinho
Criado em 1974, este festival de música clássica é organizado anualmente pela Academia de Música de Espinho com o apoio da Câmara Municipal.
Auditório de Espinho
Sala de concertos, teatro e dança e novo circo que faz parte da Academia de Espinho. Com uma programação mensal que aposta na variedade, inovação e qualidade.
O AdE pretende assegurar anualmente uma produção cultural regular, que assente em produções próprias, co-produções e acolhimentos nos domínios musical, teatral, da dança e novo circo.
Centro Multimeios de Espinho
Iniciativas diversificadas e eventos culturais têm lugar no Centro Multimeios de Espinho, incluindo o CINANIMA.
As pessoas interessadas em astronomia poderão assistir sessões no planetário, visitar a cosmoteca (biblioteca de astronomia) e participar em observações astronómicas que ocorrem regularmente.
Etapas dos circuitos mundiais de Surf e Voleibol de Praia acontecem no Verão.
Festas populares
São João, São Pedro, São Martinho, Nossa Sr.ª do Mar, Nossa Sr.ª das Dores e Nossa Senhora da Ajuda.
Encontro de Homens-Estátua
Anualmente realiza-se no parque da cidade um dos maiores eventos deste tipo na Europa.
Feira dos " peludos"
Realiza-se no primeiro domingo de cada mês. Vendem-se principalmente antiguidades variadas.
Transportes
A maior parte do concelho de Espinho encontra-se coberta por companhias de transporte privadas, como por exemplo UTC e a Auto Viação Feirense.
Diversas auto-estradas garantem o acesso à cidade: A1, A29 e A41.
A CP tem a Estação Ferroviária de Espinho é uma interface da Linha do Norte e é o início da Linha do Vouga.
Educação
A cidade de Espinho possui várias escolas, jardins de infância, ensino primário, básico e secundário.
O Parque Escolar de Espinho divide-se em dois agrupamentos, o agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira e o agrupamento de Escolas Dr. Manuel Gomes Almeida.
Em relação ao Ensino Superior existiu até final de 2016 um Instituto Superior. Ainda existem várias escolas profissionais e escolas de Música.
Centro Escolar
Centro Escolar Silvalde
Centro Escolar de Anta e Esmojães
Centro Escolar Paramos
Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Gomes de Almeida
Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira
Escola Profissional de Espinho ESPE
Bibliotecas
A rede de bibliotecas de Espinho é constituída por uma Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva e 6 Bibliotecas Escolares.
Fórum de Arte e Cultura e Museu Municipal de Espinho
O Fórum de Arte e Cultura de Espinho surgiu do projecto de reabilitação da antiga Fábrica de Conservas Brandão, Gomes & C.ª; trata-se de um espaço dedicado à investigação, ao desenvolvimento cultural e à prestação de serviços à comunidade, numa confluência entre conhecimento, formação, educação e lazer.
O Museu Municipal de Espinho ocupa o núcleo central da antiga fábrica.
"Constitui-se como um espaço dinâmico, de interacção entre o passado e o presente.
A concepção museográfica integra três exposições permanentes: fábrica de conservas, arte xávega e bairro piscatório/operário.
A funcionalidade do museu municipal passa, também, por uma galeria de exposições temporárias, pelo centro de documentação e investigação em história local e por um serviço educativo aberto às escolas e restante população".
Centro Multimeios de Espinho
O Centro Multimeios de Espinho é um espaço polivalente, aberto à realização de reuniões, congressos e exposições.
Inclui um auditório com cerca de 300 lugares, devidamente equipado com a mais moderna tecnologia de som e imagem, permitindo a realização de outros eventos, nas áreas do Cinema, Música, Teatro e Dança. Possui também um moderno Planetário.
A Galeria do Centro é um espaço amplo, com 400 m², disponível para acolher propostas expositivas da comunidade artística.
Nave Polivalente de Espinho
A Nave Polivalente de Espinho surge voltada para a dinamização desportiva e recreativa, tendo por objectivos a promoção e o desenvolvimento do concelho.
