Passageiros denunciam dificuldades, sobretudo da população idosa
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Botão de emergência
Dentro da cabina do elevador há um botão de emergência, que remete para a central de atendimento permanente, em caso de avaria.
Mas este recurso não serve de consolo.
As queixas abundam.
Maria Ribeiro, que se desloca a Gaia para cuidar do neto, é mais uma passageira que dá voz aos protestos.
A idade já pesa e faltando o dispositivo mecânico á um bico-de-obra para atravessar a linha.
Há dias sentiu bastante a sua inoperância:
"Ainda por cima estava com sacos de compras e custou-me imenso subir as escadas".
Tal como Fernanda Gomes, coloca o foco nos seniores, os que mais sofrem com o funcionamento intermitente do sistema.
Câmara de Gaia diz que IP adjudicou estudos para passagens inferiores na Granja e na Aguda
A Infraestruturas de Portugal (IP) adjudicou os estudos de viabilidade para a eventual construção de passagens inferiores na Linha do Norte, na Granja e na Aguda, revelou Firmino Pereira, vice-presidente da Câmara de Gaia.
Segundo Firmino Pereira, a decisão foi comunicada à autarquia numa reunião entre as partes pelo vice-presidente da IP Carlos Fernandes.
De acordo com o autarca, Carlos Fernandes "anunciou que os projetos das passagens inferiores da Aguda e da Granja que verificarão a viabilidade técnica da execução das obras foram adjudicados na semana passada a um gabinete especializado".
A informação é confirmada pelo portal de contratação pública da IP, que dá o processo em fase de adjudicação.
"A autarquia continuará a acompanhar o assunto e lamenta o tempo perdido", comentou Firmino Pereira que, no encontro com a IP, "reiterou a necessidade de as passagens desniveladas serem subterrâneas, eliminando as passagens superiores que são desconfortáveis e agridem a paisagem urbana".
Na quinta-feira, o vice-presidente da Câmara de Gaia havia considerado "intolerável" a falta de um projeto para passagens sob a Linha do Norte na Aguda e na Granja, pretendendo corrigir junto da IP a "mancha urbanística" naquelas zonas.
O processo para o estudo de viabilidade de passagens inferiores na Linha do Norte arrasta-se desde 2022 e pode superar os quatro anos, segundo dados da IP.
Em causa estão os diversos procedimentos desencadeados desde a assinatura de um protocolo entre a IP e a Câmara de Gaia em julho de 2022, após críticas das populações da Granja e Aguda às passagens superiores e às barreiras construídas nas obras de requalificação da Linha do Norte.
Elevadores: um problema que persiste
Quanto aos elevadores das passagens superiores, segundo o autarca, a IP reconheceu que "os equipamentos têm tido muitas avarias, algumas por vandalismo", mas a entidade ressalvou "ter um contrato de manutenção com uma empresa que tenta fazer as reparações".
Ouvidos pelo JN, os passageiros criticam bastante as constantes avarias, que afetam, sobretudo, a população sénior e outros que têm dificuldades de locomoção, reiterando que a solução ideal seria a construção, nesses locais, de túneis para os peões.
Na reunião, Firmino Pereira considerou ainda "inaceitável que a IP não tenha realizado o alargamento do Túnel do Arco do Prado", na zona das Devesas, "que estava contemplado na modernização da Linha do Norte".
Para o vice-presidente da Câmara de Gaia, "foi uma falha tremenda o abandono desta obra que será muito importante para a cidade" na ligação "à futura estação de metro na rotunda das Devesas [rotunda Engenheiro Edgar Cardoso]", pelo que o município "vai exigir que este alargamento do túnel seja concretizado".





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