Com uma área coberta de 11.000 m², este espaço foi concebido para grandes espectáculos desportivos e culturais, sendo altamente versátil e flexível.
Auditório de Espinho
Integrado na Academia de Música de Espinho, o Auditório assegura uma produção cultural regular, que assenta em produções próprias, co-produções e acolhimentos em diversos domínios culturais (musical, teatral, dança, novo circo).
Pelo seu contributo, tornou-se uma referência cultural a nível da cidade e da região.
Tem como estrutura residente a Orquestra Clássica de Espinho e o Drumming-Grupo de Percussão.
Piscina Solário Atlântico e Balneário Marinho de Espinho
A Piscina Solário Atlântico de Espinho e o Balneário Marinho de Espinho são duas unidades interligadas pertencentes à Municipalidade de Espinho e situam-se à beira-mar.
A Piscina foi originalmente construída em 1942, por iniciativa particular, diga-se, do empresário Manoel Pinto Bizarro, segundo projeto de traçado modernista da autoria de Eduardo Martins e Manuel Passos (devido à sua elevada qualidade arquitetónica, o projeto está referenciado no Inquérito à Arquitetura do Século XX em Portugal ).
Em 1960 a piscina passou a ser um equipamento da Câmara Municipal de Espinho.
O complexo foi depois ampliado, passando a englobar o chamado Balneário Marinho, que incluía uma piscina coberta aquecida e um sector de tratamentos com água do mar e algas (Talassoterapia).
O ano 1998 as instalações foram alvo de renovação com projeto dos arquitetos Isabel Aires e José Cid, que procuraram manter a integridade dos aspetos mais relevantes da configuração da década de 1940 – fachadas exteriores, entrada inicial, bar, salão de festas, que foram cuidadosamente reabilitados.
A piscina exterior foi totalmente reconstruída restando apenas a prancha de saltos original, tendo sido adotado um novo perfil, com uma profundidade menor e mais segura.
A piscina é hoje constituída por dois planos de água, um destinado a crianças e outro a adultos.
O Balneário Marinho foi integralmente remodelado e modernizado, nomeadamente a piscina coberta.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Enterramento da linha férrea sem mais atrasos
Enterramento da linha férrea sem mais atrasos
Presidente da Câmara de Espinho acredita que só com a obra concluída é que a população vai perceber os benefícios.
O presidente da Câmara de Espinho acredita que o enterramento da linha férrea da cidade será uma realidade no primeiro semestre de 2008.
Depois de dois adiamentos da data para a conclusão dos trabalhos, José Mota acredita que agora “não há razão para mais atrasos, a não ser que surjam percalços daqueles que a natureza é pródiga em originar”.
“Mas eu acredito que nem dessa forma vamos ter danos, pelo menos significativos”, acrescentou.
O autarca confirmou ao JPN o impasse causado por uma série de discussões entre a REFER e o consórcio responsável pela obra a propósito da necessidade de uma máquina para fazer face ao solo rochoso encontrado pelos operários.
A obra que a REFER não queria
José Mota não tem dúvidas de que o enterramento da linha férrea é uma obra que “interessa essencialmente a Espinho e a esta região”.
É peremptório em afirmar que “nenhum conselho de administração da REFER gostaria que esta obra fosse feita porque há um grande investimento e a REFER não gostava de pôr os seus passageiros a passar em túnel em Espinho. É muito mais bonito à superfície”.
O futuro túnel terá cerca de mil metros, mais 250 metros de rampa para cada lado, tornando-se o maior túnel ferroviário do país.
Questões ambientais impedem prolongamento
Os cerca de mil metros do túnel não satisfazem todos os espinhenses que gostariam que houvesse um prolongamento tanto para norte como para sul.
José Mota contrapõe:
“Temos todas as razões para estarmos satisfeitos com aquilo que conseguimos e fizemos muito bem em ter percebido atempadamente aquilo que era razoável e aquilo que não o era e poria em causa a realização desta obra”.
“As pessoas só se vão aperceber do que vai mudar em Espinho com o enterramento da linha depois de a obra estar concluída”.
O presidente da Câmara adverte ainda para outro problema.
“Há duas limitações, uma a norte que é a Ribeira do Mocho e outra a sul que é a Ribeira de Silvalde.
Qualquer prolongamento deste túnel tinha implicações ao nível do ambiente que iriam tornar impraticável esta obra”.
Relativamente à área livre à superfície, José Mota não confirma a realização de um concurso de ideias porque “não é muito normal os bons arquitectos concorrerem” a esse tipo de iniciativas.
O presidente da Câmara afirma que, “juntamente com a Refer”, será encontrada “uma solução para aquele espaço” que permita ter “mais e melhor espaço para o lazer, para que Espinho encontre ali mais uma sala de visitas”.
Texto e fotografia: Cláudia Brandão
FONTE : JPN
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Nova estação só em 2008
Nova estação só em 2008
Com as obras a bom ritmo, prevê-se agora que os trabalhos de enterramento da linha férrea em Espinho terminem no segundo trimestre de 2008.
No início das obras, em 2004, o prazo era de 30 meses para que a linha férrea de Espinho passasse a ser subterrânea.
Pouco mais de um ano depois, o presidente do Conselho de Administração da REFER, José Sobral, admitia que a obra sofrera alguns atrasos.
O novo prazo foi estipulado para mais dois anos e meio, isto é, em 2007.
Quando se pensava que a obra tinha, finalmente, tudo para andar, a máquina usada para escavar as valas onde irão ficar as paredes do túnel revelou-se incapaz de cortar a rocha existente no subsolo.
O facto levantou polémica: o empreiteiro da obra terá advertido a antiga administração da REFER para a necessidade de uma máquina que fosse capaz de destruir o rochoso subsolo, sendo que se tratava de um equipamento importado, aumentando os custos previstos da obra.
A resposta da REFER terá sido que haviam sido realizados todos os estudos necessários à caracterização do subsolo, e que, como tal, o empreiteiro deveria ter conhecimento pormenorizado de tudo.
Depois de alguns meses, as duas partes chegaram a acordo e com a chegada da máquina alemã, uma hidrofresa, a última data aponta para que a nova estação de Espinho esteja pronta no segundo trimestre de 2008.
Já se vêem as paredes
A máquina que perfura o subsolo já está a trabalhar no terreno, junto ao estádio do Sporting Clube de Espinho.
O equipamento está a ser manejado por três operadores de nacionalidade alemã.
O aparelho perfura o subsolo numa largura e profundidade que permitem que sejam feitas paredes de betão, responsáveis por suportar o túnel que, entretanto, irá ser escavado no meio.
Quando esse processo estiver concluído será altura de fazer a laje do topo, por baixo da qual passará o túnel. Isto a sul, porque a norte da estação já se faz a rampa de acesso ao túnel, que começará junto ao Rio Largo.
Outra frente já em curso é a parede nascente, isto enquanto estão já a ser construídas as paredes do futuro túnel.
Entretanto, decorrem os trabalhos de reposição de infra-estruturas de serviços afectados, entre eles as redes de saneamento e de águas pluviais e a rede telefónica.
Texto e fotografia : Cláudia Brandão
Fonte : JPN
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
PIDDAC/Espinho: 22 dos 23 milhões de euros são para enterrar a linha
22 dos 23 milhões de euros são para enterrar a linha
Projecto tem agora uma forte oportunidade de ganhar novo impulso e ser concretizado em breve.
O Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para 2007 atribui ao concelho de Espinho 23.226 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 745 euros por habitante.
No distrito de Aveiro, Espinho só é superado pela própria capital de distrito, que vai receber 50 milhões de euros. Apesar disso, em consequências dos cortes orçamentais do Governo, o valor do PIDDAC atribuído este ano cai 48% face ao de 2006, quando Espinho recebeu cerca de 44 milhões de euros.
Dos 23 milhões recebidos, cerca de 22 milhões destinam-se às obras de enterramento da linha férrea que duram há mais de dois anos – o projecto tem agora uma forte oportunidade de ganhar novo impulso e ser concretizado em breve.
Em dois anos, o Estado já canalizou mais de 50 milhões de euros para o rebaixamento da linha.
Uma quantia que não se esperava de início, assim como também não se esperava que a obra fosse constantemente interrompida.
À terceira mudança de datas, prevê-se que o comboio passe por baixo da cidade de Espinho no segundo trimestre de 2008.
Texto : Cláudia Brandão
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
Fim do 'bairro dos ciganos' com alegria, choro e revolta
Fim do 'bairro dos ciganos' com alegria, choro e revolta
Houve quem chorasse de desespero por não ter direito a uma casa e houve até quem quisesse invadir as habitações dadas a outros
chamado "bairro dos ciganos", a sul da Marinha de Silvalde, em Espinho, começou, ontem, a ser demolido. Os moradores do bairro, esses, já estão realojados num bloco de apartamentos de habitação social, construído a algumas centenas de metros daquele local, e que já se encontrava pronto há quase dois anos e meio. Segundo André Duarte, da Divisão de Acção Social da Câmara Municipal, o realojamento, que teve lugar há exactamente uma semana, decorreu dentro da normalidade e ordeiramente. Porém, segundo diversos testemunhos relatados ao JN, a história poderá ter sido bem diferente.
Na passada sexta-feira, depois de um vendaval que assolou o concelho de Espinho, vendo a estabilidade das casas, ou melhor, das barracas e casas abarracadas, seriamente comprometida, vários moradores do dito "bairro dos ciganos" ter-se-ão se dirigido à Associação de Desenvolvimento do Concelho de Espinho, onde estão instalados os serviços de Acção Social, para contar aos técnicos presentes o que se passava e para reclamar por casa.
Depois de observada a situação de perigo de derrocada de algumas das casas, os técnicos terão decidido então realojar as pessoas no dito prédio novo.
Munidos das chaves, os técnicos terão sido completamente rodeados pelos moradores do bairro, cada um a reclamar por casa. Segundo Idalina Crista, uma moradora do bairro da Marinha, a confusão foi geral e houve até quem tentasse invadir o prédio. Aliás, ainda ontem, uma janela de uma das casas do rés-do-chão mantinha-se partida.
"Eu vi. Os técnicos tiveram de dar as chaves sob ameaça e até houve quem ameaçasse de arma em punho. Uma técnica da Câmara estava branca como a cal. Por medo, deram casas à toa. A uma família com três filhos deram um T2 e a uma viúva sozinha deram um T3. Deram casas a quem não tinha direito e aos meus filhos, cada um deles inscrito há mais de 18 anos, ninguém deu casa", criticava, a altos brados, Idalina Crista.
André Duarte, por seu lado, negou ter sido vítima de qualquer tipo de ameaças e afirmou ao JN que as pessoas que foram realojadas, foram-no por direito e por prioridade. "Correu tudo dentro da normalidade", concluiu.
Em defesa de uma casa
Ontem, pela manhã, na casa nº1 do chamado "bairro dos ciganos", vivia-se uma situação de pânico geral. Fátima Lapa, a dona da casa, realojada no novo prédio de habitação social desde sexta-feira, ameaçava não sair da casa velha. Tudo porque os dois irmãos que com ela ali viviam, ambos casados e com filhos, não tinham tido direito a casa nova. Depois de informada que a casa iria ser demolida como as outras, a família e dezenas de amigos do bairro da Marinha reuniram-se junto da casa para impedir a demolição. Abraçadas aos filhos, as cunhadas de Fátima Lapa choravam de desespero por irem ficar sem tecto. Porém, André Duarte, da Divisão de Acção Social, chegou com a boa-nova, dizendo que a casa iria ser poupada até que as duas famílias pudessem ser realojadas
FONTE: JN
Apresentação Blog Gazeta de Espinho
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